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Liberação de recursos da poupança vai facilitar acesso à moradia para classe média

Com as mudanças nas regras do SFH, governo vai injetar R$ 52,4 bilhões a mais para crédito habitacional.

 

Intenção é movimentar a economia e viabilizar projetos que atendam a demanda de moradia para famílias que buscam imóveis acima 500 mil reais

O financiamento imobiliário de moradias com valor acima de R$ 500 mil, atualmente, é feito por meio de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Contudo, o volume de recursos foi diminuindo à medida que os juros aumentaram e desestimularam depósitos na caderneta de poupança – que deu sinais de esgotamento. Para evitar que os recursos fiquem escassos e isso prejudique o acesso à moradia, o governo anunciou mudanças nas regras de disponibilização dos recursos ainda existentes.

Antes das mudanças, 20% dos depósitos da poupança ficavam retidos no Banco Central como compulsório e não podiam ser utilizados para crédito imobiliário. Agora, com a nova regra, essa trava será eliminada de forma gradual. 5% dos recursos já foram liberados para que as mudanças sejam iniciadas de imediato e a partir de 2027, está prevista a liberação anual de mais 1,5 ponto percentual, até que os 20% hoje retidos como compulsório sejam totalmente disponibilizados ao setor ao longo de dez anos. A ideia é dar mais eficiência ao uso da poupança como fonte de funding do Sistema Financeiro da Habitação.

A mudança vai injetar R$ 111 bilhões na economia brasileira no primeiro ano, o que representa R$ 52,4 bilhões a mais que o modelo atual. Desse total, R$ 36,9 bilhões estarão disponíveis imediatamente para financiamentos habitacionais.

A notícia foi um alívio para o mercado, que recebeu a notícia como esperança para estimular o ritmo do setor, por meio da promoção do aumento da oferta do crédito imobiliário. Na visão do CEO da Vila Brasil Engenharia, Flávio Mendes, que comanda as operações imobiliárias da empresa, que integra o Grupo Mauá, esse recurso de crédito vai fomentar a compra da casa própria, gerando ampliação do crédito, o que torna o acesso mais facilitado para o mutuário e garante continuidade da construção dos projetos imobiliários.

Os recursos do SBPE já estavam escassos por conta do aumento dos saques na poupança que vêm acontecendo pela alta da taxa Selic.

Agora temos um novo estímulo, o que vai incentivar, principalmente, a classe média, que agora volta a ser assistida, para compra de imóveis acima de 500 mil reais, declarou ele..

Segundo ele, esse novo recurso se soma aos disponibilizados ao Programa Minha Casa, Minha Vida, via FGTS, que continuará forte em 2026. Só a Vila Brasil Engenharia vai construir cerca de 3 mil unidades este ano, voltadas para atender as diversas faixas do MCMV.

Focada no mercado goiano, atualmente a empresa tem cerca de 70% de seus projetos concentrados na capital e 30% no interior de Goiás, incluindo Águas Lindas, Caldas Novas, e com projetos futuros em Rio Verde, Catalão e Itumbiara.

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CEO da Vila Brasil Engenharia, Flávio Mendes
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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