Vítor Oliveira Cezário, de 18 anos
Jovem goiano é aprovado em Harvard, Columbia e UPenn, três das universidades mais seletivas do mundo
Entre mais de 60 mil candidatos internacionais que disputaram uma vaga em Harvard este ano, apenas quatro brasileiros foram aprovados — e Vítor é um dos primeiros goianos da história a alcançar esse feito

O estudante anapolino Vítor de Oliveira Cezário, de 18 anos, conquistou um feito histórico: foi aprovado nas universidades de Harvard, Columbia e University of Pennsylvania (UPenn) — todas pertencentes à Ivy League, grupo que reúne as universidades mais prestigiadas e seletivas dos Estados Unidos.
Ele também foi aceito em instituições de destaque como Georgia Tech, UT Austin, Duke Kunshan, Purdue e University of Wisconsin–Madison, além de ter garantido o 1º lugar na USP em Engenharia Mecânica, 1º lugar na UFRJ em Engenharia da Computação, e aprovações no IME e na Unicamp.
Entre mais de 60 mil candidatos internacionais que disputaram uma vaga em Harvard este ano, apenas quatro brasileiros foram aprovados — e Vítor é um dos primeiros goianos da história a alcançar esse feito.
Além disso, foi aceito no seletivo programa M&T (Management & Technology) da UPenn, que integra engenharia e negócios, e como Egleston Scholar em Columbia, honra acadêmica oferecida a menos de 1% dos candidatos à engenharia.
Uma jornada que começou com paixão, não com metas
Desde pequeno, Vítor foi movido pela curiosidade. Começou a se destacar em olimpíadas acadêmicas e logo acumulou medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Física, Olimpíada Brasileira de Astronomia, IYPT Brasil e Mostra Brasileira de Foguetes, entre outras.
Autoestudou cálculo, física e macroeconomia, obteve nota máxima em exames AP, e publicou dois artigos científicos em parceria com universidades — incluindo um dispositivo inédito de medição de cargas elétricas, de baixo custo e alta precisão.
Mas sua trajetória ganhou ainda mais força quando ele ingressou no debate competitivo.
O que começou como um convite de amigos tornou-se um pilar de sua formação.
Como debatedor, foi campeão e melhor orador do Campeonato Brasileiro de Debates Universitário ainda no ensino médio, representou o Brasil no Campeonato Mundial de Debates no Vietnã e na Sérvia, e foi reconhecido como o 4º melhor debatedor de língua estrangeira no Praga Debates Spring, um dos torneios mais tradicionais da Europa.
A combinação entre ciência e argumentação o levou a um novo patamar de pensamento: o domínio técnico se uniu à capacidade de comunicar ideias complexas de forma acessível, crítica e inspiradora.
Transformando conquistas em pontes
Mesmo com tantas realizações, Vítor nunca perdeu o foco em impacto social. Como presidente da Sociedade de Debates do Colégio Arena, ensina oratória e pensamento crítico para mais de 100 alunos.
Em paralelo, liderou equipes em torneios internacionais de física e criou iniciativas para democratizar o acesso a conteúdos de exatas e humanidades.
Ser um dos quatro brasileiros em Harvard e um dos primeiros goianos a conseguir isso é muito mais que uma conquista pessoal.
É um sinal de que o Brasil tem um potencial enorme, e que jovens do interior podem, sim, chegar aonde quiserem — com apoio, dedicação e paixão.
O futuro como extensão da paixão
Embora tenha conquistado aprovações em áreas diversas, Vítor pretende seguir carreira na engenharia, unindo sua capacidade de análise à sensibilidade desenvolvida em debates.
O que me trouxe até aqui foi a paixão —
pela ciência, pelas ideias, pelas pessoas.
E é isso que quero levar comigo para onde eu for.
Com uma trajetória admirável, Vítor Cezário se firma como uma das grandes promessas da educação brasileira — não apenas por onde chegou, mas pela forma como chegou: com propósito, disciplina e um desejo constante de fazer a diferença.
Por: José Aurélio
Jornalista
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