Mais um alerta importante...
QUEM tem MEDO do VOTO? EDUARDO leva aos EUA ACUSAÇÃO contra MINISTROS DO STF
Alerta sobre suposta tentativa de anular uma vitória de Flávio Bolsonaro exige provas, respostas públicas e vigilância sobre os limites do poder
Atualizado em 13 de outubro de 2026 — Artigo de opinião
O eleitor brasileiro tem direito a uma resposta clara: a vontade das urnas será respeitada, independentemente de quem vencer?
A pergunta ganha peso diante da acusação feita por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, em meio à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em 17 de setembro, os dois afirmaram, em Washington, que haviam alertado integrantes do governo Donald Trump sobre um suposto plano de ministros do STF para anular a eleição caso Flávio Bolsonaro vencesse.
Segundo seu relato, as reuniões envolveram a Casa Branca e o Departamento de Estado, mas os interlocutores não foram identificados publicamente. [1]
A tese apresentada por Eduardo e Figueiredo é que críticas à condução do caso Master por André Mendonça poderiam alimentar um argumento de interferência eleitoral, posteriormente usado contra uma vitória de Flávio.
A acusação é gravíssima.
Nas fontes consultadas para esta atualização, porém, não foi localizada comprovação de um plano de anulação.
Uma denúncia dessa dimensão precisa ser acompanhada de elementos verificáveis.
O confronto no Supremo está documentado.
Em 15 de setembro, Gilmar Mendes acusou Mendonça de conduzir o caso Master com viés político-eleitoral.
Mendonça reagiu, classificando a acusação como leviana. [2]
A cena expõe um problema institucional: quando integrantes da própria Corte questionam publicamente a imparcialidade de colegas, a confiança do cidadão exige explicações que ultrapassem a troca de ataques.
Existe também uma precisão indispensável: segundo o comunicado oficial do STF, a sessão daquele dia foi suspensa por pedido de vista de Flávio Dino enquanto se discutia o julgamento conjunto de duas petições.
O mérito do pedido envolvendo Moraes não chegou a ser examinado. Portanto, aquele episódio não pode ser apresentado como uma decisão de anular eleições. [3]
A atualização eleitoral é concreta: a escolha do presidente ficou para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. [4]
O alerta lançado em setembro deve, portanto, ser discutido agora com datas corretas e responsabilidade sobre aquilo que se afirma.
O ponto central permanece: nenhuma instituição deve tratar a preferência política do eleitor como uma ameaça a ser neutralizada.
Se houver ilícitos, que sejam demonstrados e julgados pelos meios legais.
Se houver apenas desconforto com o provável vencedor, esse desconforto pertence ao debate político e não pode substituir fundamentos de uma decisão judicial.
O Supremo precisa compreender que autoridade pública exige prestação de contas. Cobrar transparência, imparcialidade e limites institucionais é parte da vida democrática.
Uma toga não dispensa explicações; aumenta a responsabilidade de quem a veste.
A mesma cobrança vale para Eduardo e Figueiredo.
Se dispõem de provas, devem apresentá-las.
Dizer que uma trama foi “descoberta a tempo” pressupõe que ela tenha sido demonstrada.
A força de uma denúncia depende daquilo que consegue comprovar, além do impacto das palavras utilizadas.
Levar uma acusação a autoridades estrangeiras também não a transforma automaticamente em fato.
O relato de uma reunião não comprova concordância dos interlocutores nem representa, por si só, uma posição oficial do governo americano.
O Brasil merece eleições fiscalizadas, instituições transparentes e decisões compreensíveis.
Merece saber se há alguma ameaça concreta ao resultado, quem seria responsável e quais elementos sustentam essa acusação.
O voto não pode virar refém da disputa entre autoridades.
E a fiscalização do poder não pode depender da simpatia pelo candidato que está na frente.
Que se apresentem as provas.
Que se esclareçam os fatos.
Que qualquer vencedor legítimo tenha seu resultado respeitado.
A confiança do brasileiro vale mais que a conveniência de qualquer grupo político.
Fontes:
[2] Agência Brasil, 15/09/2026:
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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