CRISE no SUPREMO se APROFUNDA:
FACHIN avalia RETIRAR de MENDONÇA os CASOS MASTER e INSS
A notificação que apareceu nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2026, na tela de muitos leitores resume o tamanho da turbulência que tomou conta do Supremo Tribunal Federal: “Sob pressão, Fachin avalia substituir Mendonça em relatoria dos casos Master e INSS.”
O 7Minutos verificou a informação e cruzou o noticiário desta segunda-feira com reportagens de O Globo/g1, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, UOL e Agência Brasil.
A possibilidade existe e está sendo discutida, mas é importante fazer uma distinção fundamental: até o momento, não há decisão definitiva de Edson Fachin retirando André Mendonça das duas relatorias.
A CNN já havia informado que Fachin vinha buscando consenso entre os ministros para uma mudança nas relatorias das investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS, com a possibilidade de ele próprio assumir os casos.
Segundo a reportagem, porém, Mendonça resiste à ideia e uma alteração desse porte dependeria de respaldo dentro do tribunal.
Nesta segunda-feira, a Folha também informa que Fachin avalia assumir as investigações atualmente conduzidas por Mendonça, numa tentativa de conter a crise que tomou proporções ainda maiores nas últimas horas.
NÃO É MAIS APENAS UMA DISPUTA ENTRE DOIS MINISTROS
A crise começou a ganhar outra dimensão depois do confronto entre André Mendonça e Alexandre de Moraes em torno das investigações do Banco Master.
O g1 informou anteriormente que Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido apresentado por Moraes para que Mendonça fosse investigado.
O presidente do STF determinou que a PGR e Mendonça se manifestassem e colocou esse conflito sob a condução da Presidência da Corte.
A Agência Brasil detalhou que Moraes atribuiu a Mendonça supostas irregularidades na condução do caso Master, incluindo alegações de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Fachin, naquele momento, deixou expressamente registrado que suas providências não significavam antecipação de julgamento sobre as acusações.
O Globo, por sua vez, já havia noticiado que Fachin abriu um procedimento próprio para centralizar parte das questões que estavam alimentando o confronto entre Moraes e Mendonça.
Entre as possibilidades discutidas internamente estavam assumir mais diretamente os casos, levar questões ao plenário e buscar uma saída institucional para o impasse.
Agora, a temperatura aumentou ainda mais.
A POLÍCIA FEDERAL ENTROU NO CENTRO DA TEMPESTADE
Nesta segunda-feira, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
A Segunda Turma chegou a formar maioria para manter a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes.
Portanto, o afastamento continua produzindo consequências enquanto a discussão jurídica permanece aberta.
O episódio transformou uma crise que já atingia o STF em um problema envolvendo também diretamente uma das principais instituições de investigação do país.
E surgiu mais um componente explosivo: segundo a Associated Press, 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição, em reação ao afastamento da cúpula da corporação.
A questão, portanto, ultrapassou há muito uma divergência jurídica convencional.
FACHIN SOB PRESSÃO
Edson Fachin está agora diante de decisões extraordinariamente delicadas.
Uma corrente entende que retirar os casos das mãos de Mendonça e colocá-los sob a Presidência poderia reduzir a temperatura do confronto.
Outra avaliação é exatamente oposta: afastar um relator no momento em que investigações extremamente sensíveis estão em andamento poderia produzir novos questionamentos e aumentar ainda mais a crise.
E não existe consenso.
O UOL informa que a possível retirada de Mendonça das relatorias enfrenta resistência tanto dentro do STF quanto entre investigadores.
Há também pressão para que uma decisão dessa dimensão seja submetida ao plenário.
Depois do afastamento da direção da PF, ministros procuraram Fachin defendendo que a questão fosse levada ao plenário. Segundo o UOL, ao ser cobrado sobre essa possibilidade, o presidente do STF respondeu que iria avaliar o assunto.
Isso ajuda a entender a manchete que chegou agora ao celular e aos computadores dos brasileiros: Fachin está efetivamente sob enorme pressão institucional.
13 EX-MINISTROS ENTRAM EM CENA
Há ainda um acontecimento desta segunda-feira que mostra a excepcionalidade do momento.
Treze ex-ministros e ex-presidentes do STF divulgaram uma carta pedindo uma reação institucional de Fachin.
Eles classificam o momento como a “mais aguda crise” enfrentada pela Corte e defendem a convocação urgente de sessão pública do plenário para que os fatos sejam rigorosamente apurados, observando o devido processo legal.
Entre os signatários aparecem nomes como Celso de Mello, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber.
É um movimento de enorme peso simbólico.
Quando antigos integrantes da própria Suprema Corte consideram necessário manifestar publicamente preocupação com a estabilidade e a autoridade institucional do tribunal, o problema deixa definitivamente de poder ser tratado como simples divergência interna.
A PERGUNTA QUE AGORA DOMINA BRASÍLIA
Fachin vai realmente retirar de André Mendonça os casos Master e INSS?
Neste momento, a resposta correta é: ainda não sabemos.
A hipótese está sobre a mesa e vem sendo discutida. Mas apresentá-la como uma decisão já consumada seria antecipar os acontecimentos.
E existe uma questão ainda mais importante: qualquer mudança de relatoria precisará ser juridicamente muito bem fundamentada, justamente porque os casos envolvidos são politicamente explosivos e atingem figuras e instituições de enorme relevância.
Se Mendonça permanecer, continuará conduzindo investigações que estão no centro da maior crise recente do tribunal.
Se for substituído, inevitavelmente surgirá outra pergunta: por que retirar o relator justamente agora?
Se Fachin assumir pessoalmente os casos, concentrará sobre a Presidência do STF uma responsabilidade gigantesca.
E, se entregar a decisão ao plenário, colocará diante dos ministros uma escolha institucional que poderá expor publicamente as divisões existentes na Corte.
O 7MINUTOS VAI ACOMPANHAR
A imagem recebida pelo 7Minutos nesta tarde não registra apenas mais uma manchete política. Ela captura um momento em que STF, Polícia Federal, PGR e algumas das investigações mais sensíveis do país passaram a fazer parte da mesma crise institucional.
- Há acusações graves de diferentes lados.
- Há decisões contestadas.
- Há investigações em andamento.
- E justamente por isso é indispensável separar fatos comprovados, acusações, versões e decisões ainda em discussão.
A próxima movimentação de Edson Fachin poderá ser decisiva.
A grande pergunta desta segunda-feira é simples e enorme: Fachin conseguirá pacificar o Supremo retirando Mendonça dos casos ou uma intervenção nas relatorias abrirá um capítulo ainda mais grave da crise?
O Brasil aguarda a resposta.
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) November 22, 2023
Eu estou ouvindo Rádio 7 pelo RadiosNet. #OuvirRadio
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O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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