Relatório Great Place to Work ® ️
Necessidade de profissionais qualificados é maior desafio das empresas em Goiás, aponta estudo
Na falta de candidatos prontos, empresas partem para formar seu próprio time
O 8º Relatório em Gestão de Pessoas do Great Place to Work ® ️ Brasil, divulgado no início deste ano, apontou que a necessidade de profissionais qualificados no país dobrou em relação ao ano anterior, passando de 20% para 42,9%.
No recorte por estado, em Goiás este foi o maior desafio das empresas em 2025.
O estudo ouviu 1350 executivos e gestores de 12 estados brasileiros e do Distrito Federal e faz coro com um outro levantamento, realizado pelo ManpowerGroup, com mais de 40 mil empregadores em 42 países.
Este apontou que a média global de escassez de mão de obra está em 74%, mas, no Brasil, o índice sobe para 81%.
Por aqui, aponta o levantamento de 2025, os maiores desafios estão nas áreas de TI & dados (39%), atendimento ao cliente (29%) e marketing & vendas (21%).
Os números apenas confirmam algo que já está sendo percebido no dia a dia. Por todo lado, sobram anúncios de emprego.
Um dos exemplos é o negócio de Divino Lindomar dos Reis, proprietário de uma loja na Rede da Construção.
Nós levamos dois meses para contratar um vendedor, isso nunca tinha acontecido antes. Fizemos anúncio no SINE, contratamos empresa de recrutamento e colocamos até placa na porta, diz.
Divino conta que atualmente se tornou fundamental para os empresários investir em equipe.
Ele conta que os colaboradores têm chegado à empresa com pouca experiência e, como está fácil arrumar uma ocupação, naturalmente, a preocupação com a formação diminuiu.
É um novo perfil, diz ele.
Na falta de candidatos prontos, as empresas têm buscado um outro caminho:
- a de formação e qualificação de suas próprias equipes.
Por um ano, Divino investiu em um treinamento contínuo para seus 18 colaboradores, cujo programa incluiu conhecimento sobre a organização da empresa, relações interpessoais, segurança do trabalho, técnicas em vendas, entre outros.
De duas a três vezes por mês, aconteciam aulas por duas horas.
Nós dividimos a equipe durante o expediente em três turmas para que todos pudessem participar sem interromper a rotina da loja,
conta ao explicar como conseguiu conciliar as operações das lojas com o treinamento.
Além disso, o colaborador tem liberdade de fazer treinamentos técnicos oferecidos pelos fornecedores e pela Rede da Construção durante o expediente
Um dos colaboradores que participou – e gostou – dos treinamentos foi o gerente de vendas, Rafael Alves Vieira.
Mesmo tendo a formação superior em gestão de vendas, ele reconhece que os treinamentos agregaram para o seu dia a dia.
Eu aproveitei ao máximo e pude aprender coisas novas.
Hoje tenho suporte melhor para trabalhar com a equipe, diz.
Ele observa que a ênfase hoje do mercado de trabalho são as pessoas, o que foi uma evolução em sua visão.
Hoje a gente precisa caminhar lado a lado com o time, considera.
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Truth Social





