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Carnaval, Poder e Urnas:

A Afronta ao TSE em Pleno Ano Eleitoral

Artigo de opinião — por um brasileiro que ainda acredita na Justiça.

Sou apenas um brasileiro comum.

Não tenho mandato, não tenho foro privilegiado, não tenho camarote na Sapucaí.

Mas ainda tenho consciência. E é com ela que escrevo.

 

 

Em pleno ano eleitoral de 2026, assistir ao que aconteceu na Sambódromo da Marquês de Sapucaí não foi apenas desconfortável.

 

Foi um soco no estômago de quem ainda acredita que o Tribunal Superior Eleitoral deveria zelar pela isonomia entre candidatos.

  • Não se trata de samba.
  • Não se trata de cultura.
  • Trata-se de uso simbólico  e político  de uma estrutura pública, televisionada para o país inteiro, em benefício claro de um grupo político.

E isso, em qualquer democracia séria, seria no mínimo debatido com rigor.

 

Isonomia Eleitoral ou Espetáculo de Estado?

A presença do chefe de Estado em um evento dessa magnitude já carrega peso institucional.

Quando essa presença se mistura com enredo elogioso, símbolos partidários, ataques diretos a adversários e manifestações explícitas de militância, a linha entre manifestação cultural e propaganda se torna perigosamente tênue.

Qualquer imagem de celebração oficial com protagonismo político, em ano eleitoral, tende a ferir o princípio da igualdade de oportunidades.

 

Afinal:

  • Qual outro candidato dispõe da máquina simbólica do Estado?
  • Qual outro concorrente tem transmissão em rede nacional em evento custeado com recursos públicos?
  • Qual outro pode transformar festa popular em vitrine de narrativa política?
  • Se fosse o contrário — se fosse o ex-presidente Jair Bolsonaro respirando perto de um tamborim — alguém acredita que o silêncio institucional seria o mesmo?

 

Bolsonaro Inelegível, Carnaval Politizado

Confesso: eu já não entendo mais os critérios.

O mesmo Tribunal que declarou Bolsonaro inelegível agora assiste a um espetáculo de exaltação política travestido de desfile cultural.

Se a régua é rigorosa para um lado, precisa ser para todos.

O próprio Bolsonaro declarou certa vez:

O meu defeito foi jogar limpo num país onde tinha muita coisa.

Obrigado, Brasil. Obrigado, meu Deus.

Concorde-se ou não com ele, a pergunta permanece:
existe equilíbrio institucional?

Cultura ou Palanque?

A escola Acadêmicos de Niterói levou para a avenida representações diretas de figuras políticas — incluindo o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva — além de menções a adversários e ministros do Supremo.

Isso não é neutro.
Isso é político.

Quando alas retratam conservadores como caricaturas grotescas, quando adversários são simbolicamente ridicularizados, quando palavras de ordem ecoam em transmissão nacional, o argumento de “é apenas arte” passa a soar conveniente demais.

Democracia pressupõe liberdade artística, sim.
Mas também pressupõe responsabilidade institucional.

O Silêncio que Incomoda

O senador Flávio Bolsonaro anunciou que pretende protocolar ação no TSE questionando o que chamou de crimes do PT na Sapucaí.

Se haverá fundamento jurídico ou não, caberá ao Tribunal decidir.

Mas o que inquieta parte da população é outra coisa:
haverá a mesma disposição para investigar quando o alvo não é Bolsonaro?

 

Ou veremos novamente a seletividade que divide o país?

Um Brasileiro Impactado

  • Não escrevo movido por ódio.
  • Escrevo movido por frustração.
  • Frustração de ver o carnaval — patrimônio cultural do povo — mergulhado em narrativa partidária.
  • Frustração de ver metade do país sendo caricaturada como inimiga moral.
  • Frustração de ver o debate democrático reduzido a espetáculo de plumas e holofotes.
  • Talvez o maior erro tenha sido subestimar o povo.
  • Transformar festa em palanque pode gerar aplausos na arquibancada militante.
    Mas também desperta quem estava anestesiado.

A Pergunta que Fica

  • Se isso não é propaganda antecipada, então o que é?
  • Se isso não exige análise rigorosa do TSE, o que exigiria?
  • O Brasil não é Noruega com confete.
  • Mas também não pode ser terra onde a lei tem lado.

Ainda acredito na Justiça.

Mas, depois do que vi, confesso: está cada vez mais difícil.

E quando a confiança nas instituições começa a vacilar, o problema já deixou de ser carnaval.

Virou democracia.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos

 

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Hoje o mundo todo ja  se escandaliza com a politica brasileira que está definitivamente sem moral e que e sta levando para o abismo o TSE  brasileiro.

 

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No meio da festa. Lula vai até a pista e assiste a Paes sambando durante o desfile da Acadêmicos de Niterói — Foto: Marcelo Theobald/Agência O GLOBO
Eduardo Leite participa do esquenta da Portela, mas nega convite para desfilar — Foto: Fernanda Alves
Desfile da Acadêmicos de Niterói — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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