"Nós vamos 'despetizar' o Brasil"
Onyx exonera comissionados e servidores de confiança na Casa Civil
Total de exonerados chega a 320 pessoas, segundo o ministro; objetivo é 'despetizar' governo
O novo ministro da Casa Civil da Presidência, Onyx Lorenzoni, editou portaria que determina a exoneração ou a dispensa de ocupantes em 31 de dezembro de 2018 de cargos em comissão ou funções de confiança na pasta. Ficam de fora da lista de corte servidores, empregados e
militares lotados na Subchefia para Assuntos Jurídicos ou na Imprensa Nacional, que preparam os atos do governo. O Diário Oficial da União (DOU), por exemplo, é publicado pela Imprensa Nacional.
O total de exonerados nessa condição soma 320 pessoas, segundo cálculo do próprio ministro. Ao anunciar as exonerações, Onyx disse que o governo de Jair Bolsonaro não pode manter servidores petistas ou de ideologias que não se identificam com o projeto “de centro-direita”.
“Nós vamos ‘despetizar’ o Brasil”, disse.
A relação nominal das dispensas deve ser publicada nos próximos dias. O ministro explicou que ainda fará uma espécie de chamada oral para saber como cada um dos ocupantes dos cargos chegou ao governo. Onyx negou, porém, que a prática seja uma caça às bruxas ideológica.
“Para não sair caçando bruxa, primeiro a gente exonera e depois a gente conversa”, afirmou
“O governo é novo e vem aí um novo Brasil: ou afina com a gente ou troca de casa. Simples assim.”
O processo de reavaliação dos funcionários, chamado por Onyx de ‘revisão’, durará cerca de duas semanas.
A portaria de Onyx, publicada no DOU desta quinta-feira, 3, também encerra as cessões, as requisições e as colocações em disponibilidade de pessoal. Neste caso, a decisão só terá efeito se, em sete dias, o secretário executivo da Casa Civil não manifestar expressamente o interesse pela manutenção do servidor.
Link original da matéria:
https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,onyx-exonera-comissionados-e-servidores-de-confianca-na-casa-civil,70002665435
Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil Foto: Dida Sampaio/Estadão[/caption]
