ECONOMIA DO ESPORTE
BETS PROIBIDAS: FLAMENGO precê ROMBO de R$ 400 MILHÕES e acende ALERTA para 2027
O apito ainda nem soou para 2027, mas o Flamengo já faz as contas de uma temporada que pode começar com um enorme buraco no orçamento.
O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, calcula que a proibição das bets poderá retirar cerca de R$ 400 milhões das receitas rubro-negras no próximo ano.
Em outras declarações, a projeção chegou a R$ 430 milhões. Trata-se de uma estimativa do dirigente, não de uma perda já registrada.
A discussão deixou de ser apenas uma hipótese. Em 25 de setembro, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Novas contratações de publicidade e patrocínio foram vedadas; peças já contratadas têm prazo de transição até 5 de outubro. O bloqueio de sites e aplicativos está previsto para começar em 6 de outubro.
Em entrevista ao Metrópoles, Bap disse que o impacto ultrapassa o patrocínio estampado na camisa. A conta inclui outros contratos e receitas vinculados ao mercado de apostas. Segundo ele, o Flamengo assumiu compromissos de longo prazo amparado em acordos firmados quando as empresas podiam operar legalmente. Sem essa receita, afirma o presidente, o clube terá dificuldade para honrar o planejamento de 2027.
O alerta alcança mais que o futebol masculino. Em nota, o Flamengo afirma que mudanças abruptas atingem também as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos, campeonatos, empregos e fornecedores. O clube defende o combate às plataformas clandestinas e sustenta que a proibição pode empurrar apostadores para operadores fora da fiscalização.
Há, porém, outra conta na mesa. O governo justifica a medida pelos efeitos das apostas no endividamento e na saúde das famílias. O Ministério da Saúde cita estudo que estima em R$ 38,8 bilhões por ano o custo social associado aos jogos, valor que abrange consequências para a saúde e perda de produtividade. Essa estimativa também exige leitura cuidadosa: não representa um gasto direto único do governo nem pode ser comparada, rubrica por rubrica, ao orçamento de um clube.
Agora, o confronto sai do gramado e entra no Congresso e nos contratos. A medida provisória já está em vigor, mas depende de apreciação parlamentar para continuar valendo. O Flamengo precisará mostrar quanto de sua projeção corresponde a contratos específicos e quanto poderá ser substituído por novos parceiros. Ao governo caberá demonstrar que consegue conter o mercado ilegal e proteger as famílias. O resultado dessa disputa definirá quem paga a conta quando a publicidade das bets desaparecer do futebol brasileiro.
Com o fim das bets, o Flamengo projeta uma redução de cerca de R$ 400 milhões em suas receitas de 2027. O valor é uma estimativa do clube, não uma perda já registrada. pic.twitter.com/wflhi3lMpt
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) September 26, 2026
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
Com o fim das bets, o Flamengo projeta uma redução de cerca de R$ 400 milhões em suas receitas de 2027. O valor é uma estimativa do clube, não uma perda já registrada.
“BETS FORA. QUEM PAGA A CONTA?”
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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