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PETS: OBJETOS OU MEMBROS DA FAMÍLIA? O BRASIL ESTÁ PRESTES A DECIDIR

Mudança no Código Civil pode transformar a forma como a Justiça enxerga cães, gatos e outros animais

O que você faria se alguém roubasse um objeto de valor da sua casa?

Agora responda outra pergunta:

  • o que sentiria se perdesse seu cão ou gato, aquele companheiro que espera sua chegada todos os dias, que divide momentos de alegria, tristeza e afeto com sua família?
  • As duas situações parecem semelhantes perante a legislação atual, mas emocionalmente estão a quilômetros de distância.

É exatamente essa diferença que está no centro de um debate histórico que avança no Congresso Nacional.

O Projeto de Lei nº 4/2025 propõe uma atualização profunda no Código Civil brasileiro ao reconhecer os animais como seres vivos dotados de sensibilidade e merecedores de proteção jurídica própria.

Na prática, a proposta busca romper com uma visão antiga que ainda enquadra os animais como simples bens patrimoniais.

A mudança pode parecer apenas uma questão técnica, mas seus reflexos alcançam milhões de lares brasileiros.

A LEI ESTÁ TENTANDO ACOMPANHAR A REALIDADE

Para grande parte das famílias, cães e gatos deixaram de ser apenas animais de estimação há muito tempo.

  • Eles participam da rotina familiar,
  • acompanham crianças em seu crescimento,
  • oferecem apoio emocional a idosos,
  • ajudam pessoas em tratamentos psicológicos e,
  • muitas vezes, ocupam um espaço afetivo semelhante ao de um membro da família.

A ciência já reconhece aquilo que os tutores observam diariamente.

Estudos de comportamento animal e neurociência demonstram que mamíferos possuem estruturas cerebrais relacionadas à dor, ao medo, ao prazer, à ansiedade, ao apego e às emoções.

Em outras palavras: eles sentem.

  • Sentem alegria.
  • Sentem sofrimento.
  • Sentem abandono.
  • Sentem amor.

A pergunta que surge é inevitável:

  • se a ciência reconhece essa capacidade, por que a legislação ainda insiste em tratá-los como patrimônio?

 

QUANDO O AMOR VIRA PROCESSO

A realidade dos tribunais brasileiros mostra que essa discussão já chegou ao Judiciário.

Hoje, não são raros os casos de disputas pela guarda de animais após separações conjugais.

  • Quem ficará com o pet?
  • Quem pagará as despesas?
  • Como será o direito de convivência?

Questões que antes pareciam exclusivas da guarda de filhos agora aparecem envolvendo cães e gatos.

Além disso, surgem debates sobre indenizações por maus-tratos,

  • desaparecimentos,
  • furtos e
  • situações em que o vínculo afetivo entre o animal e sua família se torna impossível de ignorar.

A legislação atual nem sempre oferece respostas claras para esses conflitos.

  • O novo Código Civil pretende preencher justamente essa lacuna.

 

O BRASIL JÁ DEU O PRIMEIRO PASSO

Em 2020, a aprovação da Lei Sansão representou um marco importante na proteção animal.

  • Desde então, maus-tratos contra cães e gatos passaram a ser punidos com penas de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda dos animais.

Foi um avanço significativo.

Mas especialistas apontam que reconhecer a senciência animal vai além da punição de agressores.

Significa alterar a própria base jurídica da relação entre sociedade e animais.

  • Não se trata apenas de dizer o que não pode ser feito contra eles.
  • Trata-se de definir quem eles são perante a lei.

UMA MUDANÇA QUE DIVIDE OPINIÕES

Nem todos concordam com a proposta.

Há quem defenda que o reconhecimento jurídico dos animais possa gerar insegurança legal ou abrir espaço para interpretações excessivas.

Outros enxergam a mudança como uma evolução natural de uma sociedade que passou a compreender melhor a inteligência, a sensibilidade e o papel dos animais na vida humana.

Independentemente da posição adotada, uma coisa é certa:

  • o debate já ultrapassou as barreiras do Congresso.
  • Ele está dentro das casas brasileiras.
  • Está nos parques.
  • Nas clínicas veterinárias.
  • Nas redes sociais.

E principalmente no coração de milhões de pessoas que enxergam seus animais como muito mais do que simples propriedades.

A PERGUNTA QUE FICA

  • Talvez a discussão não seja apenas jurídica.
  • Talvez seja moral.

Se um animal é capaz de sentir dor, medo, alegria e afeto, ele pode continuar sendo tratado apenas como um objeto?

O Brasil está diante de uma decisão que poderá marcar uma nova era na relação entre seres humanos e animais.

  • 🐾❤️ Eles não pedem luxo.
  • Não pedem riqueza.
  • Não pedem reconhecimento.
  • Pedem apenas amor, cuidado e um lugar para chamar de lar.

Enquanto muitos ainda os enxergam como animais de estimação, milhões de famílias brasileiras já sabem a verdade: eles são companheiros, protetores, amigos e parte da família.

O debate sobre os direitos dos animais avança porque a sociedade também evolui. Quem convive com um cão ou um gato sabe que eles sentem alegria, medo, saudade e afeto.

A pergunta que fica é simples:

Se eles são capazes de amar, não merecem também respeito e proteção?

E você, o que pensa sobre isso?

Cães, gatos e outros animais deveriam ter proteção jurídica própria, além do simples valor financeiro que a lei tradicional lhes atribui?

Participe do debate.

  • Sua opinião pode dizer muito sobre o país que queremos construir para as próximas gerações.

 

Por Gildo Ribeiro
Editoria de nova Família
Redação Portal7Minutos — Brasília

Retrato de família aconchegante com pets

Na sede do 7Minutos, General e Alberto Roberto convivem em eterna e harmonia nesta nova familia

Amoroso Alberto Roberto sempre atento na redação do 7Minutos

Eles não são coisas, são família

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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