Produtora cria ‘incêndio fake’
Na Amazônia pra mostrar no Rock in Rio, e vira caso de polícia
A produtora Maria Farinha Filmes armou um set de filmagem em Presidente Figueiredo (município localizado na região Metropolitana de Manaus, Amazonas) com o intuito de “abrilhantar o Rock in Rio”
Vamos explicar …
Utilizando fumaça artificial e fogueiras, a intenção dos nobres (…sic…) produtores é simular um grande incêndio na floresta Amazônica.
O clipe será usado na abertura do Rock In Rio 2019 e terá o objetivo de “chamar a atenção do mundo para as queimadas na região amazônica”.
Surpreso, o secretário de turismo da cidade, Paulo Lins, acionou a 37ª Delegacia de Polícia e sugeriu a apreensão dos equipamentos com a consequente abertura de inquérito contra o que ele chamou de ‘armação contra o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro’.
A ‘licença’ obtida pela produtora (na prefeitura da cidade) era somente para filmar a cachoeira e cavernas turísticas da região e não para promover um falso incêndio.
Abaixo as palavras do secretário Paulo Lins:
“Esse pessoal enganou todo mundo lá, disseram que iam fazer uma filmagem na caverna aí foram para um sítio, desmataram, tocaram fogo e passaram a filmar a queimada. A gente desconfia que isso é para alguma ONG Internacional ou política contra o Bolsonaro, o meio ambiente suspendeu a licença de filmagem, autuou os responsáveis e o delegado parece que vai instaurar inquérito. Isso aconteceu, quinta feira (12) passada”, denunciou Lins.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um integrante da produtora explica a intenção do vídeo.
Veja o vídeo:
https://youtu.be/ZvqMpp_reGM
https://youtu.be/-PIG6oDi2rU
Atualização:
Rock in Rio desconhece campanha que simula incêndio na Amazônia
A organização do Rock in Rio desconhece o conteúdo que está circulando na mídia e nas redes sociais que traz um vídeo que simula um incêndio na Amazônia. Reitera também que não tem qualquer envolvimento com esta produção.
A nota foi enviada à imprensa nesta quinta-feira (19).
O Rock in Rio aborda temas sociais e de sustentabilidade, desde 2001, somente pela ótica positiva e jamais trabalharia com imagens de desmatamento, pelo contrário.
Ainda segundo a nota, o evento, desde 2006, planta árvores em diversos países. E, a partir de 2016, concentrou seus esforços na Amazônia, com o projeto Amazonia Live.
ENTENDA O CASO
A produtora Maria Farinha Filmes armou um set de filmagem em Presidente Figueiredo (município localizado na região Metropolitana de Manaus, Amazonas) com o intuito de “abrilhantar o Rock in Rio”.
Utilizando fumaça artificial e fogueiras, a intenção dos produtores era simular um grande incêndio na floresta Amazônica.
O clipe seria usado na abertura do Rock In Rio 2019 e terá o objetivo de “chamar a atenção do mundo para as queimadas na região amazônica”.
Surpreso, o secretário de turismo da cidade, Paulo Lins, acionou a 37ª Delegacia de Polícia e sugeriu a apreensão dos equipamentos com a consequente abertura de inquérito contra o que ele chamou de ‘armação contra o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro’.
Link original da matéria:
https://manausalerta.com.br/rock-in-rio-desconhece-campanha-que-simula-incendio-na-amazonia/
Atualização Revista IstoÉ
Produtora diz que criou incêndio ‘fake’ na Amazônia para abrilhantar Rock in Rio; organização do festival nega
Em vídeo que circula nas redes sociais, integrante da Maria Farinha Filmes diz que o filme vai passar na abertura do evento
Rio – A produtora Maria Farinha Filmes armou um incêndio “fake” em Presidente Figueiredo, município da região Metropolitana de Manaus, no Amazonas.
A intenção da produtora era simular em vídeo um grande incêndio na Floresta Amazônica.
Segundo um de seus representantes, o filme “vai passar na abertura do Rock in Rio e terá objetivo de chamar a atenção do mundo para as queimadas na região amazônica”.
Eles usaram fogueiras e fumaça artificial na gravação.
De acordo com o portal “Manaus Alerta”, o secretário de turismo da cidade, Paulo Lins, acionou a 37ª DP e sugeriu a apreensão dos equipamentos. A licença conseguida pela produtora seria apenas para filmar a cachoeira e cavernas turísticas da região.
Organização do Rock in Rio nega envolvimento
A organização do Rock in Rio afirmou em comunicado enviado nesta quinta-feira que não tem nenhuma relação com a produtora. “A organização do Rock in Rio desconhece o conteúdo que está circulando na mídia e nas redes sociais que traz um vídeo que simula um incêndio na Amazônia. Reitera também que não tem qualquer envolvimento com esta produção”, diz a nota.
“O Rock in Rio aborda temas sociais e de sustentabilidade, desde 2001, somente pela ótica positiva e jamais trabalharia com imagens de desmatamento, pelo contrário. O evento, desde 2006, planta árvores em diversos países. E, a partir de 2016, concentrou seus esforços na Amazônia, com o projeto Amazonia Live”, completa o comunicado.
A Maria Farinha Filmes vem a público esclarecer que o curta de ficção que acaba de produzir na região amazônica é uma obra independente e autoral e sem relação alguma com o Rock In Rio.
A produção, um curta de ficção destacando a importância de preservar as florestas, faz parte da estratégia da Maria Farinha de estimular visões positivas de futuro e integra o compromisso que assumimos na construção de um mundo melhor.
Por isso, o filme – cuja ideia nasceu há mais de 6 meses, portanto antes inclusive das recentes notícias sobre a Amazônia – faz uma viagem ao ano de 2044, e mostra uma floresta em pé, rica, gerando riquezas para o Brasil e para os povos locais. Faz uso, inclusive, de computação gráfica para isso. Em uma das cenas, a personagem principal se vê envolta em fumaça. Para gravar essa tomada, usamos efeitos especiais e uma fumaça cenográfica.
Por conta do compromisso histórico do Rock in Rio com a Amazônia, a produtora tinha planos de oferecer o curta para exibição na abertura do festival. Isso sequer chegou a ser feito. O curta seguirá sua carreira e será lançado normalmente.
Reiteramos, portanto que o Rock in Rio não mantém nenhum envolvimento com o projeto.
Nos dias 12 e 13 de setembro, a equipe da produtora estava fazendo um curta de ficção, cuja história se passa na Floresta Amazônica.
A filmagem aconteceu no município de Presidente Figueiredo, a 120Km de Manaus. Como parte do roteiro, foi ambientada uma cena com efeitos especiais que simulavam o visual de um incêndio.
A locação escolhida para a cena, com o devido termo de autorização, era uma propriedade particular que já estava sendo preparada para o plantio de mandioca. A área escolhida não sofreu qualquer alteração ambiental por parte da produtora. Para reforçar o compromisso com a total segurança, um dos mais respeitados técnicos de efeitos especiais do Brasil foi contratado, a fim de preparar o local e acompanhar a gravação.
Por conta da fumaça gerada, a partir de fogueiras simuladas, a polícia foi acionada. O delegado esteve no local e verificou a legalidade de tudo o que estava ocorrendo no cenário, assim como representantes da Secretaria municipal do Meio Ambiente. Depois dos esclarecimentos, as gravações seguiram normalmente.
A Maria Farinha Filmes, primeira produtora da América Latina a receber o certificado B Corp, concedida a empresas comprometidas com os mais altos padrões de impacto social e ambiental, está aberta para prestar quaisquer esclarecimentos acerca do episódio.
E reforça que ao longo de sua trajetória, que inclui mais de 25 filmes, séries e outros formatos que impactaram milhões de pessoas em todo o planeta, sempre se pautou, como princípio, pelo respeito ao meio ambiente.
Link original da matéria atualizada:
O senador amazonense Plínio Valério prometeu denunciar o caso na tribuna do Senado.
“A equipe de produção não relatou que pretendia realizar um incêndio voluntário para uma gravação para ser usada de maneira artística”, afirmou o senador, garantindo que vai pedir providências aos órgãos fiscalizadores.
“Se for confirmado, é um ato da mais alta gravidade”, completou o parlamentar.
Delegado Valdenei Silva abordando os responsáveis pela filmagens – foto: divulgação[/caption]
Delegado Valdenei Silva abordando os responsáveis pela filmagens – foto: divulgação[/caption]
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Utilizando fumaça artificial e fogueiras, a intenção dos produtores era simular um grande incêndio na floresta Amazônica – foto: divulgação[/caption]
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Utilizando fumaça artificial e fogueiras, a intenção dos produtores era simular um grande incêndio na floresta Amazônica – foto: divulgação[/caption]



