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Criminalização da crítica

O reino cruel das mentiras

Entra semana, sai semana, e a turma no poder não se acanha, mente sem parar, sempre em defesa do que considera “a mais pura verdade”.

Não dá para chamar de loucura, de esquizofrenia, é mau-caratismo mesmo.

É ódio real, é maldade.

Nada do que esse grupo diz e faz se sustenta, mas são todos sincronizadamente cínicos, hipócritas, não estão nem aí para ninguém.

Alguns até acreditam no que inventam, e eles inventam freneticamente. Pode ser uma foto original, sabidamente sem retoque, um vídeo que não deixa margem para interpretação…

O que é falado, o que está escrito é absolutamente irrefutável, é claro, é preto no branco, mas a mentira grassa porque os brutamontes acham que podem definir livremente o que é verdade e impor sua invenção mal-ajambrada, sem constrangimento.

Os que fazem politicagem, negociatas políticas há muito tempo parecem mestres nisso.

Ainda enganam militantes cegos, surdos, mudos, sem apego algum aos fatos, ao mundo real.

A questão é que, de uns tempos para cá, muita gente disfarçada de jornalista resolveu se esforçar ao extremo, abandonar os pilares da sua profissão e fazer parte dessa horda de militantes desconectados e apaixonados pela mentira.

Por isso, o novo marqueteiro do Brasil do PT pode dizer que Lula recebeu “um país destruído, desmoralizado” e que, em apenas dois anos, “arrumou a casa, melhorou os indicadores econômicos”.

Nenhum repórter rebate, citando os dados da inflação, o dólar altíssimo, a taxa de juros, o déficit fiscal, o déficit nominal, a dívida pública, o prejuízo monumental das estatais…

Ninguém fala nada sobre as péssimas previsões de crescimento do PIB, na casa de 2% ao ano, até 2027.

A jornalista da Globo News pode até gritar que

desacreditar, atacar medidas públicas é crime, mas nós não somos Cuba, China, Coreia do Norte…

O marqueteiro do Lula pode dizer que o Brasil “voltou a ser respeitado pelo mundo” e não é interpelado por nenhum jornalista.

Ninguém pergunta a Sidônio Palmeira qual é a vantagem de ser respeitado por quem igualmente não presta: China, Rússia, Irã, Cuba, Venezuela, Nicarágua, além dos terroristas de grupos como o Hamas.

O mundo da fantasia do novo feitor da propaganda do governo não se sustenta, nem mesmo sobre o terreno arenoso mal ajeitado por dados estatísticos surreais fornecidos pelo novo IBGE.

Só que os jornalistas desistiram das perguntas faz tempo, já não se acham obrigados a desconfiar, a ser curiosos.

Acreditam em todos os comunicados oficiais da turma do Lula, em todos os discursos cacofônicos, desafinados.

Estão fechados na criação do reino cruel das mentiras.

O novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em sua cartinha para o ministro da Fazenda sobre o estouro da meta da inflação em 2024, pode ser bem camarada, dar a entender que o governo Lula não teve nada a ver com o resultado…

Da próxima vez, Galípolo pode até compor um rap para o ministro, “bebê” Vida que segue.

Haddad, seu violão, seus jornalistas de estimação, eles todos conseguem enxergar o lado bom de qualquer desastre porque é tudo novo: novo marqueteiro, novo presidente do BC, novo IBGE, nova democracia, nova verdade, nova visão positiva do inferno…

E, nisso, o novo jornalismo é o jornalismo virado do avesso.

Os jornalistas de outrora estão desfigurados, agora defendem incansavelmente a censura. Desvairados, eles afirmam que é crime uma plataforma digital controlar seu conteúdo sem o apoio de “agências checadoras de fatos”.

Claro que não podem citar a lei em que isso está escrito porque essa lei não existe.

De que importa, né?

A imprensa agora tem suas pautas restritas àquilo que “o mestre mandar”.

Então, sai gritando bobagens sobre a tentativa do governo de aumentar a fiscalização das movimentações com o uso do Pix.

Nenhum perfil relevante disse que esse tipo de transação seria taxado (ainda que se pudesse acreditar nisso).

A reclamação principal era em relação ao monitoramento da movimentação bancária de gente simples pela Receita Federal, o que abriria margem para cobrança de imposto de renda.

Ou seja, o Pix não seria taxado, mas principalmente trabalhadores informais poderiam ser.

Gente humilde, para a qual o PT diz que governa…

Era mesmo mentira que iam usar o Pix para fiscalizar o pobre?

O governo jura que sim.

Estava de olho apenas nos “grandes sonegadores”, que movimentam R$ 5 mil por mês… É que a noção de “grande” também deve ser nova, já que juram que quem ganha R$ 2 mil mensais agora é classe média.

A imprensa ensandecida fala em “onda de fake news” sobre o Pix, que esse movimento “interditou o debate”…

Ora, se o governo não foi capaz de rebater um vídeo de quatro minutos de um jovem deputado federal com mais de 300 milhões de visualizações e acabou recuando, quem estava errado?

Se era “fake news”, por que o governo não conseguiu provar?

Provavelmente, porque não inspira confiança, e há motivos de sobra para isso.

Que fique claro: quem quer abolir o debate é o Brasil do PT, com o apoio do STF e da imprensa alucinada.

Só que são eles também que têm o dedo mais longo e podem apontar os culpados por tudo.

A essa aliança não cabe a culpa por nada, e ela está esperneando, falando que houve incentivo nas redes sociais à sonegação de impostos.

Engraçado, o que é sonegado a todos os brasileiros são bons serviços públicos, apesar da altíssima carga tributária que temos, e disso ninguém fala…

Aliás, viva o SUS!

O bom nisso tudo é que está claro que o brasileiro não vai ficar passivo diante de um governo que quer lhe extrair até a última gota de sangue.

Nós já trabalhamos cinco meses por ano apenas para pagar impostos… E política importa, sim. Todos devem ter isso em mente, em seus corações.

Mais: os tiranos odeiam as redes sociais; não vamos permitir que elas sejam censuradas, elas prosperam na democracia, e a democracia prospera nelas.

Questionem, comentem, critiquem, opinem, debatam…

Livrem-se da nova velha imprensa e tentem convencer aqueles que estão à sua volta – parentes, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, vizinhos – a fazer o mesmo.

O Brasil será salvo por todos nós, mesmo que os poderosos pareçam invencíveis.

Aqueles que chafurdam nas mentiras o fazem porque não têm armas de verdade para vencer; o triunfo do país que podemos e devemos ser é uma questão de tempo.

A “jornalista” da Globo News pode até gritar que “desacreditar, atacar medidas públicas é crime”, mas nós não somos Cuba, China, Coreia do Norte…

E nunca seremos.

Por Luís Ernesto Lacomb

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Luís Ernesto Lacombe apresentou o ‘Aqui na Band’ e teve destaque por seu posicionamento político, hoje é colunista da Gazeta do Povo e tem perfil no YouTube. Foto: Jovem Pan

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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