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Bancos Americanos em Fuga:

A Tempestade Oculta que Pode Redesenhar o Sistema Financeiro Global

As maiores instituições dos EUA liquidam quase US$ 1 trilhão em Treasuries.

 

O Portal 7Minutos, destina este artigo a todos os economistas e responsaveis pela área econômicas em empresa ou em governos.

Um movimento silencioso que expõe o risco sistêmico mais grave desde 2008 e acende o alerta máximo sobre a dominância fiscal americana.

A Desconstrução do “Ativo Livre de Risco”

Durante décadas, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos foram tratados como a rocha inabalável do sistema financeiro global.

Pós-crise de 2008, pós-Lehman Brothers, pós-pandemia — o consenso era sempre o mesmo:

No fim do dia, o Treasury salva todo mundo.

 

Mas agora o impensável está acontecendo:
os próprios bancos americanos estão abandonando o ativo que eles mesmos chamavam de “porto seguro”.

Nos últimos 18 meses, gigantes como:

  • Goldman Sachs
  • JPMorgan Chase
  • Bank of America
  • Wells Fargo
  • Citigroup

Venderam US$ 847 bilhões em títulos do Tesouro. Uma sangria histórica.

  • Isso não é ajuste técnico.
  • Isso é gestão de risco existencial.

O Mecanismo da Bomba Relógio

  • A lógica é simples — e cruel:
  • Quando o Fed sobe os juros,
  • os títulos antigos, comprados quando as taxas eram baixas,
  • despencam de valor.

É a velha regra da renda fixa:

Higher rates, lower bond prices.

O Federal Reserve saiu de 0% para mais de 5% entre 2022 e 2023, num dos ciclos mais agressivos desde Volcker.

Resultado:

Os balanços dos bancos ficaram recheados de perdas não realizadas.

O Canário na Mina de Carvão:

Silicon Valley Bank

 

Em março de 2023, o mundo viu o que acontece quando essas perdas se tornam reais:

Corrida bancária

  • Venda forçada de Treasuries
  • Prejuízo colossal
  • Insolvência fulminante
  • Segunda maior falência bancária da história americana
  • O SVB não era uma anomalia.
  • Era um alerta sistêmico.

E os grandes bancos entenderam o recado.

Goldman Sachs: o Sinal Mais Forte do Mercado

Entre todos os movimentos, um chamou mais atenção:

O Goldman Sachs reduziu 42% de sua exposição a Treasuries.

  • Não estamos falando de hedge.
  • Não é arbitragem.
  • Não é rotação setorial.

É fuga explícita do risco soberano americano.

Se o Goldman está pulando do barco, é porque viu fogo no porão.

O Tamanho do Problema:

  • 36 Trilhões de Razões para Temer
  • A dívida nacional dos EUA ultrapassou US$ 36,2 trilhões — e crescendo.

Com juros altos, os pagamentos explodiram:

📌 Em 2026, os EUA gastarão mais de US$ 1,1 trilhão só em juros.
Mais do que com defesa.
Mais do que com programas sociais.
Mais do que qualquer setor essencial.

É a definição de:

🔥 Armadilha da Dívida (Debt Trap)

ou, no jargão técnico,

🔥 Dominância Fiscal

Quando a política fiscal engole a política monetária.

Quando o Fed já não controla mais a inflação — ele apenas reage ao caos.

A Grande Saída Internacional

Por décadas, chineses e japoneses foram os maiores compradores de Treasuries.

Isso acabou.

  • A China reduziu de US$ 1,3 trilhão para US$ 678 bilhões.
  • O Japão também vem vendendo.
  • A Arábia Saudita diversifica.
  • Europa diminui sua exposição.
  • Mercados emergentes montam reservas em ouro e moedas locais.

O mundo percebeu o risco de manter reservas cujo emissor pode congelá-las por decisão unilateral.

A Tempestade Perfeita:

  • Oferta Recorde + Demanda Colapsada
  • O Fed está fazendo QT (Quantitative Tightening) — vendendo títulos.
  • O Tesouro está emitindo dívida recorde — vendendo títulos.
  • Os bancos estão liquidando — vendendo títulos.
  • Estrangeiros estão saindo — vendendo títulos.

E quem compra?

Somente:

  • investidor doméstico saturado
  • o próprio Fed
  • fundos que não têm alternativa

Traduzindo para o economês:

O mercado está ficando ilíquido.

E quando o mercado de Treasuries   o MAIOR do mundo  perde liquidez,
todo o sistema financeiro treme.

O Efeito Cascata:

Hipotecas, Aposentadorias e Empregos

Se os Treasuries sobem para:

  • 6%
  • 7%
  • 8%

As hipotecas vão para:

  • 10%
  • 12%
  • 15%

Isso congela:

  • mercado imobiliário
  • construção civil
  • consumo interno
  • crédito corporativo

E detona:

  • fundos de pensão
  • valor presente de aposentadorias
  • margens de lucro
  • investimentos produtivos
  • empregos

É recessão estrutural.

Possivelmente depressão.

O Fator Oculto:

  • O Imobiliário Comercial em Colapso
  • Escritórios vazios pós-pandemia.
  • Shoppings morrendo.
  • Estoques imobiliários travados.

Os bancos estão expostos a bilhões em empréstimos inadimplentes.

Por isso vendem Treasuries:
precisam de liquidez para os choques que ainda virão.

O Caminho para o Ponto de Ruptura

Grandes crises nunca chegam “de uma vez”.

Elas seguem um roteiro conhecido:

  • Um banco regional quebra
  • Liquidez some
  • Hedge funds implodem
  • Fed intervém
  • Inflação dispara
  • Confiança evapora
  • A moeda perde status hegemônico
  • O mundo muda de padrão

Não é teoria conspiratória.

É HISTÓRIA  e ela sempre se repete.

Estamos Vendo a História Acontecer

A venda de US$ 847 bilhões não é ruído.

É o sinal mais claro e inequívoco que o mercado já enviou desde 2008.

  • 🔥 Os bancos já viram o que vem pela frente.
  • 🔥 Eles já reduziram exposição.
  • 🔥 Eles já salvaram seus balanços.

A pergunta agora não é se haverá turbulência.

A pergunta é:

Quanto tempo falta até o mundo perceber o que os bancos já sabem?

 

CONCLUSÃO: A PÁGINA QUE ESTÁ SENDO VIRADA

  • O dólar não vai desaparecer amanhã.
  • Nem o sistema americano colapsará de um dia para o outro.
  • Mas a era da hegemonia incontestável acabou.
  • E o movimento dos bancos é a prova definitiva.

Estamos saindo da fase:

Treasury é livre de risco

para a fase:

o maior risco é acreditar que o risco não existe.

O Portal 7Minutos deixa o alerta:

**Os bancos viraram a página.

O mundo está começando a virar.

E você — vai esperar até quando?**

 

Por Gildo Ribeiro
Redação Sete Minutos — Brasília

O economista  ROOSEVELT RIBEIRO, analista do Portal 7Minutos colaborou nesta matéria

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Mas agora o impensável está acontecendo: os próprios bancos americanos estão abandonando o ativo que eles mesmos chamavam de “porto seguro”.

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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