SESSÃO INTERROMPIDA

CPI: Pazuello recebe visita de Onyx e senadores citam condução coercitiva

O ex-ministro da Saúde alegou não poderia depor na CPI da COVID por ter tido contato com dois assessores que testaram positivo para o novo coronavírus

Operação no Jacarezinho é a mais letal da história do RJ
6 de maio de 2021
China é acusada de financiar o desmatamento no mundo
6 de maio de 2021

Ex-ministro da Saude Eduardo Pazuello corre o risco de sofrer condução coercitiva.  (foto: Agência Brasil/Reprodução)

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello corre o risco de sofrer condução coercitiva após ser flagrado recebendo a visita do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni (DEM), em Brasília, na manhã desta quinta-feira (6/5).

Pazuello alegou que teve contato com dois contaminados pela COVID-19 e por isso não prestou depoimento na CPI da COVID na última quarta-feira (6/5).

O jornal Estadão flagrou o momento em que Onyx e uma assessora do Palácio do Planalto saíram do encontro no Hotel de Trânsito de Oficiais, onde mora Pazuello, no Setor Militar Urbano.

Durante a sessão da CPI nesta tarde, o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AL) questionou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre visitas a infectados pela COVID-19.

Em resposta, Queiroga afirmou que qualquer contaminado deve manter isolamento social.

Em seguida, Randolfe questionou a visita de Onyx a Pazuello e um senador apontou que a questão seria motivo de condução coercitiva. A sessão, então, foi interrompida.

Mentir para faltar à convocação de Comissão Parlamentar de Inquérito é considerado falta gravíssima.

Onyx deixou a área militar por volta das 10h da manhã. O encontro não constava na agenda pública do ministro da Secretaria-Geral. Naquele momento, segundo registro oficial do governo Jair Bolsonaro, ele participaria de reunião com o assessor José Vicente Santini no gabinete dentro do Palácio do Planalto.

A recomendação sanitária para pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados é de se resguardar e manter medidas de isolamento por até 14 dias.

O Estadão apurou que, na prática, além de ter se reunido com Onyx, Pazuello tem mantido uma rotina de poucos cuidados dentro das dependências militares. Ele foi visto, também nesta quinta-feira, circulando pelo hotel sem máscara e usando o telefone da recepção para fazer chamadas.

Entenda

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, avisou que não iria comparecer presencialmente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 no Senado Federal. O general do Exército alegou que dois assessores testaram positivo para o novo coronavírus.

Nos bastidores, fontes ligadas ao Executivo afirmam que a orientação para faltar ao depoimento presencial partiu do Palácio do Planalto. O governo está preocupado com o teor das declarações do militar. Ele vem recebendo ajuda de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro para enfrentar a sabatina dos senadores.

Com a ausência, o depoimento do ex-ministro foi marcado para o próximo dia 19.

O que é uma CPI?
As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Para ser instalado no Senado Federal, uma CPI precisa do aval de, ao menos, 27 senadores; um terço dos 81 parlamentares. Na Câmara dos Deputados, também é preciso aval de ao menos uma terceira parte dos componentes (171 deputados).

Há a possibilidade de criar comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs), compostas por senadores e deputados. Nesses casos, é preciso obter assinaturas de um terço dos integrantes das duas casas legislativas que compõem o Congresso Nacional.

O que a CPI da COVID investiga?
Instalada pelo Senado Federal em 27 de abril de 2021, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a CPI da COVID trabalha para apurar possíveis falhas e omissões na atuação do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus. O repasse de recursos a estados e municípios também foi incluído na CPI e está na mira dos parlamentares.

O presidente do colegiado é Omar Aziz (PSD-AM). O alagoano Renan Calheiros (MDB) é o relator. O prazo inicial de trabalho são 90 dias, podendo esse período ser prorrogado por mais 90 dias.

Leia matéria completa no Estado de Minas:
https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2021/05/06/interna_politica,1264140/cpi-pazuello-recebe-visita-de-onyx-e-senadores-citam-conducao-coercitiva.shtml

  • Fonte da informação:
  • Leia na fonte original da informação
  • Os comentários estão encerrados.