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Assembleia de Especialistas em Qom

EUA e Israel atingem órgão responsável pela sucessão iraniana e provocam a maior crise política do Irã desde 1979

Ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos levanta suspeitas sobre a morte dos 88 aiatolás que definiriam o novo líder supremo

O ataque mais sensível da história recente do Irã

O Oriente Médio amanheceu nesta terça-feira (3) sob o impacto de um dos acontecimentos mais graves e explosivos das últimas décadas: ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel atingiram diretamente o prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por escolher o líder supremo — o cargo mais poderoso da estrutura política iraniana.

O fato ganhou contornos ainda mais dramáticos porque a imprensa israelense, como o jornal The Jerusalem Post, afirmou que todos os 88 aiatolás da assembleia estavam reunidos no momento do ataque.

Até agora, não há confirmação oficial sobre sobreviventes.

Caso se confirme, o episódio se tornaria a maior eliminação simultânea de dirigentes teocráticos da história do país — um golpe direto no coração do sistema criado após a Revolução Islâmica de 1979.

O que é a Assembleia dos Peritos e por que o ataque é tão estratégico

Criada depois do colapso do xá Mohammad Reza Pahlavi, a Assembleia dos Peritos é composta por 88 clérigos de alto escalão.

É ela quem define quem comanda o Irã — o Líder Supremo — autoridade que domina:

  • política externa
  • programa nuclear
  • inteligência e segurança
  • Força Quds
  • Guardiões da Revolução
  • nomeações do Judiciário
  • supervisão das Forças Armadas

Ou seja: acertar esse prédio não é apenas um ataque militar.    É um ataque ao cérebro do regime.

Explosões em Teerã, Qom, Karaj, Isfahan e Beirute

A ofensiva israelense, segundo seu próprio Exército, foi “a nona onda de ataques em Teerã”, e mirou centros de comando e infraestrutura do que chama de “regime terrorista iraniano”.

Ao mesmo tempo, Israel afirmou ter executado “ataques simultâneos” em Teerã e em Beirute contra alvos do Hezbollah.

  • A escalada virou um tabuleiro de guerra regional.
  • Golpe no coração institucional iraniano
  • Além da Assembleia dos Peritos, Israel confirmou ter bombardeado:
  • complexo presidencial do Irã, no centro de Teerã
  • sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional
  • instalações onde são feitas avaliações estratégicas, inclusive sobre o programa nuclear

Segundo Israel, os alvos fazem parte de um “complexo de liderança” — a elite política, militar e religiosa de Teerã.

A mensagem é clara:
tudo o que sustenta o regime iraniano está na mira.

 

Número de mortos já ultrapassa 787, segundo o Crescente Vermelho

O Crescente Vermelho Iraniano informou que 787 pessoas morreram desde o início dos ataques no sábado (28).

  • A entidade afirma que mais de 1.000 bombardeios atingiram 153 cidades e 500 locais estratégicos ou militares.
  • Nenhuma agência internacional conseguiu verificar os números até o momento.
  • Mesmo assim, o total aponta para uma guerra de intensidade altíssima, raramente vista entre Estados nacionais.

A pergunta que ecoa em todo o mundo: os 88 aiatolás morreram?

Nenhum órgão oficial iraniano — nem o governo, nem o Ministério da Defesa, nem o Conselho de Segurança Nacional — confirmou o estado das autoridades atingidas.

Silêncio total.

A ausência de pronunciamento reforça a hipótese de que a cúpula religiosa pode ter sido dizimada.

Se isso se confirmar:

  • o Irã perde o órgão responsável por escolher seu líder supremo;
  • a estrutura de sucessão entra em colapso;
  • abre-se um vácuo de poder sem precedentes;
  • facções internas podem disputar o controle do país;
  • o conflito regional tende a se intensificar.
  • O maior abalo político desde 1979
  • Desde a Revolução Islâmica, o Irã nunca enfrentou uma ameaça tão profunda ao seu núcleo dirigente.
  • Não se trata apenas de destruição militar — isso o país já viu.

Trata-se de uma ruptura na continuidade do próprio regime.

O ataque contra a cúpula dos aiatolás é, na prática, um ataque à própria existência do Estado teocrático.

O que vier a seguir pode alterar:

  • a política do Golfo Pérsico
  • o equilíbrio militar no Oriente Médio
  • o preço do petróleo
  • a relação de potências globais com o Irã
  • o destino do programa nuclear iraniano

 

O planeta inteiro, agora, está com os olhos voltados para Teerã.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília

 

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O fato ganhou contornos ainda mais dramáticos porque a imprensa israelense, como o jornal The Jerusalem Post, afirmou que todos os 88 aiatolás da assembleia estavam reunidos no momento do ataque.
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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