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TRANSTORNO BIPOLAR:

NÃO É “FRESCURA”, NÃO É “MUDANÇA DE HUMOR” — É UMA DOENÇA SÉRIA QUE PODE MATAR

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) não é uma simples “mudança de humor”. Não é alguém que acorda feliz e depois fica triste. Isso é um erro comum — e perigoso.

O que estamos falando aqui é de uma doença psiquiátrica grave e complexa, que afeta cerca de 8 milhões de brasileiros e pode levar a consequências devastadoras quando não é tratada. Sendo a doença que mais leva ao suicídio.

Inclusive, o tema ganhou destaque mundial no dia 30 de março, data ligada ao aniversário do pintor Vincent van Gogh, que é historicamente associado ao transtorno uma forma de chamar atenção para a importância da saúde mental e diminuir o estigma da doença, combatendo preconceitos e educando a população sobre o assunto.

O QUE REALMENTE É O TRANSTORNO BIPOLAR?

É um transtorno neurobiológico, portanto o cérebro funciona em outro ritmo emocional, diferente de quem não tem TAB.

Sua característica marcante é a alternância de episódios de depressão com os de euforia (mania, hipomania e episódios mistos).

As crises podem variar de intensidade (leve, moderada, grave e gravíssima), frequência e duração, não tendo um período específico para cada fase.

O cérebro da pessoa bipolar não regula o humor da mesma forma que o de uma pessoa sem o transtorno.

Isso faz com que ela viva extremos emocionais:

  • ⦁ Depressão maior (queda total)
  • ⦁ Euforia intensa (mania) (subida fora do controle)
  • ⦁ Ciclotimia
  • ⦁ Fase mista

E o mais importante:

  •  Essas fases não são escolhas.
  • São crises e ninguém sabe quanto tempo vai durar cada crise.

FASE DEPRESSIVA

⦁ Aqui a pessoa não está “triste”… ela está sem energia para viver.
⦁ Não consegue sair da cama
⦁ Perde o interesse por tudo
⦁ Se afasta de todo mundo
⦁ Sente culpa, vazio e inutilidade
⦁ Pode ter pensamentos suicidas

É um peso constante. Um cansaço que não passa.

 FASE DE MANIA (OU EUFORIA EXAGERADA)

⦁ Aqui mora um dos maiores perigos  porque muita gente acha que é algo “bom”.
Não é.
⦁ A pessoa dorme pouco ou quase nada
⦁ Fica acelerada, falando sem parar
⦁ Se sente poderosa, invencível
⦁ Gasta dinheiro sem controle
⦁ Toma decisões impulsivas
⦁ Pode ter comportamentos agressivos ou de risco

 FASE DE HIPOMANIA

⦁ os sintomas são semelhantes aos da mania, porém bem mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente, que se mostra mais eufórico, mais falante, sociável e ativo do que o habitual.

É comum destruir relacionamentos, carreira e estabilidade financeira.

4 TIPOS DE TRANSTORNO BIPOLAR

⦁ Tipo I: episódios intensos de mania, depressão profunda por um período de tempo menor que no tipo II.
⦁ Tipo II: depressão mais frequente (depressão maior) + hipomania (euforia mais leve)
Ciclotímico: oscilações constantes, mais leves, mas persistentes
⦁ Misto ou não especificado: sintomas fora dos padrões clássicos

POR QUE ISSO ACONTECE?

⦁ Não existe uma única causa.

O transtorno bipolar envolve:

⦁ Genética (forte influência)
⦁ Fatores externos, ambientais
⦁ Alterações químicas no cérebro (dopamina, serotonina, por exemplo)
⦁ Estresse intenso e traumas
⦁ Abuso de substâncias como álcool e drogas
⦁ Alterações hormonais

Ou seja:   é uma combinação de fatores.

  • Não é fraqueza.
  • Não é falta de fé.
  • Não é falta de força de vontade.

O GRANDE PROBLEMA:     DIAGNÓSTICO TARDE DEMAIS

Muitas pessoas passam anos sendo tratadas de forma errada, como se tivessem apenas depressão.

Resultado?

⦁ Piora do quadro
⦁ Mais crises
⦁ Mais sofrimento
⦁ Maior risco de suicídio

Segundo o próprio conteúdo apresentado:
Pode levar mais de 10 anos para fechar um diagnóstico correto.
Isso é grave.

TEM CURA? NÃO. MAS TEM CONTROLE.

O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado se for bem tratado e diagnosticado.

O tratamento exige compromisso sério:

Medicação contínua (sem parar por conta própria e com horários pontuais)

A psicanálise e psicoterapia é fundamental no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso, deve ser mantida por toda a vida.

É válido lembrar que o tratamento da depressão bipolar é diferente do tratamento da depressão comum.

⦁ Rotina organizada e rígida (sono, alimentação, horários)
⦁ Evitar álcool e drogas
⦁ Rede de apoio presente (família e amigos)

Parar o tratamento por conta própria é um dos maiores erros  e uma das principais causas de recaída.

A VERDADE QUE PRECISA SER DITA

⦁ Não é drama
⦁ Não é exagero
⦁ Não é “falta do que fazer”

 

👉 É uma doença real, séria e potencialmente fatal.

  • Mas também é tratável.
  • E quanto mais cedo houver informação, menos vidas serão destruídas por falta de entendimento.

 

UM ALERTA FINAL

Se você reconheceu esses sinais em você ou em alguém próximo:

  • 👉 Não ignore
  • 👉 Não minimize
  • 👉 Procure ajuda profissional

 

Porque informação salva vidas e o silêncio adoece ainda mais.

Por:   Dra ANA CLAUDIA SEGANTINE
Ana Claudia de Laet Segantine é psicanalista e Mestra em Biociência. Atua principalmente nas áreas de Neurociência, TAB, TDAH, Depressão, Suicídio, Dependência Química, TAG e TEPT.

Seu trabalho é voltado ao acolhimento, orientação e cuidado sem preconceitos.

Tik Tok: ANA CLAUDIA DE LAET SEGANTINE
Instagram: @anaclaudiadelaetsegantine
Cel: 62 98244 0724

 

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Transporte emocional do transtorno bipolar
Dra ANA CLAUDIA SEGANTINE  é psicanalista e Mestra em Biociência.
  • Fonte da informação:
  • Leia na fonte original da informação
  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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