Outubro Rosa:
Combater o câncer de mama exige informação, diagnóstico precoce e cuidado o ano inteiro
Data lembrada em 19 de outubro reforça um alerta que continua neste dia 20: reconhecer alterações e garantir acesso ao atendimento pode fazer a diferença.
O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama é lembrado em 19 de outubro.
Neste dia 20, a mobilização do Outubro Rosa permanece necessária: transformar conscientização em consultas, exames e tratamento acessível.
A mensagem precisa chegar também a quem ainda adia o cuidado por medo, falta de informação ou dificuldade de atendimento.
No Brasil, a dimensão do desafio é expressiva.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no triênio 2026–2028.
Excluídos os tumores de pele não melanoma, é o câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras.
A doença surge da multiplicação desordenada de células da mama.
Existem diferentes tipos de tumor, com comportamentos e tratamentos distintos.
O diagnóstico em fases iniciais, acompanhado de tratamento oportuno, costuma oferecer resultados mais favoráveis.
Por isso, perceber uma alteração e procurar avaliação são atitudes importantes.
SINAIS QUE MERECEM ATENÇÃO
Um caroço endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho é um sinal de alerta.
Também merecem investigação mudanças no formato do mamilo, retrações, pele com aspecto de casca de laranja, saída espontânea de líquido — especialmente com sangue — e caroços nas axilas.
Essas alterações não confirmam câncer, mas precisam de avaliação profissional. Não se deve esperar sentir dor para buscar atendimento. Embora muito mais raro, o câncer de mama também pode atingir homens.
MAMOGRAFIA: ENTENDER A RECOMENDAÇÃO É FUNDAMENTAL
Para mulheres sem sinais ou sintomas, o Ministério da Saúde recomenda atualmente a mamografia de rastreamento a cada dois anos, dos 50 aos 74 anos.
O SUS também permite o acesso por demanda entre 40 e 49 anos e acima de 74, após orientação profissional sobre benefícios e possíveis riscos.
Quem tem risco elevado precisa de acompanhamento individualizado. Já uma alteração suspeita deve ser investigada em qualquer idade: a faixa etária do rastreamento não é motivo para adiar a avaliação de sintomas.
Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber mudanças, mas a observação ou palpação em casa não substitui os exames indicados. Quando necessário, a confirmação do diagnóstico depende de biópsia.
REDUZIR O RISCO SEM CULPAR A PACIENTE
Praticar atividade física, manter peso adequado e evitar bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco.
A amamentação, quando possível, também tem efeito protetor.
Ainda assim, não existe prevenção capaz de eliminar todos os casos: adoecer não significa ter falhado no autocuidado.
A idade e fatores hereditários também influenciam o risco. Informar à equipe de saúde sobre familiares com câncer de mama ou de ovário ajuda a definir o acompanhamento.
ACOLHIMENTO TAMBÉM FAZ PARTE DO CUIDADO
O tratamento depende do tipo e da extensão do tumor e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Cada paciente precisa de uma conduta definida por sua equipe.
Para quem percebe uma alteração, a Unidade Básica de Saúde é uma porta de entrada para avaliação e encaminhamento. À família e aos amigos cabe oferecer presença, escuta e ajuda prática, respeitando os sentimentos e as decisões da paciente.
O compromisso do Outubro Rosa precisa continuar depois que as campanhas terminam.
Mais que iluminar prédios, é necessário garantir que a informação chegue, a suspeita seja investigada e o tratamento aconteça em tempo oportuno.
Cuidar da saúde das mamas é um compromisso com a vida em todos os meses do ano.
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
Fontes consultadas em 20/10/2026:
INCA — informações à população:
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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