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Sabor Agente Público Sério

“SABOR ENERGÉTICO” VS. “SABOR AGENTE PÚBLICO SÉRIO”

O RAIO-X DA IMPROBIDADE NO GOVERNO FEDERAL

Estamos em fevereiro de 2026, e o país ainda tenta entender como uma escola de samba se sentiu tão à vontade para colocar a fé evangélica em “latas de conserva” na Sapucaí.

O Portal 7 Minutos fez uma varredura histórica e traz agora a denúncia que passou despercebida por todos em outubro de 2025: o momento em que o Governo Federal deu um “cheque em branco” para a Acadêmicos de Niterói, usando dinheiro público O Canal GOVBR e a estrutura oficial da Petrobras.

O Silêncio de Outubro:
A Festa que a Mídia Ignorou

No dia 9 de outubro de 2025, em Camaçari (BA), o Presidente Lula e a Ministra Margareth Menezes transformaram um evento de entregas do governo em um palanque carnavalesco.

Enquanto a grande mídia se limitou a tratar o episódio como um “momento de descontração” ou “folclore baiano”, o Portal 7 Minutos cumpre o papel investigativo que foi negligenciado.

O que os jornais chamaram de festa, nós carimbamos como infração administrativa. 

O tempo provou que o silêncio da imprensa em 2025 alimentou o desrespeito que explodiu na Sapucaí em 2026.

O Raio-X das Irregularidades

O Fato: O Presidente utilizou a estrutura oficial para exibir o clipe da Acadêmicos de Niterói e convidar o público para o desfile em sua homenagem.

O Palanque: Pago com recursos federais para anúncios técnicos.

A INFRAÇÃO: Desvio de Finalidade e Abuso de Poder Econômico.    O dinheiro do contribuinte foi usado para montar um palco de “trabalho”, mas a finalidade foi publicidade pessoal em ano de eleição.

Isso fere o Princípio da Impessoalidade (Art. 37, §1º da CF), que proíbe o uso de atos do governo para promoção pessoal.

O Fato: A transmissão feita ao vivo, por mais de 7 minutos, pelo Canal GovBr. sustentado por impostos.

O Figurino: Ministros e o Presidente usando coletes da Petrobras para cantar samba, vinculando a imagem da estatal a uma agremiação privada em ano pré-eleitoral.

A INFRAÇÃO: Uso Indevido de Símbolos e Bens Públicos (Lei 8.429/92).

O colete da Petrobras representa o Estado e a maior empresa do país, não é fantasia de carnaval.

Usá-lo para endossar uma agremiação privada e um slogan político configura improbidade, pois associa o patrimônio público a uma campanha específica.

Ministra Margareth Menezes e o Palco Público como Vitrine Pessoal

O fato 1:

A Ministra da Cultura, Margareth Menezes, subiu ao palco oficial, vestindo o colete da Petrobras, para cantar o samba-enredo que homenageia o Presidente da República. O evento teve transmissão ao vivo pelo Canal Gov, utilizando equipamentos, satélite e pessoal pagos com impostos.

A escolha do repertório não foi por acaso.

Ao entoar o refrão ‘Sem Anistia’, a Ministra utilizou um palco custeado pelo povo para ecoar um slogan político agressivo da ala atual do governo.

Cantar isso vestindo um colete da Petrobras transforma a estatal, que pertence a todos os brasileiros, em um acessório de comício disfarçado.

A INFRAÇÃO: Desvio de Finalidade (Lei 8.429/92).

A estrutura do Estado existe para servir ao povo, não para fazer propaganda de uma escola de samba que exalta o governante de turno.

Ao usar o microfone oficial para promover essa obra,  a Ministra feriu de morte o Princípio da Impessoalidade.

Fato 2:

Como autoridade máxima da pasta, a Ministra tem o dever de ser isenta.

Ao escolher uma única agremiação para promover em um palco federal, ela prejudica todas as outras escolas de samba do Brasil que competem sem o “empurrão” da máquina pública.

A INFRAÇÃO: Abuso de Poder Político.
Usar a posição de autoridade para dar visibilidade a um projeto de interesse pessoal do governante (a homenagem na Sapucaí) configura uma vantagem indevida que desequilibra o cenário cultural e político.

 

 

O Slogan Político e a Incoerência

A Ministra da Cultura, Margareth Menezes, subiu ao palco oficial para cantar o samba-enredo.

Ao entoar o refrão “Sem Anistia”, ela utilizou um palco custeado pelo povo para ecoar um slogan político da ala atual do governo.

É uma incoerência jurídica e histórica: usar um evento de Estado para bradar “Sem Anistia” em homenagem a um Presidente que é, tecnicamente, um anistiado político.

Uma Ação Coordenada

Não foi um erro isolado.
O palanque estava lotado de autoridades que assumiram o risco jurídico da improbidade ao aplaudirem a transformação de uma entrega oficial em comício:

Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente);
Margareth Menezes (Cultura);
Rui Costa (Casa Civil);
Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos);
Jerônimo Rodrigues (Governador da Bahia);
Diretores da Petrobras.

Dessa forma, a utilização de um aparato estatal (palco, TV e recursos federais) para a disseminação de um lema que confronta o próprio instituto jurídico que fundamenta a trajetória do homenageado, demonstra um desalinhamento técnico e histórico por parte das autoridades presentes.

A função do jornalismo de fiscalização é observar o que o Artigo 37 da Constituição exige: que o agente público se comporte com Impessoalidade.

Quando Ministros de Estado, participam de um ato de promoção de uma agremiação privada em um evento de entrega de obras, a neutralidade do Estado é colocada em xeque, independentemente da ala política.

Fato 3. As Punições: O Gabarito da Lei 8.429/92

Diferente do Carnaval, onde a nota máxima é 10, na Administração Pública a nota para essa conduta é ZERO.

O Artigo 37 da Constituição é claro: a publicidade oficial não pode ter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal.

A Lei de Improbidade Administrativa prevê punições severas para agentes públicos que agem como a Ministra e os demais presentes no palco:

Perda da Função Pública:
O afastamento imediato do cargo de Ministra por utilizar o cargo para fins estranhos ao interesse público.

Suspensão dos Direitos Políticos:
De 5 a 10 anos. Em ano de eleição, essa é a punição mais temida, pois retira o agente da vida pública.

Multa Civil:       Pagamento de valores que podem chegar a 100 vezes o valor do salário da autoridade, como forma de punir a má-fé com o patrimônio público.

Ressarcimento ao Erário:    A Ministra e os envolvidos podem ser condenados a pagar do próprio bolso cada centavo gasto com a transmissão do Canal Gov e a montagem daquele palco que virou palanque.

O Despertar da Fiscalização

O Carnaval de 2026 deu a sua resposta técnica: a escola foi rebaixada.

Mas a resposta jurídica agora cabe às instituições..

Se o uso indevido da estrutura da Petrobras tivesse sido carimbado como “Proibido” lá em outubro, talvez o respeito à fé evangélica tivesse sido preservado na Sapucaí.

A Ministra Margareth Menezes leu a Constituição, e a violou ao transformar um evento de Estado em comício de samba.

O que realmente importa para a lei é que o “Sabor Agente Público Sério” da atual gestão está contaminado por infrações em série.

O rótulo diz uma coisa, mas a prática “carimba” outra: a improbidade.

Esta denúncia exclusiva do Portal 7 Minutos deixa claro que a lei não possui validade apenas no papel; ela serve para limitar o poder de quem acredita estar acima dela.

Pois o uso da máquina pública para promoção pessoal é o carimbo definitivo da má gestão.

Para que não reste dúvida sobre a gravidade e a ciência dos envolvidos, é necessário nomear quem estava no palanque assumindo o risco dessas infrações.

Além do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pessoalmente fez o convite para o desfile, estavam presentes e participaram ativamente da promoção do samba:

a Ministra da Cultura, Margareth Menezes;
o Ministro da Casa Civil, Rui Costa;
o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho;
o Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de diretores da Petrobras.

Todos, como agentes públicos de alto escalão, detêm o conhecimento técnico para saber que o uso de uma estrutura federal e de vestimentas de uma estatal para propaganda de uma escola de samba privada fere o Princípio da Impessoalidade e configura Improbidade Administrativa.

PROVA DOCUMENTAL: O Portal 7 Minutos preza pela transparência.

Você pode conferir a transmissão oficial e o momento exato em que a estrutura do Estado é desviada para fins carnavalescos e políticos no link abaixo.

ASSISTA  Abaixo :  (O vídeo inicia aos 02:11:15) (Nota: O link acima já está configurado para abrir em 2 horas e 11 minutos)

Por Gildo Ribeiro
Redação Sete Minutos — Brasília

 

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Corrupção e carnaval: uma mistura simbólica

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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