Determinou a quebra de sigilo
CASO MASTER: ANDRÉ MENDONÇA abre o ICLOUD de ‘SICÁRIO’ e avisa: “TEM MAIS COISA POR VIR”
Irmã do operador afirmou possuir material capaz de comprometer a família Vorcaro; agora, dados preservados na nuvem de “Sicário” entram no centro de uma investigação que ainda pode produzir novas revelações
O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou um capítulo que pode se transformar em uma das etapas mais delicadas de toda a investigação.
No centro da história estão Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, sua irmã Joana Mourão, a família do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso.
Documentos da Polícia Federal tornados públicos revelaram mensagens atribuídas a Joana nas quais ela afirmava possuir informações e arquivos capazes de causar enormes problemas à família Vorcaro.
Segundo o relatório da PF divulgado pela imprensa, Joana chegou a afirmar que tinha “material pra acabar com a família inteira”.
E é justamente aí que a história fica ainda mais intrigante.
O ICLOUD QUE PODE GUARDAR RESPOSTAS
Durante julgamento na Segunda Turma do STF, André Mendonça revelou que havia determinado anteriormente a preservação do conteúdo armazenado no iCloud de Sicário.
Agora, o ministro autorizou a quebra do sigilo desses dados, permitindo que o conteúdo seja acessado no âmbito da investigação.
Mendonça foi direto:
“Tem mais coisa por vir.”
O ministro também afirmou que seria necessário verificar o que apareceria nos arquivos e fez referência à reação da irmã de Sicário diante da situação. Reportagens sobre a sessão registraram a declaração de Mendonça de que o conteúdo teria deixado Joana Mourão “passando mal”.
A frase chama atenção porque o material armazenado na nuvem pode representar uma nova fonte de provas independente das mensagens que já haviam sido encontradas pela Polícia Federal.
Ou seja: uma coisa é aquilo que Joana dizia possuir. Outra é aquilo que o próprio Sicário eventualmente deixou armazenado digitalmente.
É justamente essa diferença que torna a quebra do iCloud tão importante.
O QUE JOANA SABE?
Essa é uma das grandes perguntas ainda sem resposta pública completa.
Segundo documentos da investigação, após a morte do irmão, Joana passou a cobrar pessoas ligadas aos Vorcaro e alegava possuir documentos comprometedores.
A PF também identificou movimentações e conversas envolvendo interlocutores próximos à família Vorcaro e parentes de Sicário. Reportagens apontam negociações, promessas de auxílio financeiro e discussões patrimoniais ocorridas depois da morte do operador.
A defesa de Henrique Vorcaro apresentou uma versão diferente.
Os advogados sustentam que os contatos estavam relacionados à cobrança de contratos e dívidas e acusaram familiares de Sicário de assédio e chantagem. A própria defesa pediu que Joana seja ouvida para esclarecer os fatos e apresentar aquilo que considerar pertinente.
Portanto, há versões conflitantes — e será a investigação que deverá estabelecer o que efetivamente aconteceu.
MENDONÇA: “NÃO TENHO MEDO”
A postura de André Mendonça durante o julgamento chamou tanta atenção quanto as próprias revelações.
O ministro afirmou que não tem medo de combater o crime aplicando a lei e deixou claro que pretende manter a investigação em andamento.
Também revelou ter rejeitado a ideia de uma suposta “delação seletiva”, afirmando que não aceitará uma colaboração que escolha previamente quem poderá ou não ser atingido pelas informações fornecidas.
O recado transmitido pelo relator foi inequívoco: a investigação deverá seguir aquilo que as provas determinarem.
A MORTE DE “SICÁRIO”
Outro ponto que tornou o caso ainda mais sensível foi a morte de Luiz Phillipi Mourão enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
Mendonça chegou a revelar que inicialmente teve dificuldade em acreditar na hipótese de suicídio e considerou a possibilidade de “queima de arquivo”. Depois de analisar as imagens, porém, declarou ter se convencido das circunstâncias registradas.
Isso torna ainda mais importante aquilo que Sicário deixou para trás.
Celulares, mensagens, documentos e, principalmente agora, os arquivos armazenados em sua nuvem podem ajudar os investigadores a reconstruir suas relações, operações e contatos.
A PERGUNTA QUE BRASÍLIA AGORA FAZ
Se Joana Mourão realmente possuía documentos capazes de provocar tamanho estrago, o que exatamente existe nesses arquivos?
E mais:
O conteúdo guardado no iCloud de Sicário confirma aquilo que sua irmã dizia saber?
É essa resposta que ainda não existe publicamente.
E é exatamente por isso que a declaração de André Mendonça ganha tamanho peso:
“Tem mais coisa por vir.”
O Portal 7Minutos continuará acompanhando o caso com atenção, separando aquilo que já consta oficialmente das investigações das acusações e versões que ainda precisam ser comprovadas.
Porque, neste momento, o maior personagem dessa história talvez nem seja uma pessoa.
Pode ser uma nuvem digital — preservada, protegida e agora aberta por determinação do Supremo.
Por Gildo Ribeiro
Editoria de Política e Justiça
Redação Portal 7Minutos — Brasília
Nuvem de Dados no Cofre da Justiça – Imagem ilustrativa — Arte: Portal 7Minutos
A abertura dos dados armazenados no iCloud de “Sicário”, determinada pelo ministro André Mendonça, acrescenta um novo e decisivo capítulo às investigações. O conteúdo da nuvem poderá esclarecer se existem informações capazes de confirmar ou ampliar aquilo que já foi descoberto pela Polícia Federal. Imagem ilustrativa — Arte: Portal 7Minutos.
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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