Economia

Preço do diesel nos postos marca novo recorde; gasolina recua

Preço médio do litro do diesel no país foi de 6,943 nesta semana, renovando o maior valor nominal desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004. Litro da gasolina chegou a R$ 7,275.

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Preço da gasolina bate novo recorde — Foto: Marcelo Brandt/G1

O preço do diesel voltou a subir nesta semana e marcou um novo recorde nos postos de combustíveis do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (20).

O balanço

mostrou que o preço do litro do diesel subiu 1,4%, para R$ 6,943. Trata-se do maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Até então, o maior preço do combustível apurado pela agência foi no levantamento anterior (R$ 6,847), que contemplou o período de 8 a 14 de maio.

 

Na semana passada,

a Petrobras anunciou um novo aumento do o preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passou de R$ 4,51 para R$ 4,91, uma alta de 8,87%.

Dias depois, o presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando do Ministério de Minas e Energia. Bento Albuquerque foi exonerado, a pedido, e Adolfo Sachsida foi nomeado como titular da pasta.

 

Já o preço médio do litro

da gasolina recuou 0,3%, para R$ 7,275, neste semana, depois de subir por cinco semanas seguidas.

Por fim, o valor do etanol teve queda de 1,9%, para 5,224 o litro.

 

Disparada dos preços
A disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff.

O controle de preços era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.

 

Pela política de preços atual,

os preços cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

 

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