Editorial Gazeta do povo
A morte de Charlie Kirk e o preço da desumanização
Reafirmar a dignidade da pessoa humana, mesmo na discordância mais profunda, é o único caminho para impedir que a política se degrade em carnificina.
A trágica e brutal morte de Charlie Kirk, jovem pai de família americano, abatido a tiros durante uma palestra universitária em Utah – ao que tudo indica, em razão de seu posicionamento e ativismo em defesa de valores conservadores – transcende a singularidade de um ato criminoso.
Representa um eco sombrio das profundas fissuras que a violência política tem aberto no mundo contemporâneo, com cruel reincidência.
Aliado próximo do presidente Donald Trump e fundador da Turning Point USA, organização que desde 2012 mobiliza milhares de jovens em prol do livre mercado, do governo limitado e das liberdades individuais, Charlie Kirk personificava uma voz que, embora por vezes incisiva e provocadora, demonstrava abertura ao debate – como indicava a própria tenda onde foi baleado, marcada pela inscrição eloquente:
Prove que estou errado.
Tolerância e respeito mútuo não são concessões, mas pilares da vida em comum.
Kirk virou um mártir 🙏
Alunos da Liberty se reúnem para orar pela família e entes queridos de Charles Kirk. pic.twitter.com/CIQfcOtCbz
— Pedro Pôncio Ex MST-SP (@pedroponciobr) September 12, 2025
A política civilizada nasce do reconhecimento de que a divergência é constitutiva da democracia, e não uma guerra de aniquilação
Uma vez confirmado que a motivação do crime foi política, Charlie Kirk se tornará mais uma vítima de uma tendência nefasta que mina os pilares da civilidade: a desumanização do outro.
O que permite que a rivalidade de ideias se transfigure em violência letal é, fundamentalmente, deixar de ver o adversário político como um ser humano.
Exemplo eloquente são as gravações feitas na Universidade de Utah, onde Kirk foi morto.
Tão chocantes quanto as imagens do próprio assassinato são os gestos de júbilo e comemoração de alguns universitários, registrados logo após os disparos.
Jovens que riam e celebravam diante da cena macabra revelaram o ponto em que o ódio político suplanta qualquer senso de humanidade.
Quando um indivíduo, por suas convicções, ideias ou valores, deixa de ser percebido como um ser humano merecedor de respeito, com sua própria esfera de família e afetos, e passa a ser rotulado como “lixo”, “verme” ou “praga”, abre-se um precedente perigoso.
Essa retórica incendiária pavimenta o caminho para a ideia de que tais “não-pessoas”, por pensarem diferente, podem – ou até devem – ser eliminadas.
Estudante: Sou um gay conservador.
Charlie Kirk: Você é um ser humano completo, e tenho certeza de que trata as pessoas bem e está estudando alguma coisa.
Nós lhe damos as boas-vindas ao movimento conservador. 🇺🇸🇧🇷 pic.twitter.com/YknjSxHtbI
— Tradutor de Direita (@TradutordoBR) September 12, 2025
A história fornece exemplos: foi assim que regimes totalitários do século 20 abriram caminho para massacres, reduzindo pessoas a caricaturas infames, indignas de existir.
Foi o que fez a propaganda nazista ao despojar os judeus de sua dignidade; o mesmo se repete, em escala diversa, na retórica que demoniza conservadores – não como cidadãos com ideias discordantes, mas como inimigos a serem eliminados, seja fisicamente, através da violência, ou virtualmente, pois as infames campanhas de cancelamento nada mais são do que a tentativa de exterminar a existência de uma pessoa no campo virtual, algo comparável com a “morte civil” dos tempos medievais.
🚨| ÚLTIMA HORA: Stephen Miller acaba de compartir el último mensaje que le envió Charlie Kirk. No se lo había contado a nadie: “Tenemos que desmantelar y enfrentar a las organizaciones de izquierda radical que fomentan la violencia”. ⚠️ pic.twitter.com/mMQHPVkpXU
— Eduardo Menoni (@eduardomenoni) September 13, 2025
Os Estados Unidos já contabilizam outros casos além de Kirk: o tiroteio contra congressistas republicanos em 2017, o ataque à casa da então presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e, mais recentemente, a tentativa de assassinato contra Donald Trump.
🚨URGENTE – Esposa de Charlie Kirk diz que sua filha de 3 anos perguntou sobre o pai
“Ela perguntou: "Cadê o papai?"
"Eu disse: 'Querida, o papai te ama muito. Ele está viajando a trabalho com Jesus, para pode pagar seus mirtilos." pic.twitter.com/930KpEPi6T
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) September 13, 2025
No Brasil, o quadro não é menos perturbador.
A facada contra Jair Bolsonaro em 2018, a morte do guarda municipal Marcelo Arruda, apoiador de Lula, em Foz do Iguaçu e tantos outros episódios ilustram a gravidade da situação.
A tentação de justificar a violência com raciocínios como “ele colheu o que plantou” – ainda um reflexo de ver no outro não um ser humano, mas um ser abjeto – é moralmente abjeta e civilizacionalmente suicida.
A esposa de Charles Kirk Erica desembarcou no Arizona com Jd Vance e sua esposa
Que Deus dê força pra ela 🙏🏼😭 pic.twitter.com/P2c2D9tNbu
— Desiree Rugani (@desireerugani) September 12, 2025
A democracia pressupõe o embate de ideias, não a eliminação física de quem as sustenta. Mesmo o adversário mais radical ou desonesto permanece uma pessoa, dotada de dignidade intrínseca.
Charlie Kirk "racista e homofóbico" quando não estão tirando frases fora de contexto: pic.twitter.com/UVNmkfK1eR
— Peter (@peterjordan100) September 12, 2025
Negar esse princípio é abrir as portas da barbárie.
A morte de Kirk deve servir como ponto de inflexão.
É urgente que líderes de todas as tendências condenem não apenas a violência física, mas também a retórica que a alimenta.
Nos EUA, tanto líderes democratas quanto republicanos lamentaram a morte de Kirk, condenaram a violência e se solidarizaram com a família do jovem assassinado – além da esposa, Charlie Kirk deixou duas filhas pequenas.
Tolerância e respeito mútuo não são concessões, mas pilares da vida em comum.
A política civilizada nasce do reconhecimento de que a divergência é constitutiva da democracia, e não uma guerra de aniquilação.
O governador de Utah, Spencer Cox, perguntou após o crime:
É isso que 250 anos nos trouxeram?.
A mesma pergunta cabe ao Brasil, prestes a completar seu bicentenário de independência, e que no próximo ano viverá uma eleição presidencial que deverá ser marcada por forte polarização. Uma sociedade que aceita a desumanização do adversário está sempre a um passo de novas tragédias.
Reafirmar a dignidade da pessoa humana, mesmo na discordância mais profunda, é o único caminho para impedir que a política se degrade em carnificina.
Editorial Gazeta do Povo
🚨🚨Just In
22-year-old Utah resident Tyler Robinson has been arrested for the assassination of Charlie Kirk,
The assassin was turned in by his father.
“The killer then confessed to his father, who is a a 27-year veteran of the Washington County Sheriff's Department,” the… pic.twitter.com/ZQN8nSi1kN
— 🇺🇸RealRobert🇺🇸 (@Real_RobN) September 12, 2025
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Telegram
Truth Social
A vergonha de alguns ficaram marcados na rede social X
A @LivTravessa de Porto Alegre apoia o assassinato de pessoas pelas suas opiniões políticas como fez o Eduardo Bueno, em comentário ESCROTO nas redes sobre a morte de Charlie Kirk? pic.twitter.com/Pu7Qa5tlm8
— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) September 12, 2025
Michael Rex, professor de teoria querer na Universidade Cumberland, foi demitido, após mensagens celebrando a morte de Charlie Kirk. pic.twitter.com/wyF6ntdfTQ
— Luli (@crisdemarchii) September 12, 2025
Ratazana diz que seu vídeo abjeto
comemorando o assassinato de Chaelie Kirk não foi por ele apagado, mas deletado pela plataforma.Reafirma que Charlie Kirk deveria mesmo ter sido assassinado e estende sua saliva venenosa para outras pessoas.
Stalinista típico e covarde como… pic.twitter.com/Sin4x5ty8K
— Dama de Ferro (@DamaDeFerroTV) September 12, 2025
ESSE VÍDEO SOZINHO JÁ MERECE UMA MAGNITSKY
Durante o julgamento de Bolsonaro, Flávio Dino teve a ousadia de citar Charlie Kirk — um jovem conservador assassinado nos EUA — para atacar a anistia. Uma fala fria, desumana e vergonhosa.
O vídeo foi traduzido e enviado ao governo… pic.twitter.com/4cNH5s32gA
— Gil Diniz (@carteiroreaca) September 12, 2025
Espanha: o comunista Antolín Pulido comemora o assassinato brutal do ativista conservador Charlie Kirk. pic.twitter.com/Kgc5sMrWEh
— Fernanda Salles (@reportersalles) September 12, 2025
O neurocirurgião apoiador de assassinato acaba de ser BANIDO de suas atividades. Um já foi.
Só vou parar quando esse mau-caráter for demitido de TODOS os lugares que trabalha. pic.twitter.com/txQAIAqou8
— Thiago Medina (@thiagomedinamd) September 13, 2025


