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Trump excluiu Lula e o Brasil

Trump reúne líderes da América Latina em Miami e deixa Brasil de fora da nova “Cúpula das Américas”

Um movimento diplomático incomum chamou atenção no cenário internacional nesta semana.

Encontro organizado pela Casa Branca reúne países alinhados à agenda de segurança e combate à imigração ilegal; ausência do Brasil expõe tensão diplomática entre Washington e o governo Lula

Um movimento diplomático incomum chamou atenção no cenário internacional nesta semana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com líderes de diversos países da América Latina, mas deixou o Brasil completamente fora da lista de convidados.

O encontro, marcado para ocorrer em Miami neste sábado (7), foi anunciado como uma nova “Cúpula da América Latina”, com foco em segurança regional, combate ao narcotráfico e enfrentamento da imigração ilegal.

A iniciativa foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

 

Segundo o governo americano, o objetivo do encontro é formar uma “coalizão histórica” entre países do hemisfério para combater cartéis narcoterroristas e fortalecer a estabilidade regional.

Mas um detalhe chamou atenção de analistas e diplomatas: o Brasil, maior país da América Latina, ficou fora da mesa de negociações.

Brasil ausente em reunião que reúne 12 países

De acordo com a Casa Branca, os países convidados para a reunião foram:

  • Argentina
  • Bolivia
  • Chile
  • Costa Rica
  • Dominican Republic
  • Ecuador
  • El Salvador
  • Honduras
  • Panama
  • Paraguay
  • Trinidad and Tobago

Entre os líderes presentes estão nomes próximos politicamente à agenda do governo americano, como o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

O Brasil, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado,  um gesto que analistas interpretam como um claro sinal de tensão política entre Washington e Brasília.

Divergências ideológicas e comerciais

A exclusão do Brasil não ocorre por acaso.

Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, as relações entre os dois países passaram a enfrentar um período de forte atrito diplomático.

As divergências envolvem:

  • disputas comerciais e tarifárias
  • posicionamentos opostos em fóruns internacionais
  • diferenças ideológicas profundas entre os governos

Enquanto a Casa Branca busca fortalecer alianças com líderes conservadores da região, o governo Lula tem adotado uma política externa mais próxima de governos progressistas e de maior autonomia em relação aos Estados Unidos.

Nos bastidores diplomáticos, Washington também teria adotado medidas mais duras contra o governo brasileiro, incluindo a nomeação de figuras críticas ao governo Lula para posições estratégicas ligadas à política latino-americana.

Segurança, imigração e cartéis no centro da agenda

Segundo a Casa Branca, o foco da reunião será coordenar ações regionais contra o crime organizado e a imigração ilegal, temas que se tornaram centrais na política externa do governo Trump.

A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que os países convidados pretendem trabalhar juntos para enfrentar:

  • gangues transnacionais
  • cartéis de drogas
  • tráfico de pessoas
  • imigração ilegal em massa

O objetivo desta nova Cúpula da América Latina é promover liberdade, segurança e prosperidade em nossa região,  declarou Leavitt durante coletiva em Washington.

Isolamento diplomático ou estratégia política?

Especialistas avaliam que a ausência do Brasil pode ter duplo significado.

Por um lado, representa um gesto político direto da Casa Branca contra o governo Lula.

Por outro, pode ser interpretado como parte de uma estratégia maior de Trump para reorganizar alianças ideológicas no continente.

Mesmo fora da reunião, o Brasil continua sendo o maior parceiro comercial dos Estados Unidos na América do Sul — o que indica que, apesar das divergências políticas, os interesses econômicos ainda pesam na relação bilateral.

O encontro em Miami pode marcar um novo capítulo na geopolítica do hemisfério, com a possível formação de um bloco regional alinhado à agenda de segurança defendida por Washington.

Se essa coalizão ganhar força, o Brasil poderá enfrentar um cenário diplomático mais complexo nas Américas.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília

 

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Mas um detalhe chamou atenção de analistas e diplomatas: o Brasil, maior país da América Latina, ficou fora da mesa de negociações. Foto: Kyle Mazza/AA
O objetivo desta nova Cúpula da América Latina é promover liberdade, segurança e prosperidade em nossa região,  declarou Leavitt durante coletiva em Washington. Imagem IA 7Minutos
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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