“Operação Zayn”

Organização criminosa cai em ação conjunta da Polícia Civil com a PRF

Anápolis concentrou maior parte das medidas cautelares, com 20 mandados de prisão e 38 mandados de busca e apreensão

Uma Força Tarefa da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou, nesta quinta-feira,30, a Operação Zayn, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava em cinco estados do País: Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Pará e Rondônia ( Divulgação)

Organização criminosa cai em ação conjunta da Polícia Civil com a PRF

Mes de Vacinação - Prefeitura de Anápolis

Uma Força Tarefa da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou, nesta quinta-feira,30, a Operação Zayn, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava em cinco estados do País: Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Pará e Rondônia, Segundo os dados divulgados pelas corporações, no total a ação enconveu 35 mandados de prisão e 62 mandados de busca e apreensão. A concentração da Operação aconteceu na madrugada de quinta-feira, às 4h, na sede do TCE, em Goiânia.

Em Goiás, foram 26 mandados de prisão, sendo 20 em Anápolis; e 43 mandados de busca e apreensão, sendo 38 deles em Anápolis. Do total de 97 de medidas cautelares, mais da metade, ou seja, 58 foram direcionados em Anápolis. As pessoas apreendidas nesta operação foram levadas em comboio para a Capital, para a sede da Delegacia da PRF, no Jardim Guanabara. Lá, eles passaram pelos exames de corpo de delito.

Após 18 meses de investigações e levantamentos de inteligência policial, foi identificada a organização criminosa responsável por dezenas de crimes cometidos em vários estados, como sequestros, furtos e roubos de carga, adulteração veicular, falsificação de documentos, fraude em sistemas de informática de DETRANs e enriquecimento ilícito.

O aparato da organização, segundo a polícia, era requintado: composta por núcleos em diferentes estados e com diferentes funções, contava com divisões logísticas, motoristas profissionais e criminosos armados. Os chefes lideravam os núcleos enquanto amealhavam patrimônio considerável. A organização era diferenciada: 09 empresas foram identificadas como fazendo parte da mesma.

Esse não é o único golpe desferido contra o crime organizado. Durante os trabalhos de levantamento, foram presas em decorrência da Força-Tarefa 20 pessoas, aprendidos e recuperados 26 veículos de cargas e identificados mais de 60 veículos com suspeita de fraude veicular (agora sujeitos à apreensão por forças policiais). Estima-se que o grupo seja responsável por mais de 80 roubos nos estados citados, representando um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões (entre carga e veículos) por ano.

Modus operandi
A organização criminosa atuava de inúmeras maneiras. Em uma das táticas, utilizava-se de “iscas”, ou seja, mulheres jovens e de boa aparência estratégica às margens de rodovias para atrair caminhoneiros que, ao pararem para oferecer carona, eram surpreendidos por criminosos armados e levados ao cativeiro.

Enquanto o motorista era mantido em cárcere, tanto a carga como os veículos eram negociados com receptadores e outros integrantes rede criminosa. Já com o veículo vazio, efetuavam adulterações nas quais modificavam os identificadores veiculares (como chassis e números de motor). Dessa forma, o grupo conseguia inserir nos sistemas de trânsito dos DETRANs os dados falsos, criando um veículo novo a partir de um roubado, podendo negociá-los como “veículos de boa procedência”.

Outra estratégia era com uso de caminhões previamente adulterados. A organização ofertava fretes para empresários que, acreditando-se tratar de pessoas honestas, carregavam suas cargas, as quais eram desviadas, deixando os contratantes com o prejuízo.

Nome
A operação foi intitulada “Zayn”, em referência ao nome de origem árabe, que significa “perfeição”, “graciosidade”. Ilustra-se a percepção que os integrantes da organização criminosa tinham sobre as suas ações, que acreditavam serem perfeitas, sem vestígios e impossíveis de serem descobertas pela ação policial. Um engano, como demonstra o sucesso da força-tarefa entre PRF e PCGO.

A Operação Zayn utilizou o seguinte quantitativo operacional: 150 Policiais Civis, incluindo delegados, escrivães e agentes; 200 Policiais Rodoviários Federais; 85 Viaturas e 01 aeronave de asa fixa (transbordo de presos entre os estados do Pará e Goiás) e GO).
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Goiás apoiou os trabalhos.

  • Fonte da informação:
  • Leia na fonte original da informação
  • Leave a Comment

    Protected by WP Anti Spam