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Cuidados da saúde masculina

Junho reforça um alerta urgente: cuidar da saúde mental também é um ato de coragem para os homens

Portal 7Minutos destaca a importância da conscientização e traz a reflexão da psicanalista Dra. Ana Claudia de Laet Segantine sobre um dos maiores desafios da saúde pública brasileira.

Durante décadas, milhões de homens cresceram ouvindo frases como:

“homem não chora”, “engole o choro”, “seja forte” e “homem resolve tudo sozinho”

. Essas expressões, repetidas de geração em geração, ajudaram a construir um modelo de masculinidade que muitas vezes impede o homem de demonstrar sentimentos, pedir ajuda e reconhecer que também precisa de cuidados emocionais.

O resultado dessa cultura do silêncio é preocupante.

O mês de junho marca a campanha nacional de conscientização sobre a saúde mental masculina, uma iniciativa que busca quebrar preconceitos e incentivar homens de todas as idades a falarem sobre suas emoções antes que o sofrimento se transforme em depressão, ansiedade, dependência química ou outras doenças psicológicas.

É justamente esse importante alerta que a psicanalista Dra. Ana Claudia de Laet Segantine, parceira do Portal 7Minutos, reforça em seu artigo, chamando atenção para uma realidade que ainda permanece escondida atrás do orgulho, da vergonha e do medo do julgamento.

O silêncio também adoece

Segundo especialistas, o sofrimento emocional masculino costuma se manifestar de forma diferente do observado nas mulheres.

Em vez de verbalizar tristeza, muitos homens passam a demonstrar irritabilidade, agressividade, isolamento social, excesso de trabalho, abuso de bebidas alcoólicas, drogas, jogos de azar ou até sintomas físicos como dores musculares constantes, insônia e problemas digestivos.

Na maioria das vezes, esses sinais são confundidos com “estresse” ou “cansaço”, quando na realidade podem representar o início de um quadro depressivo ou de ansiedade.

Infelizmente, muitos só procuram ajuda quando a situação já atingiu níveis graves.

Os números preocupam

Os dados nacionais mostram que quase 80% das mortes por suicídio no Brasil ocorrem entre homens.

Outro dado igualmente alarmante revela que apenas cerca de um terço dos homens procura atendimento psicológico quando enfrenta sofrimento emocional, enquanto a procura feminina é significativamente maior.

Esses números demonstram que o maior obstáculo nem sempre é a falta de tratamento.

  • Muitas vezes, o primeiro desafio é vencer o preconceito.
  • Reconhecer a dor não é sinal de fraqueza

A ideia de que o homem precisa suportar tudo sozinho ainda impede milhares de pessoas de buscar auxílio.

Na prática, essa postura apenas prolonga o sofrimento.

Saúde mental não possui gênero.

 

Assim como qualquer pessoa procura atendimento diante de uma dor física, também é natural buscar ajuda quando surgem sintomas emocionais persistentes.

  • Depressão,
  • ansiedade,
  • síndrome do pânico,
  • transtorno bipolar,
  • estresse pós-traumático e
  • dependência química são doenças que possuem tratamento e acompanhamento especializado.

Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, maiores são as chances de recuperação.

Fique atento aos sinais

A Dra. Ana Claudia destaca alguns comportamentos que merecem atenção de familiares, amigos e companheiros.

Entre eles estão:

  • isolamento repentino;
  • mudanças bruscas de humor;
  • irritabilidade constante;
  • perda de interesse pelas atividades do dia a dia;
  • queda no desempenho profissional;
  • abuso de álcool ou outras drogas;
  • dificuldades para dormir;
  • dores físicas sem causa aparente;
  • desânimo persistente.

Observar essas mudanças pode fazer toda a diferença para oferecer apoio no momento certo.

A família também exerce papel fundamental

Muitos homens dificilmente dirão espontaneamente que estão sofrendo.

Por isso, familiares e amigos precisam desenvolver um olhar atento e acolhedor.

Ouvir sem julgamentos, incentivar a conversa e estimular a procura por atendimento especializado pode representar o primeiro passo para evitar o agravamento do quadro.

Acolher nunca significa invadir.

Significa mostrar que ninguém precisa enfrentar sozinho um momento difícil.

Onde buscar ajuda?

Quem percebe sinais de sofrimento emocional não deve esperar que a situação piore.

É possível procurar auxílio por diferentes caminhos:

  • CVV (Centro de Valorização da Vida), com atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188 e também pelo site oficial;
  • Unidades Básicas de Saúde (UBS), que realizam o encaminhamento para a Rede de
  • Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS;
  • atendimento com profissionais especializados, como psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, de forma particular ou por convênios.

Buscar ajuda é uma decisão de responsabilidade consigo mesmo e com aqueles que convivem diariamente com você.

O conhecimento como ferramenta de transformação

Ao abordar esse tema com sensibilidade e embasamento científico, a Dra. Ana Claudia de Laet Segantine contribui para romper preconceitos ainda presentes na sociedade brasileira.

Psicanalista e Mestra em Biociência, a profissional atua nas áreas de Neurociência, TDAH, Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), Depressão, Dependência Química, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), desenvolvendo um trabalho pautado no acolhimento, na escuta qualificada e no cuidado humanizado.

Sua mensagem é clara: cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.

Portal 7Minutos: informação que também salva vidas

Mais do que informar, o jornalismo tem o compromisso de contribuir para a conscientização da sociedade.

Ao abrir espaço para especialistas como a Dra. Ana Claudia de Laet Segantine, o Portal 7Minutos reafirma seu compromisso com a divulgação de conteúdos que promovem qualidade de vida, prevenção e acesso à informação confiável.

Falar sobre saúde mental não é um sinal de fraqueza.

É um gesto de coragem.

E pedir ajuda pode ser o primeiro passo para recomeçar.

Porque homens também sofrem.

Homens também precisam de acolhimento.

E, acima de tudo, homens também merecem viver com saúde emocional e dignidade.

 

Por Gildo Ribeiro
Editoria de Saúde
Redação Portal 7Minutos – Brasília

 

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Junho: Mês da Saúde Mental Masculina
Psicanalista Dra. Ana Claudia Segantine
Cuidar da mente é viver melhor
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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