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AGRO, FUTURO E URNAS:

Jornal Nacional vai a Pirenópolis ouvir Goiás sobre os desafios das eleições de 2026

Em pleno ano eleitoral, maior telejornal do país escolhe Pirenópolis para colocar agronegócio, sustentabilidade, ciência e desenvolvimento no centro da conversa. A passagem por Goiás deixa um recado aos candidatos: quem quiser discutir o futuro do Brasil terá de olhar para quem produz.

Pirenópolis, uma das cidades históricas mais conhecidas de Goiás, transformou-se por alguns momentos em uma espécie de retrato do Brasil que se prepara para votar.

Desta vez, as câmeras do Jornal Nacional não chegaram à cidade apenas para mostrar igrejas, casarões coloniais, cachoeiras ou o movimento turístico.

Chegaram para ouvir o eleitor.

Renata Vasconcellos e César Tralli estiveram em Pirenópolis para a série especial “JN nas Ruas – Brasil que ensina”, projeto que percorre diferentes regiões brasileiras em pleno processo eleitoral de 2026.

E não poderia ser mais simbólico o assunto escolhido para representar Goiás:

AGRONEGÓCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

A escolha coloca diante do país uma questão que deverá aparecer com força cada vez maior na campanha eleitoral:

Qual é o projeto dos candidatos para o campo brasileiro?

 

GOIÁS GANHA VOZ NO DEBATE NACIONAL

Pirenópolis foi escolhida como uma das paradas da série que percorre o Brasil ouvindo cidadãos sobre problemas, expectativas e prioridades capazes de influenciar suas escolhas nas urnas.

No encontro realizado em Goiás, foram reunidas dez pessoas de diferentes profissões, experiências e gerações.

Havia representantes de universos distintos:

  • professora,
  • agrônomos,
  • produtora rural,
  • arquiteto,
  • pecuarista,
  • economista,
  • servidora pública,
  • cozinheira e
  • caminhoneiro.

Essa diversidade talvez seja uma das partes mais importantes da experiência.

Porque falar de agronegócio não significa falar exclusivamente com o grande proprietário rural.

  • O agro começa muito antes da porteira e continua muito depois dela.
  • Está no produtor, mas também está no caminhoneiro que transporta a safra.
  • Está na ciência que desenvolve sementes.
  • Está no profissional que administra propriedades.
  • Está no trabalhador.
  • Está na indústria.
  • Está na logística.
  • Está no supermercado.
  • E finalmente chega à mesa de milhões de brasileiros.

O AGRO ENTRA DEFINITIVAMENTE NAS ELEIÇÕES DE 2026

A reportagem produzida em Pirenópolis colocou lado a lado temas que durante muito tempo foram apresentados como se fossem adversários:

  • produção e preservação.
  • agronegócio e meio ambiente.
  • crescimento econômico e sustentabilidade.
  • Mas o Brasil de 2026 exige uma discussão mais sofisticada.
  • A pergunta já não pode ser simplesmente se devemos produzir ou preservar.

O verdadeiro desafio é:

  • como produzir mais, utilizando tecnologia, conhecimento e gestão, enquanto se preservam recursos naturais indispensáveis às próximas gerações?

E essa discussão interessa profundamente a Goiás.

Em um estado onde

  • agricultura,
  • pecuária,
  • indústria de alimentos,
  • transporte,
  • armazenagem,
  • comércio

e serviços estão fortemente ligados ao campo, decisões tomadas em Brasília podem chegar rapidamente à propriedade rural  e depois alcançar toda a economia.

CIÊNCIA NO CAMPO

Outro aspecto importante apresentado pelo Jornal Nacional foi a trajetória da empresária rural Maressa Vilela, que administra propriedades da família em Mato Grosso.

Sua história foi utilizada pela reportagem de Graziela Azevedo para apresentar uma agricultura que procura combinar pesquisa, produtividade, gestão e preservação ambiental.

É justamente aí que aparece uma das grandes transformações silenciosas do campo brasileiro.

O produtor moderno não trabalha apenas olhando para o céu esperando chuva.

  • Hoje existem máquinas conectadas,
  • agricultura de precisão,
  • análise de solo,
  • imagens de satélite,
  • drones,
  • softwares de gestão,
  • genética,
  • sensores,
  • inteligência artificial e
  • enormes bancos de dados.

A fazenda está se tornando uma empresa tecnológica a céu aberto.

E quanto maior essa transformação, maior será a necessidade de políticas públicas capazes de acompanhar essa revolução.

E O QUE ISSO TEM A VER COM O VOTO?

Tudo.

Quando um produtor entra na cabine eleitoral, questões aparentemente distantes da política partidária podem pesar diretamente em sua decisão.

  • Crédito rural.
  • Juros.
  • Infraestrutura.
  • Estradas.
  • Ferrovias.
  • Armazenagem.
  • Energia.
  • Segurança jurídica.
  • Tributação.
  • Exportações.
  • Pesquisa científica.
  • Defesa sanitária.
  • Licenciamento ambiental.
  • Tecnologia.
  • Qualificação profissional.
  • Segurança no campo.
  • Esses assuntos podem parecer técnicos, mas interferem diretamente na capacidade de produzir, contratar trabalhadores, investir e competir.

É por isso que o debate realizado em Pirenópolis ultrapassa as fronteiras de Goiás.

Ele toca em uma pergunta nacional:

  • que ambiente econômico e institucional o próximo governo oferecerá a quem deseja produzir?

SUSTENTABILIDADE NÃO PODE SER APENAS DISCURSO

Durante o debate também apareceu uma preocupação que deverá acompanhar o Brasil pelas próximas décadas: os limites ambientais do planeta.

O diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, participou do encontro e chamou atenção para sinais ambientais que já são percebidos globalmente.

É uma discussão necessária.

Mas sustentabilidade também precisa chegar ao produtor acompanhada de ciência, tecnologia, segurança jurídica e soluções economicamente possíveis.

Preservar não pode significar simplesmente abandonar quem produz.

Da mesma forma, aumentar a produção não pode significar ignorar recursos naturais dos quais a própria agricultura depende.

  • Solo, água, temperatura e regime de chuvas não são questões ideológicas.
  • São fatores de produção.
  • O produtor rural sabe disso talvez melhor do que ninguém.

 

O CAMPO QUER SER OUVIDO

A grande mensagem que Pirenópolis entrega às eleições de 2026 talvez seja exatamente esta:

  • o Brasil precisa conversar mais e gritar menos.
  • O encontro promovido pelo Jornal Nacional reuniu pessoas com experiências e opiniões diferentes.
  • Não significa que todos pensem da mesma maneira.
  • Muito menos que aquelas dez pessoas representem estatisticamente todos os eleitores de Goiás.
  • Não se trata de uma pesquisa eleitoral.
  • Trata-se de uma roda de conversa, um recorte de percepções e experiências.

E justamente por isso existe algo valioso ali: pessoas diferentes sentadas para discutir o mesmo país.

OS CANDIDATOS PRECISARÃO RESPONDER

A campanha de 2026 não deveria limitar o debate sobre o agronegócio a slogans, fotografias em feiras agropecuárias ou discursos preparados para conquistar votos.

  • O eleitor rural tem perguntas concretas.
  • Como ficará o crédito?
  • Qual será a política para infraestrutura?
  • Como aumentar a competitividade brasileira?
  • Como ampliar mercados internacionais?
  • Como garantir segurança jurídica para quem investe?
  • Como financiar inovação?
  • Como conciliar produção e conservação ambiental sem transformar o produtor em inimigo?
  • Como preparar o pequeno e médio produtor para a nova agricultura tecnológica?

São perguntas que deveriam ser feitas a candidatos à Presidência, aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara.

  • Porque depois das eleições virão as decisões.
  • E decisões políticas têm consequências econômicas.

 

PIRENÓPOLIS MOSTROU UM BRASIL QUE PRODUZ — E QUE PENSA

  • Talvez esteja aí a força dessa passagem do Jornal Nacional por Goiás.
  • Em uma cidade construída há quase três séculos, discutiu-se justamente o Brasil das próximas décadas.
  • De um lado, a história de Pirenópolis.
  • Do outro, tecnologia, ciência, agricultura, sustentabilidade e eleições.
  • É uma combinação poderosa.

Porque o futuro do agronegócio brasileiro não será decidido exclusivamente dentro das fazendas.

  • Também será decidido nas universidades.
  • Nos centros de pesquisa.
  • Nas empresas.
  • No Congresso Nacional.
  • Nos governos estaduais.
  • No Palácio do Planalto.
  • E, antes de todos eles, nas urnas.

Em outubro, milhões de brasileiros escolherão quem terá poder para tomar decisões que chegarão ao campo nos quatro anos seguintes.

Goiás sabe o tamanho dessa responsabilidade.

O Centro-Oeste também.

E o Brasil deveria saber.

O agro não é apenas uma pauta econômica das eleições de 2026.

É uma discussão sobre comida, emprego, exportação, tecnologia, meio ambiente, desenvolvimento e sobre o modelo de país que queremos construir.

Pirenópolis abriu a conversa.

Agora é hora de perguntar aos candidatos:

QUAL É, DE VERDADE, O SEU PROJETO PARA QUEM PRODUZ O BRASIL?

 

Por Gildo Ribeiro
Editoria de Economia e Politica no Agro em Ano Eleitoral
Redação Portal 7Minutos — Goiás

 

 

 

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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