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Edson Tavares é o nome de Bolsonaro à Prefeitura de Anápolis, confirma PSL

O presidente do PSL em Goiás, Delegado Waldir, declarou que apoia o nome de Edson Tavares para a Prefeitura de Anápolis na eleição 2020 e que a sigla chancelará a candidatura do já chamado “pré-candidato”.


Edson Tavares, 59, é presidente do PSL em Anápolis. Foi superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, cargo no qual permaneceu por 18 anos. Saiu do porto, do qual detém 12,5% das ações, há aproximadamente um ano e meio. ( Linha Editorial)

Edson Tavares é o nome de Bolsonaro à Prefeitura de Anápolis, confirma PSL

O presidente do PSL em Goiás, Delegado Waldir, declarou com exclusividade para o blog Linha Editorial nesta quarta-feira (31) que apoia o nome de Edson Tavares para a Prefeitura de Anápolis na eleição 2020 e que a sigla chancelará a candidatura do já chamado “pré-candidato”.

A afirmação vem na sequência da eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, que transformou o PSL em um dos maiores partidos do país.

Em entrevista ao blog, o empresário Edson Tavares já havia confirmado que teve o “sinal verde” do presidente da sigla para construir uma candidatura no município.

Por telefone, Waldir falou com a reportagem do blog Linha Editorial e confirmou que Tavares é o nome forte do PSL para 2020 em Anápolis: “Com certeza (será o candidato).

Ele nos ajudou muito nessa eleição para deputado federal, ele é o nosso presidente do PSL na cidade de Anápolis e ele é o nosso pré-candidato a prefeito na cidade de Anápolis nas próximas eleições”.

As diretrizes do PSL no Brasil incluirão a conquista de prefeituras. Com a força de Jair Bolsonaro e caso o presidente eleito faça um bom governo, a tendência é que a sigla consiga eleger um número expressivo de prefeitos e vereadores por todo o país.

“Com a eleição do nosso presidente, nós vamos nos tornar agora o maior partido do país neste momento”, destacou delegado Waldir, presidente do PSL. No Estado de Goiás, o objetivo será o mesmo.

O partido pretende lançar candidatos a prefeito e vereador em todas as cidades goianas. Conforme sinalizou, a tendência é que o PSL não faça coligações e busque manter “chapa pura” com “pequena aliança” em alguns casos, assim como ocorreu na eleição presidencial deste ano.

Waldir foi questionado se Jair Bolsonaro tem conhecimento de que Edson Tavares é um nome em potencial para 2020:

“Não. Em Goiás, quem cuida é o delegado Waldir, não é o Bolsonaro não. Em Goiás, quem dá as cartas é o Delegado Waldir. O capitão (Jair Bolsonaro) está preocupado nacionalmente. Ele tem muito problema e não vai neste momento entrar nas eleições municipais não”.

Waldir afirmou ainda que existe um “abacaxi muito grande, que é governar (o país)” e indicou que cabe aos representantes das siglas nos estados assumir o preparo para a corrida eleitoral de 2020.

Ele, que é deputado federal reeleito para mais um mandato, assumiu o PSL em Goiás poucos dias antes das eleições.

A sigla elegeu no estado dois deputados estaduais e dois deputados federais. “Somos um dos partidos que tem uma das maiores bancadas na Câmara Federal”, evidenciou.

Edson Tavares, 59, é presidente do PSL em Anápolis.

Foi superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, cargo no qual permaneceu por 18 anos.

Saiu do porto, do qual detém 12,5% das ações, há aproximadamente um ano e meio.

Apesar de não assumir cargo diretivo no momento, permanece no conselho fiscal da empresa. Depois que tomou a decisão de deixar o posto de superintendente, passou a dedicar seu tempo de trabalho exclusivamente à política e, por que não dizer, à missão de eleger Jair Messias Bolsonaro presidente da República.

Agora que viu seu partido chegar à Presidência e se tornar uma das maiores legendas do Congresso Nacional, Edson Tavares quer aproveitar o fortalecimento da sigla para buscar uma candidatura a prefeito de Anápolis.

O desejo de ser candidato já não é um segredo. Edson já vinha ventilando essa possibilidade há algum tempo, mas dependia da aprovação de pessoas com peso no PSL e, claro, estava na expectativa da vitória de Jair Bolsonaro para que seu objetivo começasse a ser desenhado.

“Eu sempre sonhei em poder contribuir com a cidade exercendo uma função majoritária, mas nem sempre a vontade da gente é a vontade do partido. Hoje o partido tem uma vontade. O nosso presidente regional, Delegado Waldir, tem deixado claro, ele conhece a minha linha de postura, minha linha de retidão. Então, ele diz que eu tenho esse perfil para ser candidato”, garantiu.

Ele afirma que não é o único que pode ser o candidato de Jair Bolsonaro em Anápolis, mas, sendo o presidente da sigla e com o aval do delegado Waldir, pode-se dizer que sua candidatura será um caminho sem volta.

É tudo uma questão de tempo até o empresário ser chamado para cumprir a missão. “Eu vou construir”, reafirma e diz ter habilidades e conhecimentos em diversas áreas alcançados ao longo do tempo e que poderão contribuir com o projeto para 2020, como capacidade de gestão e administração e entendimento sobre os setores de logística, segurança pública, educação, saúde e finanças.

Edson já pensa até na equipe que poderá formar para consolidar seu projeto.

Adepto da ideia de que é preciso ter pessoas capacitadas para ocuparem os cargos disponíveis em uma Prefeitura, ele diz que prefere fugir do “toma-lá-dá-cá” e das barganhas por postos no governo.

“Não vejo isso com bons olhos, porque a população já disse não (a candidatos que não ganharam a eleição e decidem negociar cargos políticos)”, acrescentou.

“Na hora em que você vai negociar um segundo turno com eles, você tem que acender uma vela para Deus e uma vela para o diabo. E eu não tenho essa disposição de fazer isso não. Se tiver que perder que (se) perca, mas não faça essas concessões”, sugeriu ainda. Isso não significa, disse ainda, que não aceitaria alianças. Ele afirma que não assumiria a obrigação de ocupar cargos políticos por meio das barganhas. Conforme sinalizou ainda, é por esse tipo de negociação que a política “está como está”.

O blog Linha Editorial obteve informações exclusivas sobre o projeto pessoal de Edson Tavares, que agora tem o aval do partido e, por que não dizer, de Jair Bolsonaro? Confira alguns destaques da entrevista realizada com o pré-candidato pela reportagem, no diretório do PSL local, que fica no Bairro Jundiaí.

Perfil

Edson Tavares tem 58 anos e no dia 12 de novembro completará 59 anos. Sua família possui ações no Porto Seco Centro-Oeste e “não tem pretensões de vender”. Atualmente, está no conselho fiscal da empresa, o que não consome muito do seu tempo e o deixa livre para seu projeto político. Possui negócios no ramo imobiliário e mantém uma empresa na área de inteligência.

Há aproximadamente um ano e meio saiu da superintendência do porto, passou por um período sabático de viagens e descanso e em maio deste ano assumiu a presidência do PSL, partido do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro.

“Estamos começando do zero”, afirmou. Um dos objetivos é aumentar o número de filiados e ampliar a quantidade de apoiadores.

“Gente nova, gente diferente”, em suas palavras.

Entre seus objetivos está a criação de uma

“escola de política” em Anápolis. Até o momento o Partido Social Liberal tem mais de 800 filiados no município, mais que o dobro do que havia quando Edson Tavares assumiu a presidência da sigla. Os interessados que querem se tornar candidatos a cargos eletivos pelo PSL no futuro precisam apresentar um currículo. Existem procedimentos para “analisar a ficha cadastral da pessoa”.

Encontro com Jair

O pré-candidato a prefeito de Anápolis Edson Tavares já se encontrou duas vezes com o presidente eleito Jair Bolsonaro, uma vez em um aeroporto e em outra ocasião quando esteve em Brasília.

“Eu quero encontrar com ele mais tempo para a gente discutir segurança pública”, sinaliza.

Em dezembro de 2017, Bolsonaro esteve em Anápolis para a formatura de alunos de um colégio militar local, mas Edson não pode estar presente, pois estava em viagem.

Em uma das conversas, no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, conversaram brevemente e o presidente eleito afirmou que o PSL precisa ampliar a capilaridade nos municípios.

“Toca e depois a gente vai conversar. Nós vamos conversar depois. Nós precisamos fazer prefeito”, teria dito Jair a Edson.

Naquele momento, Edson Tavares estava acompanhado do presidente estadual do PSL, o deputado federal eleito Delegado Waldir.

Em um futuro, ele pretende se reunir com o presidente eleito para discutir sua candidatura.

Já com o delegado Waldir as conversa são praticamente diárias. Entre as pautas, a construção da candidatura a prefeito de Edson Tavares nas eleições 2020. Edson diz até que a expectativa é que o PSL tenha de 8 a 10 vereadores eleitos no próximo pleito local.

PT

“O PSL em Anápolis, de acordo com Edson Tavares, tem “restrição” quanto à filiação de petistas que querem deixar a sigla para se tornarem peesselistas.”

O receio, conforme explicou, é que muitos venham para “espionar”.

“Água e óleo não se misturam”, destacou.

Ele informou que a possível filiação ao PSL de uma pessoa que saiu do PT anapolino está em análise e o presidente peesselista deverá decidir em breve se aceita ou não filiar um ex-petista.

Apesar desse controle, Edson Tavares informou que respeita os eleitores que votaram no candidato do PT, Fernando Haddad.

“A gente consegue ter discernimento em relação a isso. E a gente respeitar o eleitor que votou no PT. Ele votou, às vezes não foi por ideal, foi por simpatia e por susto, por medo de votar no Bolsonaro. Porque falaram muitas coisas. As pessoas falaram assim: ‘a ditadura está voltando, vai reinar a ditadura. Inclusive, a (revista) Veja falou nessa semana na capa a constituição. Então, as pessoas criaram um medo na sociedade”.

Tavares mencionou que consegue conviver com as diferenças. Afirmou que respeita o eleitor do Partido dos Trabalhadores, mas pontuou que a população resolveu “dar uma virada”.

“A esquerda, quando perder, precisa aceitar que perdeu e respeitar a constituição brasileira”, aconselhou, comparando a eleição de Bolsonaro à escolha de Lula e de Dilma Rousseff e indicando que, naqueles momentos, a sociedade aceitou os resultados dos pleitos.

O pré-candidato a prefeito Edson Tavares afirma que votou no ex-presidente Lula duas vezes e que se sente traído.

“Quem não sonha ver uma pessoa humilde, um trabalhador vindo retirante do Nordeste exercer o cargo maior? E depois eu torci que ele ficasse preso, pelas evidências todas, pelas provas”, explicou. Ele reconhece os avanços sociais e na educação brasileira durante o período de Lula no poder, mas acredita que foi justa a prisão do ex-presidente. Edson diz não ter “ranço” de petista algum. “Não existe essa possibilidade do ódio”, acrescentou.

Erros de Bolsonaro

Será que algum eleitor de Bolsonaro reconheceria alguns erros do presidente eleito?

“Lá atrás ele pode ter cometido alguma fala que ele já veio e já pediu desculpas”, diz Edson Tavares. No caso envolvendo o presidente eleito e a deputada federal Maria do Rosário (PT), em que ele disse que ela não merecia ser estuprada porque é “muito feia”, Edson afirmou que os dois lados erraram.

Edson afirmou que a deputada estava defendendo um bandido naquele momento e que ele tinha o “direito de se defender”.

Maria do Rosário teria chamado o deputado de estuprador e fez “pirotecnia” com o caso, conforme defendeu. Indicou também que o caso precisa ser visto dentro do contexto.

“Por isso que não pode julgar vendo só uma parte”, pontuou.

Ele citou o caso em que o deputado federal Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro e a facada no presidente eleito, destacando que em momento algum Jair Bolsonaro reagiu de maneira vingativa depois desses momentos.

Mentiras

Durante a campanha eleitoral de 2018, Edson Tavares combateu o que chama de “fakes”, como as notícias de que Jair Bolsonaro acabaria com o Bolsa Família e com o décimo-terceiro salário.

Ele também procurou desmentir ideias de que Bolsonaro tomaria medidas contra a comunidade LGBT: “a única medida mais dura que nós precisamos tomar é não aceitar a ideologia de gênero, as cartilhas que existiram e depois negaram”.

Ele pontuou que defende “tudo que é voltado para a família”. Relembrou que combateu o medo disseminado de que uma ditadura militar poderia ser implantada com a eleição do presidente eleito. E concluiu dizendo que “tentaram jogar (mentiras) na pecha do Jair Bolsonaro.

PSL

Partido que saiu da alcunha de “nanico” para se transformar em uma das siglas de maior representatividade no país, com a eleição do presidente da República, três governadores eleitos, 52 deputados federais, quatro senadores, além dos deputados estaduais eleitos em todo o país.

-Com um discurso anticorrupção, o PSL ganhou força depois da ascensão da figura de Jair Bolsonaro. Mas o que garante que a sigla, no Brasil e em Anápolis, vai cumprir o que prometeu?

“Eu acredito que sim (vai cumprir com o prometido), até porque ele está sob comando do Jair Bolsonaro. Esse partido está vinculado ao presidente da República. E pelo que eu sei da postura ética, da conduta dele, ele não vai mudar isso”, afirma Tavares. Mas será que Edson coloca a mão no fogo por Jair? “Nesse momento, depois de ter ouvido, convivido esse período eleitoral, eu ponho a mão no fogo por ele. E se eu me queimar, eu sou o primeiro a sair”.

Fraude nas eleições

Edson Tavares nega que tenha havido qualquer fraude nas eleições 2018 em Anápolis. “Houve alguns pequenos problemas”, pontuou.

Felipe Homsi

Link original da matéria:
https://alinhaeditorial.wordpress.com/2018/11/01/exclusivo-edson-tavares-e-o-nome-de-bolsonaro-a-prefeitura-de-anapolis-confirma-psl/

O presidente do PSL em Goiás, Delegado Waldir, declarou com exclusividade para o blog Linha Editorial nesta quarta-feira (31) que apoia o nome de Edson Tavares para a Prefeitura de Anápolis na eleição 2020 e que a sigla chancelará a candidatura do já chamado “pré-candidato”. ( HojeTV)
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