Conteúdo Vander Lúcio
Quando nossas meninas perdem o sentido da vida
Eles gritam, doem e exigem reação imediata.
Há números que não podem ser tratados apenas como estatística.
Eles gritam, doem e exigem reação imediata.
Em Goiás, uma em cada quatro estudantes entre 13 e 17 anos declarou, em pesquisa recente, que sentiu, nos últimos 30 dias, que a vida não vale a pena ser vivida.
Não é apenas um dado. É o retrato angustiante de uma geração que pede socorro em silêncio.
A adolescência sempre foi desafiadora, mas o cenário atual ultrapassa o esperado. Tristeza constante, irritação, baixa autoestima e percepção negativa da saúde mental atingem, de forma desproporcional, as meninas.
Mais de 40% relatam tristeza frequente. Quase 60% convivem com irritação e ansiedade. É como se uma carga invisível pesasse diariamente, comprometendo perspectivas.
Há ainda outro fator perturbador: a relação com o próprio corpo e o ambiente em que vivem. A insatisfação corporal atinge mais de um terço delas, reflexo de pressões sociais e padrões irreais.
Somam-se a isso dados alarmantes sobre violência. Mais de um quarto das estudantes já sofreu algum tipo de agressão sexual, muitas vezes dentro do próprio círculo familiar. Isso é devastador.
Diante desse cenário, não há espaço para omissão. Pais precisam estar mais presentes e atentos. Professores devem ir além do conteúdo e assumir papel de escuta. E as autoridades devem agir com firmeza, ampliando políticas públicas voltadas à saúde mental e à proteção de jovens.
Ignorar esses números é compactuar com uma realidade que corrói o futuro. Não falamos apenas de sofrimento, mas de vidas em risco e sonhos interrompidos.
É preciso agir agora. Porque nenhuma sociedade pode se considerar saudável quando suas meninas começam a desistir de viver.
Por Vander Lúcio
Jornalista
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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