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QUAL O REAL FORMATO ?

NOSSO SISTEMA SOLAR TEM UMA “PAREDE”:

NASA ESTÁ PRESTES A REVELAR O VERDADEIRO FORMATO DA BOLHA QUE PROTEGE A TERRA

Missão IMAP promete responder uma das maiores perguntas da astronomia moderna: afinal, qual é o verdadeiro formato da fronteira que separa o domínio do Sol do restante da Via Láctea?

Imagine uma fronteira invisível localizada a aproximadamente 18 bilhões de quilômetros da Terra. Um limite onde o vento emitido pelo Sol deixa de dominar o espaço e passa a enfrentar diretamente as partículas vindas da imensidão da Via Láctea.

Essa fronteira realmente existe.

Ela recebe o nome de heliopausa e marca o fim da influência direta do Sol sobre o Sistema Solar. Muito além da órbita de Plutão, ela representa uma verdadeira muralha cósmica que envolve todos os planetas, funcionando como um gigantesco escudo natural contra parte da radiação de alta energia proveniente do espaço interestelar.

Agora, uma nova missão da NASA promete revelar seu verdadeiro formato.

A bolha invisível que protege a humanidade

O Sol não emite apenas luz e calor.

Ele lança continuamente partículas carregadas eletricamente em todas as direções. Esse fluxo, conhecido como vento solar, cria uma imensa bolha magnética chamada heliosfera.

É essa bolha que envolve Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e todos os demais planetas do Sistema Solar.

Durante décadas, os cientistas acreditaram que ela poderia ter o formato de um enorme cometa, com uma longa cauda apontando para trás enquanto o Sol viaja pela galáxia.

Outros pesquisadores defendem que ela seja muito mais arredondada e simétrica.

A resposta definitiva poderá surgir nos próximos anos.

A missão IMAP

A NASA colocou em operação a missão Interstellar Mapping and Acceleration Probe (IMAP).

Posicionada no Ponto de Lagrange L1, aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra na direção do Sol, a espaçonave observará partículas especiais chamadas Átomos Neutros Energéticos (ENAs).

Essas partículas funcionam como um “eco” da colisão entre o vento solar e o meio interestelar.

Ao detectar milhões desses sinais, os cientistas poderão reconstruir um verdadeiro mapa tridimensional da heliosfera, revelando pela primeira vez sua forma com alto nível de precisão.

As descobertas das Voyagers

As lendárias sondas Voyager 1 e Voyager 2, lançadas em 1977, já atravessaram essa fronteira.

Quando chegaram à heliopausa, registraram mudanças bruscas na densidade do plasma, no campo magnético e nas partículas energéticas.

Os dados mostraram uma região extremamente quente, onde o plasma pode atingir temperaturas entre 30 mil e 50 mil Kelvin.

Apesar desses números impressionantes, não existe uma “parede de fogo”. O espaço nessa região possui densidade extremamente baixa, o que impede a existência de chamas como conhecemos na Terra. Trata-se de um ambiente de plasma altamente energético, e não de um muro em combustão.

Um escudo contra a radiação da galáxia

Sem a heliosfera, a quantidade de raios cósmicos de alta energia que alcançaria o Sistema Solar seria muito maior.

Essa enorme bolha ajuda a reduzir parte dessa radiação, protegendo os planetas e contribuindo para um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da vida.

Compreender sua estrutura também é fundamental para futuras missões tripuladas ao espaço profundo.

A grande pergunta

A missão IMAP poderá responder uma dúvida que acompanha a astronomia há décadas:

A heliosfera possui uma longa cauda semelhante à de um cometa?
Ou é uma esfera quase perfeita envolvendo todo o Sistema Solar?
Como ela reage ao movimento do Sol através da Via Láctea?
De que forma essa barreira muda ao longo do ciclo de atividade solar?

As respostas ajudarão os cientistas a entender não apenas o ambiente espacial que cerca a Terra, mas também como outras estrelas interagem com o espaço interestelar.

Uma descoberta que muda nossa visão do Universo

A imagem tradicional do Sistema Solar mostra apenas os planetas orbitando o Sol.

Entretanto, muito além de Netuno e Plutão, existe uma gigantesca estrutura invisível que envolve todos eles e marca a fronteira entre o “nosso bairro cósmico” e a imensidão da galáxia.

A missão IMAP promete transformar essa fronteira invisível em um mapa detalhado, oferecendo uma nova perspectiva sobre o lugar que ocupamos no Universo.

Talvez estejamos prestes a ver, pela primeira vez, o verdadeiro contorno do escudo que protege o Sistema Solar há bilhões de anos.

Por Gildo Ribeiro
Editoria de Ciencias
Redação Portal 7Minutos

Sistema solar protegido por uma bolha energética

Escudo cósmico em um sistema estelar
Sistema solar luminoso e fluido cósmico

Nosso Sistema Solar e a Parede Energética

Embora não vá até a borda do Sistema Solar, esta espaçonave nos dará a melhor visão que já tivemos. Crédito da imagem: NASA/Adriana Manrique

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Escudo cósmico em um sistema estelar
Embora não vá até a borda do Sistema Solar, esta espaçonave nos dará a melhor visão que já tivemos. Crédito da imagem: NASA/Adriana Manrique
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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