O BRASIL FICA DE CABEÇA PARA BAIXO
GOVERNO troca a LÓGICA DO TRABALHO por MALABARISMO POLÍTICO
E surge a “tendência” mais surreal dos últimos tempos: transformar a carteira de trabalho em peça de museu e elevar o cartão do Bolsa Família ao status de documento oficial.
Entre frases malcolocadas, discursos confusos e um país que tenta sobreviver à realidade, surge a “tendência” mais surreal dos últimos tempos: transformar a carteira de trabalho em peça de museu e elevar o cartão do Bolsa Família ao status de documento oficial.
É ou não é para o brasileiro trabalhador perder a paciência?
INTRODUÇÃO: QUANDO A PIADA VIROU POLÍTICA PÚBLICA
Se alguém contasse,
alguns anos atrás, que um ministro defenderia, ainda que por mal-entendido, a troca da carteira de trabalho pelo cartão do Bolsa Família, você riria e diria:
Ah, essa foi boa! Conta outra.
Mas 2025 e 2026 não estão para brincadeira.
E, de repente, virou normal ver autoridade falando uma coisa, se enrolando, sendo gravada, viralizando… e depois correndo para dizer que “não foi bem isso”.
O problema?
O país real, aquele que acorda cedo, paga imposto até para respirar e financia todo esse circo, não tem mais paciência para malabarismos semânticos.
A FRASE QUE PAROU O BRASIL
Depois de Lula dizer que os traficantes são vítimas dos usuários, agora é a vez do ministro Wellington Dias defender a substituição da carteira de trabalho pelo cartão do Bolsa Família. O Brasil não aguenta mais o PT. pic.twitter.com/FGAzoGthkj
— Zucco (@deputadozucco) October 31, 2025
Bastou o ministro Wellington Dias completar a frase deixada no ar pelo prefeito de Salinas (MG):
- — “Queremos no futuro trocar a carteira de trabalho…”
- — “Pelo cartão do Bolsa Família!”
PRONTO.
- O Brasil ruiu por alguns minutos.
A internet pegou fogo, jornalistas entraram em modo turbo e a oposição fez o que qualquer político faz quando o adversário entrega um presente: usou sem dó.
A OPERAÇÃO “FOI MAL-ENTENDIDO”
Logo depois, veio a etapa mais previsível da política brasileira:
a fase “não foi isso que eu quis dizer”.
O prefeito correu para gravar outro vídeo afirmando que tudo foi invertido, que a frase era ao contrário, que o objetivo é tirar as pessoas do Bolsa Família e devolvê-las ao mercado de trabalho.
- Tudo ótimo — no discurso.
- Na prática, o que ficou foi mais um capítulo da novela “Brasil: valores invertidos”.
O PONTO CENTRAL DO PROBLEMA
- O brasileiro não está indignado apenas pela frase.
- Está indignado porque parece que o país está criando uma cultura de dependência, onde trabalhar virou quase um ato de resistência.
- Enquanto milhões pegam ônibus lotado, pagam impostos surreais e tentam sobreviver, o governo se gaba de “resultados sociais”, mas esquece de dizer que quem banca tudo isso é justamente o trabalhador que não ganha benefício nenhum.
- A ideia de trocar a carteira assinada por assistencialismo não é só um erro de comunicação.
- É um disparo contra o valor mais básico de qualquer sociedade saudável:
- o incentivo ao trabalho, à autonomia e à dignidade.
O QUE HÁ POR TRÁS DESSE DEBATE?
- O governo tenta provar que o Bolsa Família é solução universal.
- Ok, o programa tem seu papel.
- Mas quando vira muleta permanente, deixa de combater pobreza e passa a reafirmá-la.
A frase escancarou o desconforto nacional:
Há uma sensação crescente de que trabalhar virou coisa de trouxa
e isso destrói qualquer país.
A comunicação do governo tropeça na própria narrativa.
Diz uma coisa hoje, outra amanhã, e depois culpa “interpretação”.
Enquanto isso, não há emprego formal suficiente.
E aí? Como trocar o cartão pelo trabalho… sem trabalho?
O BRASILEIRO TRABALHADOR QUER RESPOSTAS
- E quer com razão.
- Porque quem acorda às 5 da manhã, pega sol, chuva, ônibus e fila, não aceita ser tratado como figurante, enquanto discursos politicamente corretos tentam colocar o Bolsa Família como o DNA do Brasil.
- O brasileiro quer oportunidade, não migalha.
- Quer trabalho, não dependência.
- Quer futuro, não discurso enrolado.
CONCLUSÃO: O BRASIL NÃO É UM PALCO — É UMA NAÇÃO
- Se o objetivo era defender que emprego deve substituir o benefício, muito bem.
- Mas então fale assim desde o começo.
- Sem tropeçar na própria frase, sem deixar margem, sem viralizar bobagem.
- O país está cansado de novela política.
- Quer clareza, seriedade e compromisso real.
- Até lá, seguimos assistindo à coreografia maluca entre governo, discursos contraditórios e um Brasil que tenta — apesar de tudo — continuar de pé.
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
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