MANOEL VANDERIC

Polo de Defesa de Anápolis é estratégico para o Brasil

Comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, pontifica que “chegou a hora de priorizar a utilização dos recursos nas atividades essenciais em um cenário de orçamento ameaçador”. ( Foto: Manoel Vanderic )

Polo de Defesa de Anápolis é estratégico para o Brasil

Assertiva ao alerta da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra e à orientação do Ministério da Defesa, o projeto visionário do Polo da Base Industrial de Defesa de Anápolis é o desafio dos desafios de uma nova
dimensão de desenvolvimento em Goiás, estratégico para o equilíbrio orçamentário das Forças Armadas e para transferência de tecnologias para a região central do País. Fortemente discutido e nacionalmente referenciado, o
Polo foi inspirado e mobilizado pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, empresário Anastácios Apóstolos Dagios, com foco no Projeto Anápolis Global e na imensa potencialidade do município para a
atração de investimentos na região que mais cresce no Brasil.

Negócio de R$ 7,5 bi por ano e milhares de empregos, de alto valor agregado, em um só lugar, com aproximadamente 200 indústrias atraídas por referenciais competitivos, como a localização estratégica, incentivos fiscais (ICMs de 4,5%) e financiamentos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDO). Com dinheiro barato, em momento crucial da economia brasileira, quando os ativos estão em baixa, o melhor negócio do Brasil seria investir na BID, um projeto que tomou dimensão
transcendente às projeções mais otimistas. Em resposta aos objetivos estratégicos do Ministério da Defesa, o município (praticamente colado no Distrito Federal) tem muito mais que localização privilegiada para sediar a
BID integrada ao Centro de Suprimentos das Forças Armadas.

Base da Indústria de Defesa é o conjunto das empresas estatais ou privadas que participam de uma ou mais etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de defesa, bens e serviços que, por suas peculiaridades, possam contribuir para a consecução de objetivos relacionados à segurança ou à defesa do País. A BID não visa atrair apenas indústrias de armamentos, mas, também, fornecedores de diversos
produtos e serviços que são consumidos com o orçamento do Ministério da Defesa como, por exemplo, uniformes, botas, alimentos e muito mais. Do alfinete ao foguete.

Para 2018, o governo federal planeja repassar R$ 100,7 bilhões ao Ministério da Defesa, mas a maior parte do orçamento será dedicada ao pagamento de pessoal e encargos sociais. Somente no ano passado, esse tipo de gasto
consumiu R$ 70,7 bilhões. Ou seja, representou 76,6% do orçamento. Já os recursos voltados a investimentos foram na ordem de R$ 8,1 bilhões – correspondentes a 8,7% do total. Apesar do cenário de demandas reprimidas e
limitação orçamentária, o ministro Raul Jungmann garante não faltarão esforços para a criação de mecanismos e oportunidades para aprimorar a “inteligência comercial” da indústria brasileira de defesa, tornando-a mais
competitiva. Como consequência das restrições orçamentárias, o ministro da Defesa pontua que haverá necessidade de as Forças Armadas priorizarem atividades e capacidades para avançar: “Não existe Defesa sem Base Industrial
de Defesa”.

Com raciocínio convergente às diretrizes do Ministério da Defesa, o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, pontifica que

“chegou a hora de priorizar a utilização dos recursos nas atividades essenciais em um cenário de orçamento ameaçador”.

Piloto da FAB, com 3.500 horas de voo na carreira, vivenciou as estratégias da aviação de caça. No comando da Aeronáutica, protagonizou a escolha dos caças Gripen NG e a transformação da Base Aérea de Anápolis em Ala 2 – Centro Estratégico da Defesa Nacional. Agora em missão burocrática, mas também estratégica (planejar/executar compras com orçamento reduzido), tem consciência de que é preciso encurtar caminhos para implantar a eficiência logística através de um novo conceito de Base Industrial de Defesa. Leia-se Anápolis.

O gaúcho tem perfil pragmático e não abriria mão das assertivas de Anápolis para a implantação da BID. Até onde puder influenciar. “Se você é aviador, seja aviador; se você é comandante, seja comandante”. A consciência
situacional e a experiência gerencial do comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, alinhadas com o pensamento e a intenção do comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo
Dias da Costa Vilas Bôas, e do comandante da Marinha do Brasil, almirante de esquadra Eduardo Bacelar Ferreira, traduzem o conceito dos referenciais, diferenciais e potenciais do projeto do Polo Estratégico da Base Industrial
de Defesa de Anápolis.

O presidente da Acia sublinha que o caminho a percorrer é longo e de alta complexidade, mas Anápolis está no rumo certo a bordo da emblemática união das lideranças e das autoridades pela consolidação do Polo de Defesa. A
inteligência comercial das Forças Armadas, preconizada pelo ministro da Defesa e pelos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, tem encontro marcado, em Anápolis, com a localização estratégica, a logística competitiva e um novo conceito de interoperabilidade da BID. Em conexão com o desenvolvimento de pesquisas e a transferência de tecnologias para a produção, distribuição e manutenção de produtos e serviços e identificada com a política estratégica de fortalecimento da indústria nacional de defesa, Anápolis apresenta ao Brasil o projeto do Polo Estratégico da Base Industrial de Defesa.

MANOEL VANDERIC, jornalista profissional, editor do portal “Anápolis Global”, publicitário bacharel m Direito, empresário do setor de comunicação – Diretor da Associação Comercial e Industrial de Anápolis

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