Método de redução de velocidade

Projeto quer faixas de pedestre em 3D

Proposta visa trazer sistema que cria ilusão de ótica na sinalização horizontal, para prevenir acidentes. Porém, não há previsão legal no Código de Trânsito

(Foto: Contexto)

Projeto quer faixas de pedestre em 3D

A humanização do trânsito passa pelo respeito à sinalização. E, no Brasil, com raras exceções, como é o caso de Brasília-DF, a faixa de travessia de pedestres é muitas das vezes ignoradas por motoristas e pelos próprios transeuntes, que se arriscam em passar por locais perigosos, colocando a vida em risco. Para chamar a atenção sobre o uso da faixa, alguns países como China e a Rússia e, agora, também, algumas cidades brasileiras já estão adotando as faixas em três dimensões, que dá ao condudotor de veículos a impressão de que a mesma está em alto relevo, forçando a uma redução de velocidade.

A novidade pode chegar a Anápolis. Pelo menos, é o que está sendo proposto em um Projeto de Lei do Vereador Pedro Mariano (PRP). Segundo a proposta, a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes ficaria autorizada a realizar a pintura de faixas no formato 3D, “técnica tridimensional que engana o cérebro humano dando uma sensação de ser verdadeiramente real”.

“Acredita-se, que a ilusão de ótica, faz com que as barras pareçam flutuar, e assim, levarem os condutores a diminuírem automaticamente a velocidade de seus veículos”, reforça a propositura, que deve ser implantada, inicialmente, na região central.

Pedro Mariano argumenta que este novo tipo de sinalização, além de torná-la mais visível e, portanto, mais eficiente, deve contribuir para prevenir e para reduzir o número de acidentes envolvendo pedestres.

“A técnica faz com que as pinturasem 3D criem a sensação de estarem com as barras altas, despertando um olhar mais atencioso por parte dos condutores, fazendo com que os mesmos parem antes da faixa. Estas pinturas em 3D vão embelezar as ruas, criando um aspecto de modernidade”, justifica Pedro Mariano.

O outro lado

Embora a novidade possa parecer um avanço, a implantação de faixas com pintura 3D não é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), segundo o chefe de gabinete interino da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), Fabrício Lopes Luz, que é também coordenador geral da Junta de Recursos de Infração (Jari).

Segundo ele, todas as especificações para a sinalização horizontal são especificadas em anexos do CTB e, dessa forma, não há como fugir ao padrão. Ele, inclusive, citou um caso recente ocorrido em Anápolis, de uma faixa que existe próxima à Santa Casa, que teve uma pintura em azul fora do padrão. Houve uma denúncia e a correção terá que ser feita.

No caso da faixa 3D, há também o perigo de o condutor confundi-la com uma barreira física e, assim, forçar uma freada brusca e, com isso, provocar um acidente na via. Daí, outro motivo de condenação deste dispositivo de sinalização.

Além da questão técnica, há também o fato de que o Município não é competente para legislar sobre a matéria. “Municípios apenas executam”, destaca Fabrício, acrescentando que as leis de trânsito são de competência do Congresso Nacional.

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