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Formação completa e impacto real

🎬 Interlândia revela novos talentos kids do cinema em encerramento emocionante da Oficina Proarte 2026

Um trabalho honroso, inspirador e transformador chegou ao seu grande momento nesta sexta-feira (20).

 

Interlândia encerra Oficinas de Cinema Proarte com exibição de curta e revelação de novos talentos do audiovisual

Projeto realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo transformou a realidade de alunos da zona rural de Anápolis e culminou na produção do curta “No Final do Arco-Íris”

 

A cerimônia de encerramento das Oficinas de Cinema  Proarte, realizada no distrito de Interlândia, em Anápolis, representou muito mais do que a conclusão de um projeto cultural.

O evento marcou o nascimento de uma nova geração de talentos do audiovisual, formada por crianças da rede pública que, ao longo de semanas de aprendizado, tiveram contato direto com todas as etapas da produção cinematográfica.

Viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, e operacionalizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, o projeto levou formação técnica, experiência prática e, acima de tudo, novas perspectivas de futuro para estudantes da Escola Municipal Inácio Sardinha de Lisboa, unidade escolar que atende a comunidade rural de Interlândia.

Sob a coordenação do diretor e roteirista Absair Weston, ao lado da produtora Sonia Santos, da Weston Filmes, a iniciativa mostrou que o cinema pode ser também uma poderosa ferramenta de transformação social, educacional e humana.

Formação completa e prática em audiovisual

As oficinas aconteceram entre os dias 2 de fevereiro e 20 de março de 2026, oferecendo uma verdadeira imersão no universo cinematográfico.

Ao longo do período, os alunos participaram de atividades práticas e intensivas que apresentaram, de forma acessível e profissional, os principais pilares da produção audiovisual.

A equipe de oficineiros, formada por Alex Amaral, Absair Weston, Sonia Santos, Liomar Veloso Gildo Ribeiro e Daniel Ramiro, conduziu os estudantes por diversas áreas fundamentais do cinema:

  • Roteiro
  • Produção
  • Storyboard
  • Atuação
  • Direção
  • Som
  • Fotografia
  • Edição

Ao todo, foram mais de 60 horas de atividades, distribuídas em oito oficinas, permitindo que os alunos vivenciassem o processo criativo e técnico de maneira completa.

Mas o diferencial do projeto não esteve apenas na teoria.

O Proarte apostou na prática real, colocando os estudantes no centro da criação e da execução de um produto audiovisual completo.

“No Final do Arco-Íris”: curta produzido pelos próprios alunos

Como resultado final da formação, os alunos produziram o curta-metragem “No Final do Arco-Íris”, com aproximadamente 20 minutos de duração.

O filme foi inteiramente desenvolvido pelos próprios participantes, desde a construção da história até a gravação, atuação, direção, captação de som, fotografia e edição.

Mais do que uma atividade de encerramento, a produção se consolidou como prova concreta do aprendizado absorvido durante as oficinas.

Durante a cerimônia de encerramento, o curta foi exibido para alunos, professores e membros da comunidade escolar em um ambiente de celebração e emoção.

O clima foi de festa, com pipoca e refrigerante para todos, transformando a sessão em uma verdadeira estreia cinematográfica dentro da escola.

O momento mais simbólico da noite foi justamente esse: ver as crianças assistindo, na tela, a um trabalho construído por elas mesmas  com dedicação, criatividade e envolvimento genuíno.

Projeto ganha ainda mais importância por atender a zona rural

A relevância do Proarte se torna ainda maior por ter sido realizado em uma escola situada em área rural.

Em muitos casos, iniciativas culturais de formação audiovisual permanecem concentradas nos grandes centros urbanos, distantes da realidade de estudantes do interior e da zona rural.

Ao chegar a Interlândia, o projeto rompe essa barreira e reafirma um princípio essencial: o acesso à cultura e à arte não pode ser privilégio de poucos.

Levar cinema para dentro de uma escola da comunidade rural não significou apenas ensinar técnicas de filmagem ou edição.

Significou mostrar às crianças que elas também podem contar suas próprias histórias, ocupar espaços criativos e se reconhecer como protagonistas de suas próprias narrativas.

Esse tipo de ação fortalece não apenas a formação cultural, mas também a autoestima, o senso de pertencimento e a visão de futuro de cada aluno envolvido.

Engajamento e talento chamaram a atenção durante todo o processo

Um dos aspectos mais marcantes ao longo das oficinas foi o alto nível de engajamento, interesse e dedicação dos participantes.

Segundo a equipe envolvida, as crianças demonstraram entusiasmo em todas as etapas do processo, revelando facilidade para compreender a linguagem audiovisual e, em muitos casos, surpreendendo pela desenvoltura tanto diante quanto atrás das câmeras.

Houve alunos que se destacaram na atuação, outros mostraram sensibilidade para direção, fotografia, som ou construção narrativa.

O que se viu, na prática, foi o surgimento de talentos ainda em fase inicial, mas já com sinais claros de potencial artístico e técnico.

O resultado foi uma produção que impressionou não apenas pela qualidade alcançada, mas pelo comprometimento dos estudantes em cada detalhe da obra.

Ao final do projeto, era visível a transformação dos participantes: mais confiantes, mais expressivos, mais preparados e com uma nova percepção sobre aquilo que podem construir para o próprio futuro.

Trailer e filme completo serão disponibilizados no YouTube

Outro ponto importante do encerramento foi o anúncio de que o trailer de “No Final do Arco-Íris” será disponibilizado em breve no YouTube.

Em seguida, também está prevista a publicação do filme completo na plataforma.

A iniciativa amplia significativamente o alcance do projeto e permite que o talento revelado em Interlândia ultrapasse os limites da escola e do distrito, chegando a públicos de outras cidades, estados e até regiões do país.

Mais do que exibir um trabalho escolar, a disponibilização online do curta representa um gesto simbólico e concreto de valorização dos alunos, que passam a ter sua produção reconhecida e compartilhada em um espaço público de alcance nacional.

É a comunidade rural de Interlândia mostrando que também sabe produzir arte, contar histórias e emocionar através da linguagem do cinema.

Certificados simbolizam o fim de uma etapa e o começo de uma trajetória

Ao final da cerimônia, os alunos receberam seus certificados de conclusão, em um momento carregado de simbolismo.

Mais do que um documento, a certificação representou o reconhecimento por semanas de dedicação, aprendizado e construção coletiva.

Mas, acima disso, representou a abertura de um novo caminho.

Os estudantes não saem apenas com a lembrança de uma oficina cultural.

Saem com uma experiência prática real, com noções técnicas consistentes e com a vivência concreta de ter participado de uma produção audiovisual do início ao fim.

Em outras palavras, saem preparados para dar novos passos dentro do universo artístico e audiovisual, caso desejem seguir por esse caminho.

Mais do que cultura: um projeto que transforma realidades

O encerramento do Proarte deixa uma mensagem clara e poderosa: quando a cultura chega onde ela realmente precisa chegar, ela transforma vidas.

O projeto mostrou que investir em formação artística não é gasto, nem entretenimento passageiro.

É oportunidade. É inclusão.

É desenvolvimento humano.

É construção de futuro.

Em Interlândia, o cinema deixou de ser algo distante, visto apenas pela televisão ou pelas telas da internet.

Ele passou a ser vivido na prática, produzido dentro da escola, com crianças da própria comunidade assumindo funções criativas e técnicas com seriedade e talento.

O legado deixado por Absair Weston, Sonia Santos, Priscila Weston e toda a equipe da produtora Seven Moving Pictures vai muito além de um curta-metragem concluído.

O que fica é a semente plantada em uma geração que agora sabe que pode ocupar a tela, os bastidores, os roteiros, os sets e os espaços de criação.

Encerramento com legado: o cinema como caminho possível

Ao final de tudo, o Proarte não encerra apenas uma agenda de oficinas.

Ele inaugura possibilidades.

O que nasceu em Interlândia pode, no futuro, se traduzir em novos cineastas, atores, roteiristas, diretores, técnicos e contadores de histórias.

Pode significar, para muitos desses alunos, o primeiro contato com uma vocação que ainda estava escondida.

Esse é o verdadeiro valor de iniciativas como essa: abrir caminhos onde antes não havia estrada.

Interlândia agora não guarda apenas a lembrança de um projeto bem executado.

Guarda o registro de um momento histórico em que a arte chegou, ensinou, emocionou e deixou marcas profundas.

E, para muitos daqueles alunos, o filme exibido no encerramento pode ter sido apenas o começo.

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Anápolis

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Interlândia agora não guarda apenas a lembrança de um projeto bem executado.   Guarda o registro de um momento histórico em que a arte chegou, ensinou, emocionou e deixou marcas profundas.
Treinados e preparados, eles já se colocam à disposição do mercado de curtas, comerciais e longas, como talentos kids com formação e experiência prática.
Interlândia encerra Oficinas de Cinema Proarte com exibição de curta
Talentos kids de Interlandia com formação e experiência prática
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“No Final do Arco-Íris”: curta produzido pelos próprios alunos
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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