Cuiabá, 307 anos:
A cidade que me acolheu, me ensinou e jamais saiu de mim
Entre o calor do sol e o calor humano, uma terra que virou parte da minha história
No calendário, o dia 8 de abril marca mais um aniversário de uma das capitais mais autênticas, intensas e inesquecíveis do Brasil.
Mas, para mim, Cuiabá não é apenas uma data histórica.
Cuiabá é memória viva.
- É gratidão.
- É aprendizado.
- É um daqueles lugares raros que não passam pela vida da gente ficam.
Hoje, ao celebrar os 307 anos de fundação de Cuiabá, não escrevo apenas sobre uma cidade.
Escrevo sobre um pedaço da minha própria caminhada.
Porque foram sete anos vividos com intensidade nessa terra misteriosa, quente, acolhedora e absolutamente singular.
E que até hoje eu me pergunto …
Porque eu voltei..?
Foi em Cuiabá que vivi capítulos marcantes da minha história profissional e pessoal.
Abri a Rádio Cidade de Cuiabá, atuei no Grupo Gazeta como gerente de Marketing e também tive a honra de trabalhar na MTV Cuiabá.
Não foram apenas empregos….
Foram experiências que me moldaram, me desafiaram, me ensinaram e me deram amigos, histórias e lembranças que carrego até hoje com profundo respeito.
E por isso, neste dia especial, esta homenagem é também um agradecimento a Deus.
Porque há oportunidades que não são coincidência são presente do céu.
1719: quando às margens do Coxipó nascia uma joia brasileira
A história oficial registra que foi em 8 de abril de 1719 que o bandeirante Pascoal Moreira Cabral assinou, às margens do rio Coxipó, a Ata de Fundação de Cuiabá, dando origem ao município que se transformaria em uma das cidades mais emblemáticas do Centro-Oeste brasileiro.
A fundação é reconhecida por fontes oficiais da Prefeitura de Cuiabá e do IBGE.
Mas reduzir Cuiabá a um ato formal seria pequeno demais.
Porque Cuiabá não nasceu apenas de uma assinatura.
Cuiabá nasceu de uma força própria, de um espírito resistente, de uma mistura de bravura, fé, cultura e sobrevivência.
- Nasceu com alma.
- E até hoje carrega essa identidade com orgulho.
- Cuiabá não se explica.
- Cuiabá se sente.
Quem nunca viveu Cuiabá talvez pense apenas no calor.
- E sim, o calor de Cuiabá é quase uma entidade própria.
- Ele não pede licença, não faz cerimônia, não dá trégua.
- Ele chega, se impõe e te ensina rapidamente que ali a vida pulsa em outro ritmo.
Mas quem realmente conhece Cuiabá sabe: o maior calor da cidade não vem do sol, vem do seu povo.
O cuiabano tem algo raro.
- Uma mistura de firmeza e delicadeza.
- Um jeito acolhedor sem precisar fazer esforço.
Uma identidade forte, um orgulho legítimo de sua terra, de suas raízes, de sua cultura, da sua culinária, da sua fé e do seu jeito de viver.
É um povo que conhece o valor do chão que pisa.
E talvez por isso tanta gente chegue em Cuiabá pensando que está apenas de passagem… e acabe ficando muito mais tempo do que imaginava.
Porque Cuiabá faz isso com a gente…
- Ela abraça.
- Ela testa.
- Ela ensina.
- E depois conquista.
Uma capital privilegiada por Deus e pela natureza
Cuiabá carrega um privilégio que poucas capitais brasileiras podem ostentar:
viver em íntima ligação com um dos patrimônios naturais mais extraordinários do planeta.
Ela respira a grandeza do Pantanal, um santuário de vida, biodiversidade, mistério e beleza bruta.
Um território onde a natureza não é paisagem, é presença.
É por isso que falar de Cuiabá é falar de peixes, rios, aves, sons, sabores, tradições, histórias e um senso de pertencimento muito raro nos tempos de hoje.
Cuiabá tem cheiro de comida boa, tem sotaque próprio, tem identidade de sobra e tem uma relação visceral com sua cultura.
- Não é uma cidade genérica.
- Não é uma cidade “copiada”.
- Cuiabá tem rosto, voz, alma e temperatura própria.
- E isso, em um Brasil cada vez mais pasteurizado, vale ouro.
- A cidade que também me deu oportunidade, crescimento e propósito
- Eu poderia falar apenas da importância histórica de Cuiabá.
Mas a verdade é que esta homenagem só seria sincera se eu dissesse o essencial:
- Cuiabá foi boa comigo.
- Foi generosa.
- Foi desafiadora.
- Foi fértil.
Foi nessa cidade que vivi uma fase intensa de crescimento profissional, convivendo com comunicação, rádio, televisão, marketing, mídia, relacionamento e construção de projetos que me marcaram profundamente.
Cada porta que se abriu naquele período deixou uma marca.
Cada reunião, cada campanha, cada estúdio, cada redação, cada ideia colocada em prática fez parte de um tempo que guardo com enorme carinho.
E quando a vida nos permite viver algo assim, o mínimo que devemos fazer é reconhecer.
Por isso, hoje, acima de qualquer formalidade, eu deixo aqui meu sentimento mais honesto:
- Obrigado, Cuiabá.
- Obrigado pelos anos vividos.
- Obrigado pelos aprendizados.
- Obrigado pelos encontros.
- Obrigado pelas oportunidades.
- Obrigado pelas portas abertas.
E, acima de tudo, obrigado a Deus por ter me permitido viver esse capítulo tão especial em uma terra tão única.
307 anos celebrados com festa, música e orgulho cuiabano
E como toda grande cidade merece, Cuiabá comemora seus 307 anos em grande estilo.
A programação oficial deste ano acontece de 7 a 10 de abril, com as principais atrações concentradas no Parque das Águas, em uma celebração gratuita pensada para reunir a população em torno da música, da cultura, da gastronomia e do orgulho de ser cuiabano.
A agenda foi divulgada pela Prefeitura de Cuiabá e inclui estrutura especial para receber o público.
Cuiabá completa 307 anos com 4 dias de programação festiva
Entre os destaques da festa estão os shows nacionais de Dilsinho, César Menotti & Fabiano e Morada, além de mais de 50 atrações regionais e a valorização da cultura local com o já comentado Festival do Baguncinha, uma celebração gastronômica que transforma um símbolo popular cuiabano em identidade cultural.
O dia 8 de abril, data oficial do aniversário da capital, é feriado municipal.
E, como já informado por órgãos oficiais, alguns serviços operam em regime especial, incluindo funcionamento de plantão no Judiciário e manutenção de atendimentos essenciais em áreas como saúde.
Cuiabá: uma cidade onde quase ninguém vai embora igual
Existe uma diferença entre visitar uma cidade e ser atravessado por ela.
- Cuiabá faz isso.
- Ela mexe com a gente porque não é artificial.
- Não tenta ser o que não é.
- Não precisa se fantasiar para impressionar ninguém.
Sua grandeza está justamente na verdade com que existe.
- Ela é forte,
- solar,
- popular,
- histórica,
- intensa,
- religiosa,
- cultural,
- gastronômica,
- espontânea e
- profundamente brasileira.
Talvez por isso tanta gente chegue ali para trabalhar, estudar, construir vida… e descubra que não levou apenas malas.
- Levou também lembranças.
- Levou vínculos.
- Levou saudade.
Porque quem vive Cuiabá de verdade não sai dela vazio.
- Sai marcado.
- E eu saí assim.
- Parabéns, Cuiabá. E muito obrigado.
Hoje, neste 8 de abril, minha homenagem é simples, mas absolutamente sincera:
Parabéns, Cuiabá, pelos seus 307 anos.
- Parabéns pela sua história.
- Pela sua resistência.
- Pela sua cultura.
- Pelo seu povo.
- Pela sua força.
- Pela sua identidade.
- Pela sua beleza quente, viva e inconfundível.
Que Deus continue abençoando essa capital tão especial, esse povo tão digno e essa terra tão cheia de encanto, mistério e vida.
E que jamais faltem motivos para celebrar aquilo que Cuiabá sempre soube ser:
uma cidade que acolhe, transforma e deixa saudade.
Parabéns, Cuiabá.
Você não foi apenas parte da minha trajetória.
Você virou parte da minha alma.
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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