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diz delegada

Ameaças contra policiais motivaram ação contra facção criminosa que prendeu 41 em Goiás

Operação Lex Dominus buscou desarticular grupo que atuava no tráfico de drogas e armas. Segundo delegada, autoridades que atuam no combate à corrupção foram ameaçadas por criminosos.

As forças de segurança de Goiás deram detalhes nesta sexta-feira (23) sobre a operação que prendeu 41 pessoas ligadas a uma facção criminosa suspeita de tráfico de armas e drogas, além de homicídios e roubos.

Segundo a delegada Carla de Bem Monteiro, que chefiou a investigação pela Polícia Civil, a apuração começou há seis meses após “colegas policiais” serem ameaçados pelos criminosos.

“Começamos apurando tráfico de drogas e a notícia de ameaças a colegas policiais na região de Itaberaí. Na tentativa de dar uma resposta de que em Goiás essas situações não vão continuar impunes, nós começamos a investigar quem seria o líder dessa célula criminosa na região”, pontua.

A delegada não entrou em detalhes sobre como teriam sido feitas essas ameaças ou quem as teriam recebido e disse que elas ainda estão em investigação. Apesar disso, o delegado Alexandre Bruno Barros, que também atuou na ação, admitiu que “evidentemente” foram feitas interceptações telefônicas, mas que as ameaças eram veladas e indiretas.

“Ameaças veladas, por pessoas interpostas, por mensagens telefônicas, do tipo que todos possam imaginar. Nenhuma delas ameaças diretas”, afirma.

Grupo organizado
Deflagrada na quinta-feira (22), a operação Lex Dominus prendeu 41 pessoas, sendo 33 homens e oito mulheres. Destes, 10 já estavam no sistema prisional.

Seis pessoas seguem foragidas. A operação cumpriu ainda 50 mandados de busca e apreensão em Goiás.

De acordo com Carla, o grupo agia de forma bastante organizada e com funções específicas.

O chefe era o detento Iago Roberto Mendonça, que mesmo de dentro da cadeia, comandava todas as ações.

“No nosso entendimento, foi ele quem conseguiu implantar a facção criminosa na região quando estava preso em Itaberaí. Posteriormente, ele foi transferido para o Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, mas ele já tinha uma rede estabelecida tanto dentro do presídio quanto fora”, explica.

“O braço direto do Iago e a mulher dele organizavam a criminalidade na rua. Dois membros da rua direcionavam os depósitos para as contas de duas outras pessoas. Esses quatro organizavam os demais faccionados em grupos. Havia os grupos dos traficantes, dos que efetuavam os roubos”, comenta.

Da rua, eles verificavam, por exemplo, carros que poderiam ser roubados e mandavam para o Iago, que determinava a ação.

A polícia ainda não tem um balanço sobre todos os crimes praticados pelo grupo.

Nas buscas, foram apreendidas quatro armas, porções de drogas e vários celulares

[caption id="attachment_115482" align="alignnone" width="1024"] Presas durante operação Lex Dominus, em Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1[/caption]
[caption id="attachment_115483" align="alignnone" width="1024"] Objetos apreendidos durante operação Lex Dominus, em Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1[/caption] [caption id="attachment_115484" align="alignnone" width="1024"] Secretaria de Segurança Pública de Goiás apresenta balanço da operação Lex Dominus — Foto: Sílvio Túlio/G1[/caption]
https://youtu.be/jQTB9iKpZ1Q https://youtu.be/URP3o-LCckU https://youtu.be/__dpwsfW2L8 https://youtu.be/rVoqEvY1oZg https://youtu.be/1LA88EQGRL0 https://youtu.be/tVcU5H14lXw  
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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