Conteúdo Cel Marcelo Fernandes
Problema recente com a familia AIRBUS A320
A família Airbus A320 enfrentou recentemente um dos episódios mais críticos de sua história.
Em 30 de outubro de 2025, o JetBlue Flight 1230, que voava de Cancún para Newark, sofreu um pitch-down repentino durante o voo.
A queda abrupta de altitude, atribuída inicialmente a falha no ELAC (Elevator and Aileron Computer), levou a tripulação a declarar emergência e realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Tampa, onde houve passageiros feridos.
A investigação conjunta entre autoridades americanas e a Airbus apontou para corrupção de dados no ELAC, possivelmente relacionada a radiação solar afetando componentes eletrônicos sensíveis.
Diante da gravidade, a EASA (European Union Aviation Safety Agency) emitiu uma EAD (Emergency Airworthiness Directive), tornando obrigatórias ações imediatas em toda a frota certificada na Europa ou seguindo normas europeias.
A EAD estabeleceu:
- 1. Grounding imediato das aeronaves com módulos vulneráveis.
- 2. Rollback para uma versão anterior e estável do software.
- 3. Substituição física dos módulos ELAC defeituosos em parte da frota.
- 4. Testes funcionais obrigatórios no sistema fly-by-wire antes do retorno ao serviço.
- 5. Proibição de operação de aeronaves não conformes.
A falha é crítica porque o ELAC comanda os elevators e ailerons, essenciais à atitude da aeronave.
Qualquer corrupção de dados pode gerar comandos inesperados, como o ocorrido no incidente da JetBlue.
Inspeções posteriores indicaram que diversos modelos — A319, A320, A321 e A320neo — podem conter módulos do lote vulnerável, exigindo verificação global.
Companhias afetadas
Europa: Lufthansa Group, Air France–KLM, EasyJet, Vueling, Iberia, Wizz Air, SAS, TAP, Finnair, Aer Lingus, Aegean, LOT, ITA Airways.
Oriente Médio e Ásia: Qatar Airways, Saudia/Flynas, Emirates (rotas regionais), Etihad, IndiGo, Vistara, Air India, Singapore Airlines/Scoot, HK Express, Japan Airlines/Jetstar Japan, ANA.
Américas: JetBlue, United, Delta, Spirit, Frontier, Volaris, Avianca, LATAM, Azul.
África: EgyptAir, Royal Air Maroc, South African Airways, Air Mauritius, Ethiopian Airlines.
Apesar da gravidade do caso, a resposta rápida da EASA e das companhias demonstrou a eficiência do sistema global de segurança aeronáutica.
O pouso de emergência em Tampa evidenciou o profissionalismo dos pilotos, a eficácia dos sistemas redundantes e a atuação firme das autoridades.
A crise não diminui a confiança no A320 — a fortalece.
Ao revelar vulnerabilidades e corrigi-las com transparência e rigor, a aviação reafirma seu compromisso com a segurança.
Como em todos os avanços do setor, cada lição aprendida se transforma em melhoria.
O resultado será uma frota mais segura, operadores mais preparados e passageiros ainda mais protegidos.
Por Cel Marcelo Fernandes
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