PROCON - Anápolis

Operadoras de telefonia lideram ranking de queixas no PROCON

De mais de 21 mil reclamações feitas por consumidores em 2017, 31% são contra cinco operadoras de telefonia

Valeriano Abreu explicou que o consumidor passou a procurar o PROCON com mais assiduidade quando surgem dúvidas a respeito de seus direitos na prestação de serviços e também na compra de variados tipos de produtos. ( Foto: CONTEXTO )

Operadoras de telefonia lideram ranking de queixas no PROCON

O número de reclamações feitas por consumidores de produtos e serviços, protocoladas no PROCON – Anápolis aumentou 16,3%, passando de 18.547 em 2016 para 21.576 registros no ano passado, o que representa 3.029 queixas adicionais em, apenas, um ano.

“Esse crescimento é uma demonstração inequívoca de que os consumidores estão ficando mais esclarecidos sobre os seus direitos”,

avalia o secretário municipal de Defesa do Consumidor, Valeriano Pereira de Abreu.
Ele ponderou, no entanto, que o aumento de reclamações não significa necessariamente que os fornecedores estejam desrespeitando a legislação ou o Código de Defesa do Consumidor.

“Representa, apenas, que o consumidor está hoje mais esclarecido e consciente sobre seus direitos”.

Valeriano Abreu explicou que o consumidor passou a procurar o PROCON com mais assiduidade quando surgem dúvidas a respeito de seus direitos na prestação de serviços e também na compra de variados tipos de produtos.

Apesar do grande número de reclamações, o secretário de Defesa do Consumidor explicou que a maioria não se transforma em processos. De um total de 21.576 registros, apenas 994 se transformaram em processos, representando 4,6% das reclamações. A maioria dos casos é resolvida através de contatos informais com fornecedores, por telefone ou meio eletrônico.

“Em geral o problema é solucionado na hora, via telefone ou, no máximo, em dez dias, através de e-mail” disse Valeriano Abreu.

Nesta última situação, o PROCON acompanha as providências adotadas pelos fornecedores para saber se o problema foi resolvido ou não. Explicou, ainda, que quando o fornecedor não concorda com a reclamação do consumidor, abre-se um processo administrativo e feito um imediato agendamento de audiência, uma situação em que 70% dos casos acabam sendo resolvidos.

Liderança
Uma estatística elaborada pelo PROCON Anápolis mostra que as empresas de telefonias (fixa e móvel) lideram o ranking de fornecedores com o maior número de reclamações. Como exemplo, Valeriano Abreu apontou que uma única empresa gerou 4.058 reclamações de consumidores que contrataram seus serviços, significando 18,81% do total de registros protocolados ao longo do ano passado.

Juntas, cinco operadoras de telefonia alcançaram 31,12% do total de reclamações, lideradas pela Claro com 4.058 registros, seguido pela Vivo-GVT, com 843, OI Móvel, com 788, OI Fixo, com 673 e Tim Celular, com 471. A segunda posição no ranking ficou com os bancos, tendo à frente a Caixa Econômica Federal, seguida pelo Bradesco; Itaú; Santander; Banco Panamericano; Banco do Brasil; BMG, Banco Carrefour, dentre outros.

A listagem não inclui instituições financeiras e seguradoras relacionadas no ranking do PROCON – Anápolis, também alvos de reclamações como a Losango; Cardif do Brasil; Zurich Minas Brasil; Assurant Seguradora e, também, as operadoras de cartões de crédito. As operadoras de internet, de TV a cabo e de telecomunicações foram, também, muito acionadas pelos consumidores, por falhas da prestação de serviços, cobranças indevidas, dentre outras reclamações.

Prestadoras
A CELG e a SANEAGO, também, entraram no ranking das 10 maiores prestadoras de serviços com maior número de reclamação de consumidores. Com 471 queixas, a CELG ficou com 2,18% do total de reclamações. A SANEAGO, com 364 registros, ficou com 1,69%. Apesar de terem sido relacionadas, chama a atenção na lista do PROCON Municipal, o pequeno número de reclamações contra redes de lojas como Casas Bahia; Carrefour; Lojas Riachuelo; Americanas; Novo Mundo; Eletrosom; Fujioka Eletro Imagem e Carlos Saraiva, dentre outras. As instituições de ensino, também, foram alvo de reclamações, lideradas pela Anhanguera Educacional, que recebeu 323 registros, seguida pela Anápolis Comércio de Livros e Cursos, com 65 queixas; Universal Tecnologia em Cursos Profissionalizantes; Uniplac; Universe, UEG e Universidade Estadual Vale do Acaraú. A situação se repetiu com as empresas de transporte, como as viações Araguarina; Caiçara; Gontijo, Itapemirim e, também, de turismo.

Autor(a): Ferreira Cunha

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