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O piano fica, a saudade também:

Brasil se despede de Benito di Paula, aos 84 anos

Com sua voz, seu piano e um jeito apaixonado de cantar, o artista entrou na vida de gerações de brasileiros e transformou sentimentos em canções que permanecem

Há despedidas que parecem levar consigo um pedaço da nossa própria história.

A morte de Benito di Paula é uma delas. Ao ouvir a notícia, muita gente haverá de lembrar de uma música, de alguém querido, de um domingo em família ou de um tempo que só pode ser visitado pela memória.

O cantor, compositor e pianista morreu neste domingo, 18 de outubro de 2026, aos 84 anos, em São Paulo.

Segundo sua assessoria, Benito estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia aproximadamente um ano. metropoles.com

A notícia traz a tristeza particular de perder um artista cuja voz nos era familiar.

Mesmo para quem nunca esteve diante de seu palco, havia uma proximidade construída pelo rádio, pelos discos e pelas canções que voltavam a tocar nos momentos mais inesperados.

Benito cantava com entrega.

Ao piano, encontrava espaço para a alegria, a desilusão, o amor e a esperança.

Sua interpretação tinha uma intensidade que convidava o ouvinte a participar: acompanhar o ritmo, cantar junto, lembrar de alguém.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, construiu uma identidade própria ao aproximar o samba do piano e do romantismo.

“Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Do Jeito Que a Vida Quer” estão entre as canções que marcaram sua trajetória.   terra.com.br

Cada uma dessas músicas pode guardar uma história diferente para quem a escuta. Uma pessoa recorda o pai cantando.

Outra se lembra da juventude, de um amor, de uma casa que já não existe.

É assim que uma obra popular cria raízes: passa a fazer parte da vida de quem a recebe.

E talvez seja essa a dimensão mais comovente de sua partida.

Hoje, haverá quem procure uma gravação de Benito para homenageá-lo e acabe chorando também por outras saudades.

Em 2025, ele recebeu em vida o carinho do Carnaval paulistano, homenageado pela Águia de Ouro.

Emocionado, desfilou acompanhado da família.

Seu vínculo musical com o filho, o também cantor e pianista Rodrigo Vellozo, rendeu ainda o álbum “O Infalível Zen”, lançado em 2021. www1.folha.uol.com.br

Para os familiares, fica uma ausência que homenagem alguma consegue preencher.

Ao filho, aos amigos e a todos que compartilharam sua intimidade, cabe o abraço respeitoso de quem reconhece que, além do artista admirado, existia um homem amado.

Para o público, ficam as gravações, o som do piano e aquela voz capaz de devolver à memória uma cena inteira.

Nos próximos dias, suas músicas voltarão a ser ouvidas com uma atenção diferente.

Certos versos ganharão outro peso.

Algumas melodias pedirão silêncio antes dos aplausos.

E muita gente descobrirá que sabia cantar mais de Benito do que imaginava.

O Portal 7Minutos se une aos admiradores nesta despedida e presta sua homenagem a um artista que ajudou o Brasil a cantar seus sentimentos.

Descanse em paz, Benito. Obrigado por tantas vezes ter encontrado, na música, as palavras que faltavam à nossa emoção.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília

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Benito di Paula deixa uma saudade que o tempo não apaga e canções que continuarão embalando histórias de amor, lembranças e encontros. O aplauso de hoje é de gratidão. Ilustração artística criada por inteligência artificial.
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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