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“inclusão e diversidade”

Sleeping Giants pode estar ligado a gigantes da publicidade mundial

A linguagem utilizada nas ameaças do grupo ciberfascista e a destreza técnica com que utilizam a internet pode ser indicativo de um possível suporte profissional.

Segundo rastreamento feito através de plataformas de ciência de dados, o primeiro seguidor da
milícia Sleeping Giants, no Twitter, é o diretor executivo da TBWA\Worldwide, Lionel Carreon.
Essa informação pode revelar conexões entre o grupo de ciberfascistas e grandes agências de
marketing e publicidade do Grupo Omnicom, segunda maior holding do segmento no mundo.

Sem descartar a possibilidade de ser mera coincidência o fato do executivo ser o primeiro
seguidor do grupo, e mesmo respeitando a liberdade individual de seguir qualquer perfil nas
redes sociais, chama atenção o fato do diretor de uma grande agência de comunicação ser o
primeiro a seguir o perfil de uma milícia digital que tem como objetivo constranger e
perseguir empresas anunciantes, muitas delas clientes de agências que pertencem ao próprio
Grupo Omnicom.

Ao acessar o perfil de Carreon é possível comprovar que a célula norte americana do Sleeping
Giants é seguida pelo executivo. E, ao utilizar a ferramenta Social Rank, temos Lionel
Carreon destacado como primeiro seguidor do perfil da milícia.

Carreon se apresenta no
Linkedin como diretor executivo e de recrutamento criativo global na TBWA\Worldwide que é uma
das unidades pertencentes ao Grupo Omnicom.

No Brasil, o Grupo Omnicom é dono do Grupo ABC que detém as agências África, CDN Comunicação,
Interbrand, TracyLocke Brasil, Track e Sunset DDB.

Modus operandi

A linguagem utilizada nas postagens do Sleeping Giants Brasil e a destreza técnica pode ser
indicativo de um possível suporte profissional. Ao intimidar as empresas, os meliantes
claramente apostam em um apelo emocional carregado de ameaça e reprovação caso o alvo
(empresa anunciante) não obedeça ao “pedido”.

“Olá @globoplay, tudo bem? Estamos realmente indecisos sobre paredão dessa semana, mas na
votação sobre fake news todos concordamos em 100% que seus anúncios não devem monetizar um
site que propaga desinformação e discursos de ódio. Pfv BLOQUEIEM”,

diz em um tweet onde a
milícia ataca o site Estudos Nacionais e tenta intimidar a Globo Play.

O uso do imperativo é tipicamente utilizado na linguagem publicitária para sobrepor um
argumento autoritário.

“A manipulação desse tipo de linguagem carece de um determinado
conhecimento técnico que não seria problema, por exemplo, para experts que integram agências
publicitárias.”

O modus operandi da célula brasileira do Sleeping Giants também revela um alto conhecimento
de ferramentas de gestão e monitoramento das redes sociais, bem como exige um investimento
financeiro razoável em serviços de tecnologia, o que seria incompatível com os perfis dos
supostos donos do Sleep Giants Brasil de acordo com reportagem publicada na Folha em dezembro
de 2020.

Leonardo de Carvalho Leal e Mayara Stelle contaram à Folha que estavam desempregados e viviam
apenas do auxílio emergencial cedido pelo Governo.

Também afirmaram não haver ninguém por
trás deles. Antes de intimidar empresas e perseguir conservadores, Leonardo era motorista de
Uber e Mayara, vendedora de maquiagens. Ambos cursavam direito e se diziam “novos na
internet”.

No entanto, a imagem da fragilidade financeira e da renúncia pessoal que a grande mídia
tentou criar contrasta, por exemplo, com o valor dos leptops usados pelo casal e com os
custos de hospedagem e registro de um site.

“Os dois computadores usados pelos pelo casal e
fotografados pelos jornais fazem parte de uma linha da Lenovo que podem custar mais de 16 mil
reais cada um.”

Em matéria anterior, o EN tratou de uma possível relação da ONG milionária, Nossas.Org, e da
jornalista da Revista Piauí, Alessandra Orofino, com os ciberfascistas do Sleeping Giants.

O objetivo do grupo seria expandir o cancelamento em empresas para viabilizar pautas de
milionários valendo-se do fortalecimento e policiamento do politicamente correto como
critério de normas publicitárias.

Em seu site, o Grupo Omnicom se mostra totalmente integrado a esse “mundo novo” ao divulgar
seu apoio a pautas progressistas que promovem divisão social.

Sob a proposta de um programa
de “inclusão e diversidade”, a empresa classifica as pessoas por grupos e diz apoiar e
incentivar iniciativas dos

“afro-americanos, nativos americanos, asiáticos, hispânicos,
membros da comunidade LGBT e defensores da diversidade e inclusão”.

BY Diógenes Freire

Link original da matéria:
https://www.estudosnacionais.com/32350/sleeping-giants-pode-estar-ligado-a-gigantes-da-
publicidade-mundial/

[caption id="attachment_97643" align="alignnone" width="1024"] Sleeping Giants .  Sob a proposta de um programa de “inclusão e diversidade , a empresa classifica as pessoas por grupos e diz apoiar e incentivar iniciativas dos “afro-americanos, nativos americanos, asiáticos, hispânicos, membros da comunidade LGBT e defensores da diversidade e inclusão”.[/caption]
  • Fonte da informação:
  • Leia na fonte original da informação
  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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