ELEIÇÕES by BRASILSEMMEDO
Sobre urnas e um supercomputador que falha
A polêmica em torno da segurança das urnas eletrônicas é uma cortina de fumaça. O coração do problema com as eleições é a totalização de votos no supercomputador do TSE
Chama a atenção o fato de algumas pessoas inteligentes e corretas, ou seja, pessoas não
esquerdistas e não comprometidas com a destruição de um presidente honesto, acreditarem na
segurança do sistema eleitoral brasileiro.
Normalmente, isso se deve ao fato de elas terem estudado as formas de proteção das urnas,
tais como a zerésima, o registro digital e o boletim de urna; e terem, depois do estudo, se
convencido do nível aceitável de segurança.
Ocorre que urna segura é muito, mas muito diferente de contabilização segura após fechamento
das urnas, seguida de lisura na apresentação dos resultados finais. Noutras palavras, o risco
maior de fraudes não está mais nas urnas ou no momento da votação.
Se algo ocorrer de errado ou doloso na eleição presidencial, ocorrerá a partir do momento em
que a votação já estiver encerrada e as urnas já estiverem lacradas.
O grande risco começa a ganhar forma no momento em que o arquivo RDV (Registro Digital de
Voto), uma espécie de pen drive, é retirado da urna eletrônica e é fisicamente conduzido a um
dos “polos de transmissão de dados”.
Esse “polo” nada mais é do que um computador normal, de uma escola por exemplo, no qual o pen
drive será conectado; e a pessoa responsável, por meio de uma senha e um token, enviará os
resultados de sua seção eleitoral diretamente para o chamado “supercomputador” do TSE.
Essa
transmissão é feita acessando uma rede privativa do próprio Tribunal.
Foi nas eleições municipais de 2020 que, pela primeira vez, a totalização foi centralizada no
TSE, ao contrário das anteriores, nas quais cada Tribunal Regional Eleitoral realizava a
totalização de sua região e só depois enviava os dados ao Tribunal Superior.
Está acompanhando?
Rede privativa associada a um processo de totalização centralizado no TSE,
tirando completamente da jogada os Tribunais Regionais.
Agora, preste mais atenção ainda. O que o TSE anunciou oficialmente nas apurações de 2020?
Anunciou isto:
“Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema
técnico em nosso supercomputador. Um dos núcleos de processadores falhou e foi preciso
repará-lo”.
Ou seja, a TOTALIZAÇÃO dos votos é realizada por um “supercomputador” que apresenta falhas de
funcionamento no dia crucial, e com resultados recebidos de todo o Brasil.
Agora, voltemos aos honestos ingênuos aos quais me referi no primeiro parágrafo:
eles
compraram a narrativa de que se as urnas eletrônicas se provam seguras, o problema está
resolvido.
Perceba que toda a mídia esquerdista e todas as instituições aparelhadas fazem questão de
direcionar a discussão e a argumentação para o problema das urnas. É uma cortina de fumaça
para ludibriar os conservadores.
Com essa fumaça, os esquerdistas criam uma atmosfera de debate na qual a totalização dos
votos fica parecendo um mero detalhe formal que não merece atenção.
Mas, na realidade, a totalização é o coração do problema, o qual se inicia com a conexão dos
pen drives para enviar os dados ao supercomputador “capengaqueprecisadereparos”.
Entendendo isso, é possível perceber algo muito mais grave: a luta dos conservadores para ter
o voto impresso em conjunto com o digital é apenas um dos passos para garantir o próximo
mandato de Jair Messias Bolsonaro.
O passo seguinte, e de importância vital, é a transparência e fiscalização em tempo real do
processo de totalização, o qual, do modo que está configurado hoje, é a crônica de uma morte
anunciada.
Não é por acaso que o professor Olavo de Carvalho cita a frase atribuída a Stálin:
“O
importante não é quem vota, mas quem conta os votos”.
E se fôssemos atualizar essa frase para nossa situação atual, ela ficaria assim:
“O
importante não é quem vota, mas quem faz o supercomputador falhar no momento oportuno”.
BY Marco Frenette Especial para o BSM é escritor e jornalista.
Link original da matéria:
https://brasilsemmedo.com/sobre-urnas-e-um-supercomputador-que-falha/
Não é por acaso que o professor Olavo de Carvalho cita a frase atribuída a Stálin: “O importante não é quem vota, mas quem conta os votos”.[/caption]
TOTALIZAÇÃO dos votos é realizada por um “supercomputador” que apresenta falhas de funcionamento no dia crucial, e com resultados recebidos de todo o Brasil. TSE[/caption]
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Explicações dada pelo Presidente do TSE das falhas do Super Computador no dia das eleições[/caption]



