MEIO AMBIENTE E CONSCIÊNCIA
DIA DA ÁRVORE: Quando uma DATA ESQUECIDA REVELA o que ESTAMOS DEIXANDO MORRER
Celebrado em 21 de setembro, o Dia da Árvore deveria ser muito mais do que uma simples anotação no calendário. A data é um chamado à consciência, à gratidão e, principalmente, à responsabilidade de cada pessoa com a vida no planeta.
A árvore não fala,
não protesta e
não pede reconhecimento.
Mesmo assim, trabalha silenciosamente todos os dias.
Ajuda a purificar o ar, oferece sombra, reduz o calor, protege o solo, abriga animais, participa do ciclo da água e contribui para o equilíbrio do clima. Em seus galhos nascem frutos; em suas raízes, a terra encontra proteção. Onde existe uma árvore saudável, existe vida acontecendo.
- Ela também guarda histórias.
- Quantas famílias já descansaram debaixo de uma árvore?
- Quantas crianças brincaram em seus galhos?
- Quantas praças, ruas, escolas e casas se tornaram mais humanas por causa de sua presença?
Uma árvore plantada hoje poderá oferecer sombra a alguém que ainda nem nasceu.
Esse talvez seja um dos gestos mais generosos que uma geração pode deixar para a seguinte.
Durante muitas décadas, especialmente nos anos 1960, 1970 e 1980, o Dia da Árvore ocupava espaço nas escolas.
Havia desenhos, redações, poemas, apresentações e plantio de mudas.
As crianças aprendiam que a natureza não era um cenário distante, mas parte inseparável da existência humana.
Até anos mais recentes, por volta de 2015, ainda era comum encontrar projetos escolares dedicados à data.
Hoje, porém, em muitas escolas e comunidades, o 21 de setembro parece passar quase despercebido.
A árvore, que continua sustentando a vida, perdeu espaço nas atividades educativas e na memória coletiva.
Enquanto o calor aumenta, as cidades perdem áreas verdes e o concreto avança, o silêncio em torno da data se torna ainda mais preocupante.
E aqui fica uma provocação necessária aos professores, coordenadores e responsáveis pela educação:
- como formar cidadãos conscientes se a escola não ensina as crianças a reconhecer aquilo que mantém a humanidade viva?
O professor tem uma força imensa.
Uma aula, uma conversa, uma redação, uma visita a uma praça ou o plantio de uma única muda podem despertar em uma criança um compromisso para toda a vida.
Não é preciso transformar a data em uma grande cerimônia.
É preciso apenas não deixá-la morrer…
As escolas deveriam voltar a celebrar o Dia da Árvore com a importância que ele merece.
Não por nostalgia, mas por necessidade.
Ensinar matemática, português, ciência e tecnologia é indispensável.
Mas também é indispensável ensinar respeito à terra, à água, aos animais e às árvores.
Educação ambiental não pode ser um assunto ocasional; precisa fazer parte da formação humana.
Cada árvore derrubada sem necessidade representa uma sombra que desaparece, um abrigo que se perde e um pedaço do futuro que é retirado das próximas gerações.
Cada árvore protegida ou plantada representa esperança.
Neste 21 de setembro, a pergunta não é apenas quantas árvores existem ao nosso redor.
A verdadeira pergunta é: o que estamos fazendo por elas?
- Que professores voltem a falar sobre a data.
- Que as escolas voltem a plantar.
- Que as famílias ensinem seus filhos a respeitar.
E que todos compreendam uma verdade simples e urgente: a árvore não depende apenas da humanidade para sobreviver; a humanidade é que depende dela.
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
Árvore brasileira, raízes de esperança
Mãos protegem um broto nativo
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) November 22, 2023
Eu estou ouvindo Rádio 7 pelo RadiosNet. #OuvirRadio
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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