Durante os ataques de 8 de janeiro
Dirigente do PT aconselhou coronel PM no 8/1 e prometeu cargo no governo Lula
O empresário Fernando Nascimento Silva Neto, dirigente do PT de Brasília e ex-procurador de José Dirceu, orientou e acompanhou em tempo real o coronel Jorge Eduardo Naime em Brasília.

As mensagens trocadas entre os dois, reveladas em relatório da Polícia Federal, mostram que Neto chegou a ditar o que o militar deveria dizer ao então interventor federal na segurança pública, Ricardo Cappelli, e prometeu um cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Naime, à época chefe do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, estava de férias, mas foi convencido por Fernando Neto a retornar e assumir as ações na Esplanada dos Ministérios.
O Coronel Jorge Eduardo Naime enquadrou o senador Contarato.
Na lata . pic.twitter.com/K1EpA30Twd— Tininha Souza 🌼🇧🇷🇵🇹 (@tininhasouzarj) June 26, 2023
Pouco após o início das invasões, o coronel buscou orientação do empresário, salvo em seu celular como “Fernando Neto PT”.
Neto então ditou a mensagem que Naime deveria enviar ao interventor:
Se coloca à disposição dele e fala que você está integralmente à disposição… tira do teu colo pelo amor de Deus, disse, em áudio.
Além disso, Neto prometeu que, caso Naime não fosse nomeado ao comando da PMDF, “iria mandá-lo para o governo federal”.
Quatro dias após os ataques, o coronel reforçou à Fernando que havia sido preterido.
A resposta foi clara:
Se não voltar pro comando geral com a Celina [Leão], vou te mandar pro Gov Federal.
A PF considerou “estranha” a comunicação constante entre ambos durante um cenário descrito como “quase de guerra”.
Coronel Jorge Eduardo Naime em depoimento a CPI dos Atos Anti-Democráticos, afirma ter havido facilidade para que manifestantes tivesse acesso aos prédios federais.
Onde estavam o GSI e o ministro da justiça e segurança pública?🤷🏻♂️ pic.twitter.com/EOPwMzHIkV
— Coringa Opressor® The Legendary (ZV)🃏 (@C0RINGA0PRESSOR) March 31, 2025
Em uma das mensagens, o coronel —
que pouco antes fora ferido na operação — relatou que já havia limpado o Congresso, o Planalto e o STF.
O empresário respondeu orientando a interceptar ônibus com manifestantes:
Pede pra segurar os ônibus… a AGU já pediu a prisão deles aqui.
Embora não investigado no caso, Fernando Neto foi incluído como testemunha de defesa do coronel Naime no processo no Supremo Tribunal Federal.
Em seu depoimento, negou vínculo bolsonarista do militar e afirmou que tentava apenas ajudar “de forma voluntariosa”.
A defesa do coronel confirmou que Fernando Neto se apresentava como articulador político e membro da equipe de transição do governo Lula.
Naime não tinha como verificar a veracidade dessa informação, mas sempre se comprometeu a atender todas as demandas apresentadas, declarou.
O Palácio do Planalto, por sua vez,
afirmou que Fernando Neto
não se encontrou com o presidente da República, com nenhum servidor do Gabinete da Presidência,
assim como da Secretaria de Comunicação Social.
Procurado, o empresário não quis comentar.
José Dirceu também se manifestou, por meio de sua assessoria, reafirmando o rompimento com Fernando Neto após saber que o empresário usava seu nome indevidamente.
Atualmente, Fernando Neto é alvo de investigações por operar um banco com lastro falso de R$ 8,5 bilhões e por tentar acesso a órgãos do governo usando estrutura empresarial e influência política.
O coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), foi ouvido nesta segunda-feira (26) pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de janeiro. #cpmi #8dejaneiro #noticias pic.twitter.com/pr8xpvS7n4
— Epoch Times Brasil (@epochtimesbr) June 26, 2023
Link original da matéria:
Nas últimas semanas, a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro absurdamente se tornou realidade. A cruel perseguição contra o ex-presidente, seus aliados e sua família parece não ter limites!
O “sistema” quer esconder o que realmente aconteceu em 2022…
Tudo sobre aquele pleito eleitoral foi documentado no livro
“O Fantasma do Alvorada – A Volta à Cena do Crime”, um best seller no Brasil.
Não perca tempo.
Caso tenha interesse, clique no link abaixo para adquirir essa obra:
O "Fantasma" do Alvorada – A volta à cena do crime
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Telegram
Truth Social