Que tal refletir

Quebra de acordos

        Acredito que não preciso falar de políticos que não cumprem promessas de campanhas. Estes acordos sempre são quebrados em nossa cara desde que inventaram os políticos.  ( Foto:  coachinglifestyle)
Acredito que não preciso falar de políticos que não cumprem promessas de campanhas. Estes acordos sempre são quebrados em nossa cara desde que inventaram os políticos. ( Foto: coachinglifestyle)

Quebra de acordos

O que é um acordo?

Entre muitas definições disponíveis na internet, resolvi copiar as seguintes:

“Ação de acordar (entrar em concordância); convenção; os Estados de opiniões contrárias entraram em acordo.

Em que há harmonia de pensamentos; concórdia: o acordo entre os irmãos é essencial.

Ação de mudar para se adaptar as novas circunstâncias; combinação: os gerentes fizeram um acordo para evitar a demissão dos funcionários.

Em que há consentimento; aprovação ou permissão: comprou aquele vestido com o acordo da mãe. Deliberação feita em conjunto”.

Aproveitei o embalo e copiei também algumas palavras que são sinônimo de acordo: “combinação, conciliação, concordância, concórdia, conformidade, congraçamento, consonância, contrato, convenção, convênio, entendimento, harmonia, negócio, pacto, reconciliação e tratado”.

Você já notou que o tempo todo, a vida inteira nós fazemos acordos?

Fazemos acordos com nossos pais, nossos irmãos, nossos vizinhos, a prefeitura, o estado, a união, a escola, o comércio, os motoristas, a companhia de energia elétrica, a pessoa que vai atravessar a rua enquanto você está dirigindo um veículo.

A vida é feita de acordos. Chefes de Estado do mundo inteiro se reúnem para fazer acordos.

Por que?

Por que fazemos acordos?

A resposta poderia ser um livro inteiro, mas basta uma: para termos condições mínimas de viver em comunidade.

O simples fato de você estar vivo por conta de um acordo entre seu pai e sua mãe, já deveria ser uma resposta óbvia, mas parece que muita gente sequer tem noção do significado de um acordo.

Sim, meus queridos, nós nascemos em função de um acordo.

Ou você acha que o amor e suas “consequências” não tem uma série de acordos intrínsecos?

Acredito que não preciso falar de políticos que não cumprem promessas de campanhas.

Estes acordos sempre são quebrados em nossa cara desde que inventaram os políticos.

Vamos encarar a realidade.

Como é chato, como é decepcionante a gente ter que conviver com pessoas assim.

O tempo todo somos desapontados de alguma forma.

Em minhas atividades profissionais, poderia citar várias quebras de acordos que foram muito nocivas.

No campo pessoal, fica uma sensação de que fomos enganados.

Aliás, fomos enganados, afinal, se havia um acordo e a outra parte quebrou, fomos enganados, ficamos com cara de bobo.

Ora, que coisa insuportável.

Você, que quebrou um acordo, sabe o que você é?

Um fraco, um egoísta, um vendido.

Você desconsiderou todas as expectativas, todo o planejamento, toda a perspectiva de futuro porque pensou somente em você em detrimento do outro.

É por sua causa que vivemos em um mundo de desconfiança e completo descrédito nas pessoas e nas instituições que elas representam.

É claro que não estou falando de pessoas que renegociaram suas proposituras, estou falando de pessoas ou instituições (que seguem decisões de pessoas) que simplesmente emergiram das profundezas do nada e resolveram descumprir o que havia sido estabelecido, sem considerar os efeitos desta decisão sobre a outra parte.

Neste descompasso entre o acordado e o descumprido, abre-se uma avenida de insatisfações, de mágoas, de perdas.

Quebrar um acordo, por si só, já poderá deixar a terrível sensação de injustiça e de impotência, dizimando sonhos e estimulando a intolerância.

Eu tenho a impressão de que se todos honrarem os acordos que se estabelecem na família, quando assimilamos nossos valores morais (éticos), poderemos criar uma nova perspectiva de vida, uma nova sociedade, onde o ser é mais importante que o ter, onde partilhar é mais importante que individualizar, onde a competição produza vencedores e aprendizes, ao invés de egoístas e derrotados.

Estamos muito acostumados a pensar, criar e fazer o mal e deixar as consequências para as gerações futuras.

Talvez seja o momento de simplificar, de sermos mais orgânicos e menos circunstanciais.

A natureza nos ensina o tempo inteiro sobre isso.

Lembro-me de assistir a entrevistas de especialistas sobre a poluição dos rios, mas nunca me esqueci de uma opinião de um deles sobre este assunto (infelizmente não me lembro o nome do autor da frase).

Perguntaram para ele: o que fazer para despoluir o Rio Tietê?

Ele respondeu serenamente: “é simples, basta parar de poluir… a natureza se encarregará de fazer o resto”.

Que tal a gente refletir um pouco sobre isso?!

Até a próxima, amigos.

Carlos Novais

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