Trump excluiu Lula e o Brasil
Trump reúne líderes da América Latina em Miami e deixa Brasil de fora da nova “Cúpula das Américas”
Um movimento diplomático incomum chamou atenção no cenário internacional nesta semana.
Encontro organizado pela Casa Branca reúne países alinhados à agenda de segurança e combate à imigração ilegal; ausência do Brasil expõe tensão diplomática entre Washington e o governo Lula
Um movimento diplomático incomum chamou atenção no cenário internacional nesta semana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com líderes de diversos países da América Latina, mas deixou o Brasil completamente fora da lista de convidados.
O encontro, marcado para ocorrer em Miami neste sábado (7), foi anunciado como uma nova “Cúpula da América Latina”, com foco em segurança regional, combate ao narcotráfico e enfrentamento da imigração ilegal.
A iniciativa foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
🚨 BRASIL DE FORA DO JOGO INTERNACIONAL 🚨 Enquanto Donald Trump organiza um encontro estratégico com líderes e parceiros da América Latina, o Brasil simplesmente não foi convidado. O recado é claro: depois de sucessivas declarações hostis do governo Luiz Inácio Lula da Silva… pic.twitter.com/No2QUlVbQV
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) March 6, 2026
Segundo o governo americano, o objetivo do encontro é formar uma “coalizão histórica” entre países do hemisfério para combater cartéis narcoterroristas e fortalecer a estabilidade regional.
Mas um detalhe chamou atenção de analistas e diplomatas: o Brasil, maior país da América Latina, ficou fora da mesa de negociações.
Brasil ausente em reunião que reúne 12 países
De acordo com a Casa Branca, os países convidados para a reunião foram:
- Argentina
- Bolivia
- Chile
- Costa Rica
- Dominican Republic
- Ecuador
- El Salvador
- Honduras
- Panama
- Paraguay
- Trinidad and Tobago
Entre os líderes presentes estão nomes próximos politicamente à agenda do governo americano, como o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
O Brasil, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado, um gesto que analistas interpretam como um claro sinal de tensão política entre Washington e Brasília.
Divergências ideológicas e comerciais
A exclusão do Brasil não ocorre por acaso.
Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, as relações entre os dois países passaram a enfrentar um período de forte atrito diplomático.
As divergências envolvem:
- disputas comerciais e tarifárias
- posicionamentos opostos em fóruns internacionais
- diferenças ideológicas profundas entre os governos
Enquanto a Casa Branca busca fortalecer alianças com líderes conservadores da região, o governo Lula tem adotado uma política externa mais próxima de governos progressistas e de maior autonomia em relação aos Estados Unidos.
Nos bastidores diplomáticos, Washington também teria adotado medidas mais duras contra o governo brasileiro, incluindo a nomeação de figuras críticas ao governo Lula para posições estratégicas ligadas à política latino-americana.
Segurança, imigração e cartéis no centro da agenda
Segundo a Casa Branca, o foco da reunião será coordenar ações regionais contra o crime organizado e a imigração ilegal, temas que se tornaram centrais na política externa do governo Trump.
A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que os países convidados pretendem trabalhar juntos para enfrentar:
- gangues transnacionais
- cartéis de drogas
- tráfico de pessoas
- imigração ilegal em massa
O objetivo desta nova Cúpula da América Latina é promover liberdade, segurança e prosperidade em nossa região, declarou Leavitt durante coletiva em Washington.
Isolamento diplomático ou estratégia política?
Especialistas avaliam que a ausência do Brasil pode ter duplo significado.
Por um lado, representa um gesto político direto da Casa Branca contra o governo Lula.
Por outro, pode ser interpretado como parte de uma estratégia maior de Trump para reorganizar alianças ideológicas no continente.
Mesmo fora da reunião, o Brasil continua sendo o maior parceiro comercial dos Estados Unidos na América do Sul — o que indica que, apesar das divergências políticas, os interesses econômicos ainda pesam na relação bilateral.
O encontro em Miami pode marcar um novo capítulo na geopolítica do hemisfério, com a possível formação de um bloco regional alinhado à agenda de segurança defendida por Washington.
Se essa coalizão ganhar força, o Brasil poderá enfrentar um cenário diplomático mais complexo nas Américas.
Trump receberá líderes latino-americanos em cúpula no sábado.
"O objetivo desta nova Cúpula da América Latina é promover a liberdade, a segurança e a prosperidade em nossa região", afirma a Casa Branca. pic.twitter.com/9oAmISdibu— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) March 6, 2026
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
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