Simples de entender.
3 REGRAS BÁSICAS PARA VENCER UMA CAMPANHA ELEITORAL
E por que tanta gente esquece o óbvio no meio do caminho
Eleição não se ganha no improviso.
Não se ganha no impulso.
E definitivamente não se ganha no Twitter às 23h47.
Por trás de todo candidato sorridente, firme e confiante, existe uma engrenagem funcionando 24 horas por dia.
Se não existir, pode ter certeza: ele não está disputando para ganhar — está participando para aparecer.
Hoje vamos falar das 3 regras básicas para vencer uma campanha eleitoral.
- Simples de entender.
- Difíceis de executar.
- E fatais quando ignoradas.
🎯 REGRA 1: NÃO PERDER OS VOTOS QUE VOCÊ JÁ TEM
Parece básico, certo?
Mas é aqui que muita campanha tropeça.
Você já conquistou um eleitor.
Ele confia em você.
Ele te defende.
Ele veste sua camisa.
E aí… você publica algo que o irrita.
Resultado?
Ele não vira seu adversário mas esfria. E eleitor frio não sai de casa para votar com entusiasmo.
Em um cenário polarizado, cada voto fiel é um tijolo da sua fortaleza.
Mexer nisso por vaidade, impulso ou sinalização estratégica mal calibrada pode ser o começo do desmoronamento.
💊 Lembre-se: o remédio pode virar veneno.
Tudo depende da dose.
⚖️ REGRA 2: NÃO PERDER OS VOTOS QUE VOCÊ PODERIA CONQUISTAR
Aqui mora o eleitor decisivo: o moderado, o indeciso, o que está observando.
- Ele não quer guerra interna.
- Ele não quer radicalização desnecessária.
- Ele quer segurança, clareza e estabilidade.
Se suas ações:
- Soam como briga interna,
- Parecem desorganização,
- Ou transmitem instabilidade,
- você não ganha esse eleitor. E ainda pode assustá-lo.
- Em eleições majoritárias, ganha quem comete menos erros, não quem faz mais barulho.
Se a sua atitude:
- Ganha aplauso de um grupo,
- Mas afasta outro que estava quase convencido…
- Você não avançou. Você trocou seis por meia dúzia.
🛡️ REGRA 3: NUNCA DIVIDIR O EXÉRCITO
Essa é a mais perigosa de todas.
Um grupo político pode sobreviver a críticas externas.
Mas raramente sobrevive a divisões internas.
Quando lideranças brigam publicamente:
- Demonstram fragilidade.
- Dão munição ao adversário.
- Desmotivam a base.
- Eleição é guerra estratégica. E exército dividido não vence batalha.
- Se você perde votos e divide o grupo ao mesmo tempo, a derrota deixa de ser risco — vira probabilidade matemática.
📊 Campanha não é selfie. É estrutura.
Nenhum candidato competitivo faz campanha sozinho. Isso é humanamente impossível.
Existe uma máquina por trás.
E quando essa máquina falha, a derrota vem silenciosa.
O consultor político Jefferson Coronel costuma afirmar que a equipe é o verdadeiro alicerce da disputa.
Vamos entender por quê.
🧠 COORDENAÇÃO GERAL — O CÉREBRO DA OPERAÇÃO
O candidato não deve ser o coordenador da própria campanha.
- Ele é o rosto. A mensagem. A energia.
- Quem coordena precisa:
- Tomar decisões frias.
- Integrar todas as áreas.
- Pensar estrategicamente.
- Controlar danos antes que eles cresçam.
Essa pessoa precisa de confiança absoluta e experiência real.
Improviso aqui custa mandato.
💰 FINANCEIRO — SEM RECURSO, NÃO HÁ AÇÃO
Campanha custa dinheiro. Ponto.
Com teto de gastos e regras rígidas, a criatividade virou obrigação.
O coordenador financeiro precisa:
- Garantir legalidade.
- Controlar orçamento.
- Priorizar investimento.
- Evitar desperdícios.
Dinheiro mal aplicado não é erro contábil.
É voto perdido.
⚖️ JURÍDICO — A GUERRA INVISÍVEL
Campanhas modernas também são batalhas jurídicas.
Existe regra para:
- Tamanho de adesivo.
- Tipo de propaganda.
- Limite de gastos.
- Número de contratados.
- Erro jurídico pode:
- Gerar multa.
- Suspender propaganda.
- Cassar candidatura.
O jurídico não serve para apagar incêndio.
Serve para impedir que ele comece.
📢 MARKETING — A ARTE DE COMUNICAR SEM ERRAR A DOSE
Marketing eleitoral não é maquiagem.
É estratégia.
Envolve:
- Definir narrativa.
- Escolher tom.
- Estudar comportamento do eleitor.
- Controlar imagem digital.
- No Brasil, redes sociais são campo decisivo.
- Mas presença digital mal calibrada pode virar armadilha.
- Post impulsivo é como fósforo em ambiente inflamável.
📈 PESQUISA — QUEM NÃO MEDE, SE ILUDE
Pesquisa não é só intenção de voto.
É entender:
- Quem você pode conquistar.
- Quem está escapando.
- O que o eleitor realmente sente.
- Quais temas mobilizam.
- Sem dados, campanha vira achismo.
- E achismo é primo da derrota.
🚩 MILITÂNCIA E CABOS ELEITORAIS — A FORÇA DAS RUAS
Estratégia sem execução é teoria.
- A militância:
- Amplifica discurso.
- Engaja comunidades.
- Multiplica alcance.
- Cabos eleitorais:
- Organizam ações.
- Mobilizam bairros.
- Criam presença física.
Mas tudo dentro da lei.
Erro aqui vira problema jurídico.
💥 O GRANDE SEGREDO
Toda ação precisa caber nas três caixas:
- Não perder votos que já tenho.
- Não perder votos que posso conquistar.
- Não dividir meu exército.
Entenda:
- Se não cabe nas três, não faça.
- Se não cabe nas três, não poste.
- Se não cabe nas três, não fale.
Eleição majoritária é matemática emocional.
Quem erra menos, vence.
Agora eu te pergunto:
Você já percebeu campanhas que ignoraram essas três regras?
Consegue identificar qual delas foi quebrada?
Porque entender isso não é só análise política.
É aprender como o jogo realmente funciona.
E quem entende o jogo… raramente é surpreendido por ele.
Por Gildo Ribeiro
Editoria Portal 7Minutos
Matéria inspirada no vídeo do Jornalista Rodrigo Tizziani ( Consultor Político)
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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