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CONSUMO E ECONOMIA DOMÉSTICA

Uma caixinha na tomada reduz a conta de luz? Conheça o detalhe que pode evitar prejuízo

Promessa de economia sem mudar a rotina exige comprovação; medir o consumo e controlar desperdícios são funções diferentes de “economizar” energia automaticamente.

A conta de luz chega, o orçamento aperta e aparece uma oferta tentadora: basta conectar um pequeno aparelho à tomada para gastar menos energia na casa inteira.

Sem trocar a geladeira, reduzir o banho ou desligar o ar-condicionado. Parece a solução que toda família gostaria de encontrar.

Mas existe uma pergunta que precisa vir antes da compra: o que esse dispositivo realmente faz?

Os aparelhos apresentados como “economizadores de energia”, especialmente os baseados em capacitores, não devem ser confundidos com medidores de consumo ou tomadas inteligentes.

A aparência pode ser semelhante, mas a função muda completamente.

Uma promessa antiga sob questionamento

Em 2018, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, publicou uma nota técnica sobre denúncias envolvendo filtros capacitivos vendidos com promessa de economia de aproximadamente 40%.

O documento questionou a utilidade desses aparelhos para o consumidor residencial comum e recomendou avaliar a abertura de investigação. Isso não equivale a uma condenação de todos os produtos, mas mostra que a promessa exige evidências.

O detalhe está no tipo de energia

Alguns desses dispositivos tentam atuar sobre a energia reativa, relacionada ao funcionamento de determinados equipamentos elétricos.

Entretanto, os consumidores residenciais comuns, enquadrados no Grupo B, não pagam pelo excedente de energia reativa.

A energia ativa, registrada em quilowatts-hora, é a que interessa ao consumo doméstico faturado.

Portanto, atuar sobre uma grandeza que não é cobrada da residência não demonstra redução na conta.

Uma luz acesa na caixinha ou um vídeo com números aparentemente menores também não substituem um teste confiável de consumo em kWh.

O que pode ajudar de verdade

Medidores de tomada permitem observar quanto um equipamento consome.

Já algumas tomadas inteligentes oferecem programação de horários e desligamento remoto.

A economia, quando ocorre, vem da redução do tempo ligado ou de desperdícios identificados — não de uma transformação automática da eletricidade da casa.

Nem todos os modelos medem consumo. Também é necessário respeitar a tensão e a capacidade de corrente indicadas pelo fabricante.

Em orientação publicada em julho de 2026, o Ministério de Minas e Energia reforçou medidas práticas: iluminação LED, eletrodomésticos eficientes, manutenção dos equipamentos e redução do consumo em modo de espera, quando possível.

Antes de comprar, peça provas

O consumidor deve procurar identificação do fabricante, especificações claras e ensaios que demonstrem a economia anunciada.

Depoimentos e percentuais sem metodologia não bastam.

A tecnologia pode ajudar a família a gastar menos.

Mas a primeira economia pode ser justamente evitar a compra de um aparelho cuja promessa não foi comprovada.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília

 

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Economia ou ilusão? Antes de ligar a promessa na tomada, confira se há provas de que o aparelho realmente reduz o consumo de energia. Imagem ilustrativa.
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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