Gabriela Loran:
A força de uma história real que emociona o Brasil em Três Graças
Atriz transforma vivência pessoal em arte, humaniza debates dentro das famílias brasileiras e se consolida como um divisor de águas na teledramaturgia nacional
Desde a estreia de Três Graças, uma personagem vem ultrapassando a tela, atravessando lares e provocando reflexões profundas no Brasil inteiro.
Viviane, interpretada por Gabriela Loran, não é apenas um papel de destaque em uma novela das 21h.
É um encontro entre arte, verdade, sensibilidade e coragem, algo raro, potente e necessário.
A personagem tem emocionado o público justamente por aquilo que carrega de mais humano:
fragilidade, força, afeto, conflitos e dignidade.
E nada disso é por acaso.
Viviane dialoga diretamente com a trajetória de vida da própria atriz, o que transforma cada cena em algo autêntico, profundo e transformador.
Uma artista que nunca aceitou rótulos
Antes de conquistar o Brasil como Viviane em Três Graças, Gabriela Loran já vinha travando uma batalha silenciosa por espaço, respeito e personagens à altura de sua formação e talento.
Desde sua estreia como Priscila em Malhação: Vidas Brasileiras, a atriz pedia mais — não fama vazia, mas complexidade dramática.
Formada em Artes Cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), Gabriela insistiu em provar que estava preparada para personagens com camadas, texto, conflitos reais e densidade emocional.
A virada começou no cinema, com o filme português O Último Animal, e se consolidou definitivamente com Viviane.
É uma personagem completa em todos os sentidos. Um momento histórico na minha vida, resume a atriz.
Viviane: uma personagem que educa sem discursar
- Viviane não impõe.
- Ela aproxima.
- Não acusa.
- Ela convida à empatia.
É exatamente por isso que famílias brasileiras têm se sentido mais seguras e mais preparadas para lidar com situações semelhantes dentro de casa.
A novela não trata o tema como espetáculo, mas como vida real — com respeito, afeto e humanidade.
O resultado é um impacto social positivo, visível nas redes, nas conversas familiares e até na forma como o público busca informação.
Viviane virou ponte.
E Gabriela, farol.
A transformação física que acompanha a transformação interior
Para viver Viviane, Gabriela também passou por uma profunda transformação física reflexo de um processo pessoal que já vinha acontecendo.
Apaixonada pela corrida, encontrou no esporte um caminho possível para o cuidado com o corpo e com a mente.
Após enfrentar ansiedade e compulsão alimentar durante a pandemia, a atriz buscou acompanhamento médico e emocional.
O resultado foi a perda de mais de 50 quilos, feita com consciência e responsabilidade.
Eu queria mostrar uma nova Gabriela. Não só para a personagem, mas para mim.
Essa mudança não foi apenas estética.
Foi simbólica.
Foi libertadora.
Fama, visibilidade e limites
Com o sucesso de Três Graças, Gabriela viu seu alcance explodir: de pouco mais de 500 mil seguidores para mais de 900 mil em poucos meses.
É CASAL QUE VCS QUEREM? Pois seu novelão já começou com eles #vileo #tresgraças pic.twitter.com/ILcXeHV6Kp
— Gabriela Loran (@gabriellaloran) January 4, 2026
A visibilidade trouxe carinho, reconhecimento e também desafios.
A atriz tem sido firme ao estabelecer limites claros sobre sua intimidade.
Ela não se esquiva do diálogo, mas exige respeito.
Diferencia com clareza a curiosidade legítima daquela que invade, expõe e fere.
Existe uma curiosidade saudável. E existe a que não muda nada na vida de ninguém, só invade.
Sua postura tem sido educativa, sem agressividade, mas com autoridade — algo que, novamente, aproxima e ensina.
Um marco pessoal e profissional
Gabriela Loran realizou recentemente a cirurgia de redesignação sexual, um passo planejado com calma e responsabilidade, respeitando também seus compromissos profissionais.
A decisão, como tudo em sua trajetória, foi feita no tempo certo.
Ao compartilhar momentos dessa jornada, inclusive imagens da infância, a atriz deixou uma mensagem poderosa: orgulho da própria história.
Não negação do passado, mas integração.
Não ruptura, mas continuidade.
Fico muito feliz de ver uma mulher trans na TV aberta dando uma entrevista, feliz e bem acolhida não morta pela sociedade, como tantas vezes acontece. Eu sei que isso ainda é um fenômeno raro, mas, mesmo assim, Gabriela Loran, você é lendária. @gabriellaloran ❤️❤️❤️ https://t.co/z58lJWjrAR
— kauê (@kauesyy) January 13, 2026
Da novela ao sofá do brasileiro
A participação de Gabriela no Mais Você, com Ana Maria Braga, foi um dos momentos mais comentados da TV recente.
Audiência alta, conversa franca e emocionante — coroada por um momento simbólico:
Gabriela cantando, ao lado de Belo, a música tema de sua personagem.
Ali, ficou claro: o Brasil não estava apenas assistindo a uma atriz.
Estava se conectando a uma história de alma.
Um divisor de águas
Gabriela Loran não é apenas um nome em ascensão.
Ela representa uma mudança real na forma como a televisão brasileira constrói personagens, aborda temas sensíveis e dialoga com o público.
Com educação, beleza, talento e uma luz própria, ela transforma sua vivência em arte — e a arte em ferramenta de compreensão.
- Viviane não é só uma personagem.
- Gabriela Loran não é só uma atriz.
- Juntas, elas estão ajudando o Brasil a olhar para o outro com mais humanidade.
É A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO!
📷 Gabriela Loran via instagram. pic.twitter.com/Xm9CnVNEZy
— acervo gabriela loran (@acervoloran) January 5, 2026
Por Gildo Ribeiro
Redação Sete Minutos — Brasília
não sabia que existia sereia de água doce pic.twitter.com/Ts4WOixBX7
— josi juridico gabriela loran (@loranismo) January 3, 2026
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FOGO NO PARQUINHO #vileo #tresgraças 🔥🔥🔥🔥 pic.twitter.com/tE84vfDlhI
— Gabriela Loran (@gabriellaloran) January 13, 2026










