Meta e Google no banco dos réus:
O julgamento que pode mudar para sempre a relação dos jovens com as redes sociais
Ação histórica nos EUA expõe risco real: pais, escolas e especialistas alertam para o vício digital que já virou crise de saúde pública
A bomba estourou:
Gigantes da tecnologia agora precisam explicar por que milhões de jovens estão adoecendo diante de telas
Pela primeira vez na história, duas das maiores empresas de tecnologia do planeta :
Meta Platforms e Google , enfrentam um julgamento que pode virar o jogo contra as plataformas que dominam o cotidiano de adolescentes no mundo inteiro.
A acusação é pesada, direta e incômoda: criaram produtos capazes de viciar crianças, provocando danos mentais profundos, sofrimento familiar e uma geração inteira condicionada à rolagem infinita.
E o alerta é claro: os pais estão pagando a conta dessa crise, vendo filhos isolados, agressivos, ansiosos, privados de sono e presos a telas que parecem nunca acabar.
O caso que virou símbolo: a jovem K.G.M., de 19 anos
O processo foi iniciado por uma jovem da Califórnia, identificada como K.G.M., que afirma ter se tornado dependente das plataformas ainda na infância, quando tinha apenas 10 anos.
Segundo a acusação, a dependência não foi um “acidente”; foi resultado de decisões de design tomadas justamente para estimular ciclos viciantes, mantendo crianças conectadas o maior tempo possível e ampliando os lucros das empresas.
A jovem relata que o uso compulsivo agravou sua depressão e gerou pensamentos extremamente perigosos para sua integridade emocional. Ela e sua mãe pedem que as empresas assumam responsabilidade pelo impacto causado.
Os pais: as maiores vítimas silenciosas dessa guerra digital
A verdade nua e crua é que o vício digital não afeta apenas os jovens — destrói famílias inteiras.
Por trás de cada tela acesa até tarde da noite existe:
- um pai exausto tentando impor limites;
- uma mãe preocupada com o comportamento do filho;
- uma sensação crescente de impotência diante de um sistema projetado para vencer.
As redes sociais oferecem entretenimento, mas também ruído, comparação social, exposição a estranhos, bullying, pressão estética, falta de sono, tudo isso combinado em um coquetel explosivo que já preocupa especialistas no mundo inteiro.
O julgamento pode virar jurisprudência mundial
Especialistas chamam esse caso de os julgamentos do tabaco da nossa geração.
Assim como a indústria do cigarro foi responsabilizada por décadas de danos ocultados, agora as Big Techs precisam responder:
Quanto de tudo isso foi realmente acidente — e quanto foi cálculo?
O júri analisará se Instagram e YouTube foram projetados para manter jovens conectados por longos períodos, mesmo sabendo dos riscos.
Será decidido também se o design teve mais peso que outros fatores externos na deterioração da saúde mental da jovem K.G.M.
Se o veredito for desfavorável às empresas, abre-se uma porta para milhares de processos similares.
Uma mudança global na forma como redes sociais funcionam pode estar prestes a começar.
Os depoimentos mais aguardados do ano
Altos executivos precisarão falar diante do júri, incluindo:
- Mark Zuckerberg, CEO da Meta
- Representantes seniores do YouTube
É a primeira vez que essas figuras, acostumadas a se explicar diante de congressistas, enfrentarão a análise fria de um júri comum, composto por cidadãos.
TikTok e Snapchat escaparam… por enquanto
Duas plataformas que também estavam na lista inicial do processo, TikTok e Snapchat, fugiram do julgamento após acordos extrajudiciais sigilosos.
Se fugiram porque eram inocentes ou porque temiam a exposição?
- Isso ninguém pode afirmar publicamente.
- Mas o timing não passou despercebido aos analistas.
A pergunta que não quer calar: quem está educando nossos filhos?
- A discussão vai muito além de tribunais.
- A verdade incômoda é que jovens passam mais tempo sendo influenciados por algoritmos do que por seus responsáveis.
Os pais tentam limitar, disciplinar, orientar.
- Mas enfrentam um adversário silencioso, poderoso e onipresente: aplicativos desenhados para serem irresistíveis.
- Nenhuma família deveria lutar essa batalha sozinha.
- Um futuro em jogo: a decisão que pode salvar vidas
Nos próximos meses, o Tribunal Superior da Califórnia decidirá se as empresas falharam em proteger milhões de jovens — e se devem mudar o funcionamento de suas plataformas.
Mas independente da sentença, uma verdade já está estabelecida:
- O vício digital entre adolescentes é real.
É grave.
E está crescendo.
Pais, educadores e profissionais de saúde já sabem: algo precisa mudar, agora.
Conclusão: Não é um caso. É uma geração pedindo socorro.
Este julgamento pode redefinir nossas relações com as telas, mas o alerta já está dado:
- Se empresas criam produtos que viciam, alguém precisa responder por isso.
- E se as famílias estão perdendo seus jovens para um mundo digital sem limites, então a sociedade inteira precisa acordar.
O que acontecer nas próximas semanas não diz respeito apenas aos tribunais americanos.
Diz respeito ao futuro dos nossos filhos — e ao futuro de todos nós.
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
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