A capacitação é feita pelo Pronatec

Ministério Público vistoria as duas unidades prisionais de Anápolis

Depois de verificadas as condições do presídio, promotor encaminhará necessidades para a Diretoria de Administração Penitenciária

Marcelo Celestino, titular da 25ª Promotoria de Justiça de Goiânia, realizou, na tarde da última quarta-feira,25, vistoria à unidade prisional de Anápolis ( Foto: Contexto )

Ministério Público vistoria as duas unidades prisionais de Anápolis

Mes de Vacinação - Prefeitura de Anápolis

O promotor de Justiça Marcelo Celestino, titular da 25ª Promotoria de Justiça de Goiânia, realizou, na tarde da última quarta-feira,25, vistoria à unidade prisional de Anápolis, para verificar a viabilidade de instalação de curso tecnológico.

Ele esteve também no novo presídio estadual, para averiguar a situação dos presos transferidos para o local. A 25ª PJ tem atribuição na tutela difusa da segurança pública.

Na visita ao presídio antigo, o promotor, acompanhado do professor Eduardo Lisboa, diretor da organização social Instituto Reger; e do gerente de Segurança e Monitoramento da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), Alex Aparecido Galdioli, verificou a possibilidade de instalação de contêineres-escola para cursos de viveiricultura (viveiro e produção de mudas), corte e costura e silk screen.

O diretor da unidade prisional, Welington Pereira Matias, relatou que, atualmente, existem 13 presos remunerados na unidade, que trabalham com limpeza e manutenção, além de serem oferecidas turmas de corte e costura, que já formaram cerca de 150 detentos.

A capacitação é feita pelo Pronatec, por meio do Senai, com aulas ministradas na própria unidade.

Como providência, o promotor deverá reunir-se com os secretários estaduais de Desenvolvimento e de Educação para definir a possibilidade de instalação das salas modulares.

A previsão é de que ao menos 10 salas sejam instaladas nas unidades de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Catalão.

Reivindicações
No presídio estadual o promotor verificou a situação dos detentos transferidos para a unidade, tendo em vista queixas já apresentadas por eles e familiares.

Durante a vistoria, ele esteve nas celas, conversou com os presos e constatou a precariedade no fornecimento de itens de higiene para os detentos, a falta de limpeza dos corredores, a qualidade da alimentação e a necessidade de correção em falhas na estrutura que podem comprometer a segurança dos detentos.

Segundo dados apresentados pelo diretor da unidade, Klaykson França, estão presos no local 129 homens, sendo 27 de Goiânia e o restante de outros municípios.

Sobre esta realidade, os vereadores de Anápolis, pastor Elias Ferreira e professora Geli Sanches, que também acompanharam a visita, afirmaram que, no acordo com o município à época da doação do terreno, havia a previsão de a unidade abrigar ao menos 130 presos de Anápolis, o que ainda não ocorreu.

Conforme esclarecido pelo promotor Marcelo Celestino, estas demandas, assim como a implementação do projeto de monitoramento dos presos da unidade, serão objeto de tratativa do MP em reunião com o coronel Edson Araújo, diretor da DGAP.

Integrou ainda a visita à unidade regional o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Anápolis, Régis Davidson Gonçalves de Menezes.

No começo da semana, o representante da classe dos advogados, deu declarações falando sobre as condições precárias dentro do novo presídio, em releção à alimentação dos detentos, bem como questões relacionadas à higiene do prédio da carceragem e as restrições para que os presos possam receber dos seus familiares, produtos de higiene pessoal.

O presidente do Conselho da Comunidade de Execução Penal, advogado Gilmar Alves, que acompanha de perto a realidade dos presidiários, chegou a contestar a colocação feita pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Anápolis, de que os presidiários estariam passando fome.

Quanto a questão da alimentação, o representante da OAB esclareceu que a principal reclamação dos presos é que estava havendo um lapso temporal grande entre a última refeição (janta)- às 18 horas- e o café da manhã.

Já foi encaminhado que os presos devem receber um lanche no período noturno. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Autor(a): Da Redação

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