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2026 o carnaval do Lula

Dona Lindu na Sapucaí: O nome que aparece ZERO vezes no samba-enredo

O Carnaval de 2026 será lembrado pelas notas 10 da Acadêmicos de Niterói, mas também por um silêncio documental que desafia a lógica.

Ao ser questionado pelo portal Metrópoles sobre o conteúdo político do desfile, o Presidente da República defendeu a obra afirmando que o samba era “muito bonito” por contar a “saga de sua mãe, Dona Lindu”.

Entretanto, uma análise técnica da letra revela que a história contada na Avenida ignora o nome de sua própria protagonista.

O Contraste: Discurso vs. Documento

Embora o Presidente tente suavizar as críticas políticas focando no aspecto emocional da família, os dados da letra oficial entregue à LIESA mostram uma realidade diferente:

  •  Menções ao nome “Dona Lindu”: Zero.
  •  Menções ao “Jingle” Olê, Olê, Olá: Presente na estrutura para gerar resposta do público.
  •  Menções ao bordão “Sem Anistia”: Centralizado na composição.

A pergunta que fica é: como uma obra pode ser classificada pelo homenageado como a “história de Dona Lindu” se o nome dela não aparece em nenhuma das cerca de 220 palavras do samba?

A Janela de 45 Dias e a “Não Interferência”

Na entrevista, o Presidente alegou que “não poderia dar palpite” e que a criação era da escola.

Contudo, a cronologia oficial derruba a tese da falta de tempo:

1. 16 de Setembro: Fotos oficiais (Ricardo Stuckert) registram o Presidente recebendo e aprovando o samba no Palácio do Planalto.

2. 31 de Outubro: Data final para entrega da letra à LIESA.

3. O Fato: Houve um intervalo de 45 dias entre o aval presidencial e a oficialização da obra. Tempo suficiente para que, se a prioridade fosse de fato a homenagem à mãe, o nome dela fosse incluído ou a letra fosse ajustada para evitar incoerências.

A Divergência da Anistia e o Ineditismo

A incoerência atinge seu ápice no trecho que brada “Sem Anistia”.

É necessário pontuar que o homenageado é, ele próprio, um anistiado, o que torna o samba-enredo uma peça em conflito direto com a biografia de quem está no alto do carro alegórico.

Além disso, ao incorporar o “Olê, Olê, Olá”, o samba abandona o rigor do ineditismo exigido pelo Manual do Julgador, transformando-se em um Jingle de campanha.

O fato de os jurados terem concedido nota 10 a uma obra que foge do tema biográfico (omitindo Dona Lindu) e que recicla melodias de domínio público levanta sérias dúvidas sobre a isonomia do julgamento.

Conclusão: A Verdade nos Números

 

O Portal 7 Minutos apresenta os fatos:

Dona Lindu foi o tema  para as câmeras, mas foi “esquecida” na caneta dos compositores.

O uso de sua imagem serviu como uma cortina de fumaça para um desfile que priorizou o palanque político e o uso de bordões eleitorais em detrimento da verdade biográfica e do ineditismo carnavalesco.

No Carnaval de elite, onde cada detalhe conta pontos, a ausência do nome da mãe do Presidente no samba aprovado por ele mesmo é um dado que a história, e as atas da LIESA, não podem apagar.

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7 Minutos

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Post de Wallace Palhares sobre a visita e a apresentação do projeto de carnaval 2026
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A pergunta que fica é: como uma obra pode ser classificada pelo homenageado como a “história de Dona Lindu” se o nome dela não aparece em nenhuma das cerca de 220 palavras do samba?
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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