Tragédia em Brumadinho
Defesa Civil Nacional reconhece calamidade pública em Brumadinho
Com a medida, trabalhador atingido pode sacar o FGTS e utilizar os recursos para reconstruir ou fazer a manutenção de seu imóvel
A Defesa Civil Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (25/1).
O reconhecimento sumário da situação de calamidade ocorre em casos de eventos anormais, de grande intensidade e impacto, que causam danos e prejuízos e afetam a capacidade de socorro e de assistência local da população.
Em situação de calamidade pública, o trabalhador atingido pode sacar o FGTS e utilizar os recursos para reconstruir ou fazer a manutenção de seu imóvel.
O ministério instalou em Brumadinho um posto de operações para órgãos federais.
Conforme nota da pasta, “o monitoramento da região, das situações climáticas e dos serviços essenciais está sendo realizado 24 horas por equipes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), que enviam constantemente alertas e informações ao Centro de Comandado criado pela Defesa Civil municipal”.
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Atualização :
Brumadinho: 11 mortos e 296 desaparecidos. PF abre inquérito
Serão realizados interrogatórios, buscas por documentos e demais diligências para identificar a autoria dos responsáveis pelo desastre
Enviada especial a Brumadinho (MG) – A Polícia Federal confirmou neste sábado (26/1) a abertura de inquérito para investigar as causas do rompimento da barragem em Brumadinho, município mineiro situado a 70 km de Belo Horizonte. A corporação apura crimes ambientais e contra a vida com objetivo de apontar a autoria dos responsáveis pelo desastre.
De acordo com a PF, serão realizados interrogatórios, buscas por documentos e diligências para investigar a materialidade da ruptura da bacia que resultou no desaparecimento de 296 pessoas. Dessas, segundo os Bombeiros, 46 foram localizadas e 11 encontradas sem vida.
Ainda de acordo com o levantamento, 86 famílias da comunidade de Brumadinho estão cadastradas no banco de contatos do governo, em busca de parentes.
A Vale atualizou na manhã deste sábado a lista de funcionários sem contato, no site da empresa. O número estava em 412. Além do documento, a empresa disponibilizou um telefone para que as pessoas possam ligar e se identificar, caso estejam fora de perigo, mas seus nomes estejam na relação: 0800 821 500.
Em paralelo, a Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito a fim de investigar e identificar os autores dos danos contra as vítimas e contra o meio ambiente. O caso está sob a responsabilidade do delegado Luiz Otávio, da Delegacia de Meio Ambiente.
De acordo com o comandante da corporação, coronel Leão, as buscas por vítimas estão concentradas em quatro pontos: um ônibus de funcionários encontrado soterrado, uma locomotiva, um prédio e a comunidade Parque da Cachoeira.
A Organização das Nações Unidas (ONU) lamentou a tragédia com o rompimento da barragem da mineradora Vale, na cidade de Brumadinho (MG). Em nota, a instituição afirmou que as “perdas de vidas e os significativos danos ao meio ambiente e assentamentos humanos são incomensuráveis”.
O texto também diz que a ONU está à disposição para apoiar as ações das autoridades brasileiras na rápida remoção das vítimas e no estabelecimento de condições dignas aos eventuais desabrigados e à população atingida.
O Corpo de Bombeiros montou a operação nas proximidades de um campo de futebol. O local está sendo utilizado como área de avaliação e triagem de vítimas para atendimento médico. Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região e o efetivo será dobrado neste sábado (26). Seis aeronaves da corporação estão envolvidas nos resgates.
Desastre
A barragem Mina Feijão, em Brumadinho (MG), rompeu-se por volta das 13h dessa sexta (25/1). O vazamento de lama fez com que uma outra barragem da Vale, ao lado, transbordasse. O restaurante da companhia no local foi soterrado e o prédio administrativo também foi atingido.
A lama se espalhou pela cidade e moradores precisaram deixar as casas. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e estão em busca de vítimas. Tanto o governo federal quanto o local montaram gabinetes de crise e deslocaram autoridades para a região.
https://twitter.com/gaguigu/status/1088839963108667392?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1088839963108667392&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fpf-abre-inquerito-para-apurar-tragedia-em-brumadinho-ja-sao-11-mortos
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), sobrevoaram a localidade da tragédia neste sábado (26). A Prefeitura Municipal de Brumadinho chegou a pedir, por meio das redes sociais, que a população da cidade mantenha distância do Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do Rio São Francisco.
É assustador a quantidade de lama que desceu da barragem da Vale em Brumadinho. pic.twitter.com/enexjelyIj
— Douglas (@uaiteve) January 25, 2019
Atualização
Tragédia de Brumadinho supera Mariana; número de mortos chega a 34
Médica e carregador da mineradora estão entre as vítimas identificadas que tiveram os nomes publicados pela Polícia Civil de MG
Com 34 mortos confirmados pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a tragédia de Brumadinho já é vista como um dos maiores desastres ambientais e humanos da história do país. O número de vítimas fatais superou a quantidade de óbitos registrados em Mariana (MG), há três anos. Na ocasião, 19 pessoas perderam a vida após o rompimento da barragem da empresa Samarco.
O Governo mineiro chegou a publicar a informação de que haveria 40 mortos. No entanto, corrigiu a informação para 34. Oito delas foram identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML), entre eles a médica Marcelle Porto Cangussu o carregador Jonatas Lima Nascimento. Os outros seis são: Carlos Roberto Deusdeti, Leonardo Alves Diniz, Fabrício Henriques, Robson Máximo Gonçalves, Willian Jorge Felizardo Alves e Eliandro Batista de Passos
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as causas do rompimento da barragem no município mineiro situado a 70 km de Belo Horizonte. A corporação apura crimes ambientais e contra a vida. O objetivo é apontar a autoria dos responsáveis pelo desastre.
De acordo com a PF, serão realizados interrogatórios, buscas por documentos e diligências para investigar a materialidade da ruptura da bacia que resultou no desaparecimento de pelo menos 254 pessoas empregados e terceirizados da Vale. Segundo os bombeiros, 46 foram localizadas vivas.
Ainda de acordo com o levantamento, 86 famílias da comunidade de Brumadinho estão cadastradas no banco de contatos do governo, em busca de parentes. Mais cedo, a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões da empresa Vale, responsável por administrar a barragem
A Vale atualizou na manhã deste sábado a lista de funcionários sem contato, no site da empresa. O número estava em 412. Além do documento, a mineradora disponibilizou um telefone para que as pessoas possam ligar e se identificar, caso estejam fora de perigo, mas seus nomes continem na relação: 0800 821 500.
Em paralelo, a Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito a fim de investigar e identificar os autores dos danos contra as vítimas e contra o meio ambiente. O caso está sob a responsabilidade do delegado Luiz Otávio, da Delegacia de Meio Ambiente.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Leão, as buscas por vítimas estão concentradas em quatro pontos: um ônibus de funcionários encontrado soterrado, uma locomotiva, um prédio e a comunidade Parque da Cachoeira.
ONU lamenta
A Organização das Nações Unidas (ONU) lamentou a tragédia com o rompimento da barragem da mineradora Vale, na cidade de Brumadinho (MG). Em nota, a instituição afirmou que as “perdas de vidas e os significativos danos ao meio ambiente e assentamentos humanos são incomensuráveis”.
O texto também diz que a ONU está à disposição para apoiar as ações das autoridades brasileiras na rápida remoção das vítimas e no estabelecimento de condições dignas aos eventuais desabrigados e à população atingida.
O Corpo de Bombeiros montou a operação nas proximidades de um campo de futebol. O local está sendo utilizado como área de avaliação e triagem de vítimas para atendimento médico. Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região e o efetivo será dobrado neste sábado (26). Seis aeronaves da corporação estão envolvidas nos resgates
Desastre
A barragem Mina Feijão, em Brumadinho (MG), rompeu-se por volta das 13h dessa sexta (25/1). O vazamento de lama fez com que uma outra barragem da Vale, ao lado, transbordasse. O restaurante da companhia no local foi soterrado e o prédio administrativo também foi atingido.
A lama se espalhou pela cidade e moradores precisaram deixar as casas. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e estão em busca de vítimas. Tanto o governo federal quanto o local montaram gabinetes de crise e deslocaram autoridades para a região.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), sobrevoaram a localidade da tragédia neste sábado (26). A Prefeitura Municipal de Brumadinho chegou a pedir, por meio das redes sociais, que a população da cidade mantenha distância do Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do Rio São Francisco.
https://twitter.com/gaguigu/status/1088839963108667392?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1088839963108667392&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fcom-34-mortos-confirmados-tragedia-de-brumadinho-ja-supera-mariana
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Presidente Jair Bolsonaro e comitiva presidencial na aeronave presidencial com destino a Brumadinho Foto: Isac Nóbrega/PR[/caption]
Presidente Jair Bolsonaro se dirigindo a aeronave presidencial com destino a Brumadinho Foto: Isac Nóbrega/PR[/caption]
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O Presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe os cumprimentos do Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema.| Foto: Isac Nóbrega/PR[/caption]
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O Presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe os cumprimentos do Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema.| Foto: Isac Nóbrega/PR[/caption]
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Presidente Jair Bolsonaro sobrevoa a região de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da Vale Isac Nóbrega/PR[/caption]
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Presidente Jair Bolsonaro sobrevoa a região de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da ValeIsac Nóbrega/PR[/caption] [caption id="attachment_64877" align="alignnone" width="1024"]
Presidente Jair Bolsonaro sobrevoa a região de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da Vale Isac Nóbrega/PR[/caption]
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Presidente Jair Bolsonaro sobrevoa a região de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da Vale Isac Nóbrega/PR[/caption]
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Presidente Jair Bolsonaro sobrevoa a região de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da Vale Isac Nóbrega/PR[/caption]
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O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), sobrevoaram a localidade da tragédia neste sábado (26). A Prefeitura Municipal de Brumadinho chegou a pedir, por meio das redes sociais, que a população da cidade mantenha distância do Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do Rio São Francisco.Foto: Isac Nóbrega/PR[/caption]
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A Defesa Civil Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Metropoles[/caption]
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A Defesa Civil Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Metropoles[/caption]
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A lama se espalhou pela cidade e moradores precisaram deixar as casas. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e estão em busca de vítimas. Tanto o governo federal quanto o local montaram gabinetes de crise e deslocaram autoridades para a região. Metrópoles[/caption]
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A Defesa Civil Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (25/1). Metrópoles[/caption]



