As mudanças são importantes

Tratamento de câncer é ampliado em Anápolis

O tratamento será feito pela rede particular e por convênios. No caso de encaminhamento pelo SUS, a princípio somente adultos serão atendidos. Esta unidade aguarda autorização do Ministério da Saúde para atendimento de crianças.

Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Danianne Marinho entende que mudanças são importantes para os pacientes em tratamento de câncer ( Foto: Secom )

Tratamento de câncer é ampliado em Anápolis

Mes de Vacinação - Prefeitura de Anápolis

Hospitais de Anápolis se adequam a uma portaria do Ministério da Saúde que exige uma série de adequações na estrutura física e na gestão dos serviços oferecidos a pacientes com câncer.

O Hospital Evangélico Goiano inaugurou na última quarta-feira (28) uma unidade de Quimioterapia com capacidade para atender a 40 pacientes por dia. Uma média de 500 pacientes deverão ser atendidos por mês.

O tratamento será feito pela rede particular e por convênios. No caso de encaminhamento pelo SUS, a princípio somente adultos serão atendidos. Esta unidade aguarda autorização do Ministério da Saúde para atendimento de crianças.

A Santa Casa de Misericórdia

Realiza uma série de estudos para oferecer o serviço de Quimioterapia a pacientes oncológicos. Avaliações estão sendo realizadas para identificar a demanda e as necessidades para o início da oferta deste tratamento. Atualmente, pacientes oncológicos desta unidade realizam Quimioterapia no Banco de Sangue.

Os desafios da rede de saúde incluem a diminuição do tempo de espera para o início do tratamento e a modernização das instituições hospitalares para um maior controle e prevenção da doença.

Quem passa ou já passou por tratamento de câncer sabe que uma das maiores dificuldades é a falta de uma estrutura adequada na rede de saúde para a realização de todos os procedimentos necessários.

A Portaria 140/2014 do Ministério da Saúde exige que as Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacons) credenciadas se adaptem à realidade dos pacientes e que as instituições hospitalares ampliem a oferta de serviços oncológicos.

Santa Casa de Misericórdia também está se estruturando para atender às diretrizes da Portaria 140/ 2014

Vários quesitos devem ser cumpridos pelas unidades para fazer tratamento quimioterápico, como o oferecimento do diagnóstico definitivo para a doença e o tratamento completo para os diversos tipos de cânceres.

Estas adaptações incluem a exigência de um local específico em hospitais de Anápolis para Quimioterapia, cirurgias, presença de UTIs, realização de exames laboratoriais em um só lugar, o que poderá evitar que os pacientes sejam transportados de um hospital a outro durante os dias previstos para o tratamento, diminuindo os riscos de ocorrências durante o transporte.

As adaptações dos hospitais que fornecem tratamento para o câncer também deverão reduzir o tempo que um paciente leva para começar o tratamento e para continuar os procedimentos na rede de Saúde local. A Lei 12.732/ 2012 estabelece que os pacientes com neoplasias (tumores) malignas têm direito a começar o tratamento pelo SUS em até 60 dias, o que na prática ainda não foi totalmente aplicado.

As adequações na estrutura dos hospitais poderá ser uma esperança para quem precisa se tratar.

Danianne Marinho e Silva,

Presidente do Conselho Municipal de Saúde, informa que de 2013 a 2017 foram oferecidas mais de 16 mil consultas oncológicas em Anápolis.

Essa cobertura corresponde ao atendimento de uma população de mais de um milhão de habitantes na chamada macrorregião centro-norte do Estado.

O município de Anápolis possui pactuações com diversas cidades de Goiás e atende localmente pacientes vindos de várias regiões do Estado, o que explica a cobertura ampliada de saúde.

“Há uma variação significativa ano a ano no número de atendimentos ambulatoriais oncológicos em nosso município. Estes dados estão no SIA – Sistema de Informação Ambulatorial. Na cidade de Anápolis há duas unidades de saúde habilitadas como UNACOM -Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, que são a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis e o Hospital Evangélico Goiano”, explicou Danianne Marinho e Silva.

Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Danianne Marinho entende que mudanças são importantes para os pacientes em tratamento de câncer

Ele acredita que o tempo de resposta aos pacientes e a adequação ao que determina a Portaria 140/ 2014 do Ministério da Saúde ainda são os maiores desafios para a estrutura de saúde municipal.

São vários critérios e parâmetros de organização, planejamento, monitoramento, controle e avaliação dos estabelecimentos hospitalares que deverão ser cumpridos.

Ele explica ainda que as melhorias das condições estruturais, de funcionamento e de recursos humanos para a habilitação destas unidades no Sistema Único de Saúde (SUS) estão entre as principais metas da rede de tratamento oncológico.

Rede

Uma atuação conjunta entre Estado, Município e instituições hospitalares poderão garantir que a oferta de tratamento de câncer em Anápolis atenda às exigências do Ministério da Saúde.

“Ações em nossa rede são necessárias para o reconhecimento inicial do câncer, pois é uma doença crônica prevenível. É muito importante que a oferta de cuidado ocorra de forma integral, com respeito a critérios de acesso, escala e escopo. As adequações poderão contribuir para a incorporação e o uso de tecnologias voltadas para a prevenção e o controle do câncer, salvando vidas e reduzindo custos do Sistema”,

pontuou o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Danianne Marinho e Silva.

Um projeto da vereadora Vilma Rodrigues foi sancionado pelo prefeito Roberto Naves no ano passado, garantindo o início do tratamento em 60 dias a partir do diagnóstico de câncer maligno.

A expectativa é que, com a adequação à Portaria 140/2014, o aporte financeiro do Ministério da Saúde para o tratamento do câncer na cidade aumente e o município passe a atender aos parâmetros mínimos mensais de atendimento: 500 consultas especializadas; 640 exames de ultrassonografia; 160 endoscopias; 240 colonoscopias e retossigmoidoscopias; e 200 exames de anatomia patológica.

A nova oferta de Quimioterapia será feita pelo Hospital Evangélico Goiano e pela Santa Casa de Misericórdia.

E os serviços de Radioterapia ainda estão sendo adequados e estudado por essas instituições para que o tratamento aos pacientes de câncer seja completo nestas unidades.

Danianne Marinho acredita que ainda é preciso avançar na diminuição da fila de espera para o tratamento.

A prevenção ao câncer deve ser buscada para diminuir a incidência da doença junto à população.

“Os cumprimentos das portarias podem contribuir na melhoria da qualidade do tratamento, na diminuição do tempo resposta, no financiamento e na redução de possíveis desperdícios de recursos”, referendou Marinho.

Realidade

Passar por tratamentos de câncer em Anápolis ainda é uma realidade dura para muitas pessoas. Diversos pacientes ainda precisam ir a Goiânia ou outras cidades para alguns procedimentos. Diversas instituições do município dão apoio para que estes indivíduos tenham condições dignas de tratamento.

O Núcleo Esperança atua desde o ano 2000 oferecendo estrutura para pacientes oncológicos.

Expectativa é que município ofereça mais dignidade a pacientes com câncer

Por meio de doações e parcerias com empresas, muitos pacientes que procuram o Núcleo Esperança recebem transporte para unidades de saúde, alimentos, roupas e até mesmo moradia enquanto passam por tratamentos na cidade.

Valber Barreto, um dos diretores, entende que as adequações à Portaria 140/ 2014 irá facilitar a vida dos pacientes com câncer, que poderão realizar praticamente todo o tratamento em apenas uma unidade de saúde, evitando-se os desgastantes deslocamentos.

Felipe Homsi

Link original da matéria
http://www.avozdeanapolis.com.br/tratamento-de-cancer-e-ampliado-em-anapolis/

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