Operação Cherokee

Polícia Civil indicia 11 pessoas por esquema de corrupção na Codego

Operação Cherokee foi deflagrada em maio deste ano, pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas

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Operação Cherokee foi deflagrada em maio deste ano, pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Foto: Secretaria de Segurança Pública)

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre um esquema de cobrança de propinas a empresários goianos, nesta quinta-feira (15). Os crimes teriam sido praticados entre os anos de 2016 e 2018, por um grupo criminoso formado, principalmente, por ex-servidores públicos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), antiga Goiás Industrial. Ao final da apuração, 11 pessoas foram indiciadas por corrupção passiva e associação criminosa.

Um casal, apontado pela investigação como líder da quadrilha, foi indiciado por 11 atos de corrupção, com penas que podem chegar a 130 anos de reclusão, em caso de condenação. Com a conclusão do inquérito, foi solicitado ainda ao Poder Judiciário o sequestro de mais de R$ 1,5 milhão em bens dos suspeitos. “Os valores serão revertidos às vítimas que foram lesadas e também para ressarcir o patrimônio público, que não deixa de ser afetado por essas condutas criminosas”, destacou a delegada Débora Melo.

Investigação

A Operação Cherokee foi deflagrada em maio deste ano, pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Caturaí, Cristianópolis e Catalão. A investigação, iniciada em 2019, identificou a cobrança indevida de valores a empresários que tinham interesse de se instalar em distritos agroindustriais do Estado.

Pelo menos nove empresas vítimas do grupo criminoso foram identificadas.

“Eles se valiam das posições estratégicas que ocupavam dentro da Codego e, sempre que algum empresário chegava querendo instalar a sua empresa em algum distrito industrial, muito embora preenchessem os requisitos necessários para isso, esses servidores faziam cobranças em benefício próprio. Por exemplo, se no processo administrativo eles teriam que pagar apenas R$ 4 mil à Codego, um valor simbólico, para esses funcionários eles chegavam a pagar mais de R$ 100 mil”, explicou.

De acordo com a delegada, os integrantes do grupo ostentam vida de luxo, inclusive com diversas viagens internacionais, todos os anos.

“Parte dos investigados, em um período muito curto de tempo, construiu um patrimônio totalmente incompatível com o valor que eles recebiam de remuneração”, afirmou.

Há época do cumprimento dos mandados judiciais, os policiais encontraram com os suspeitos carros esportivos de alto valor, adegas de vinhos importados, além de diversos armamentos.

Entre os 11 indiciados, oito trabalhavam na Companhia.

O vínculo de todos foi encerrado em 2019, quando assumiu a atual gestão do Governo de Goiás. Segundo o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, a determinação do governador Ronaldo Caiado é combater incessantemente à corrupção no Estado.

“Nós estruturamos uma equipe que tem trabalhado de forma conjunta com muita inteligência e mecanismos técnicos para combater esse tipo de crime. Dinheiro desviado é dinheiro que poderia ser usado para investimentos em saúde, educação, emprego, assistência social e na própria segurança da população. Ao coibirmos esses crimes, além de desarticular aqueles que acreditam estar acima da lei, estamos ajudando todas essas áreas”, sublinhou.

Nota da Codego

A atual diretoria da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) reforça que a investigação em curso é referente aos anos de 2016 a 2018, portanto da gestão estadual passada, e reafirma que tem contribuído de todas as maneiras possíveis com o trabalho policial na apuração dos fatos.

Concomitantemente, a direção tem tomado medidas rígidas de controle interno, de transparência e compliance, com treinamentos e qualificações contínuas dos colaboradores, inclusive sobre o Código de Ética e Conduta da Codego, que prevê tolerância zero para corrupção.

Por fim, ressaltamos o trabalho de reconstrução da Companhia e dos distritos agroindustriais administrados pelo Estado, que foram abandonados pelos gestores do governo anterior.

Seguiremos com a missão de promover o desenvolvimento sustentável de Goiás com atividades de fomento para incremento da economia, diminuição da desigualdade regional e geração de emprego e renda aos goianos.

Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) – Governo de Goiás

Editado por Juliana Carnevalli via Secretaria de Segurança Pública- SSP-GO 

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